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Uno de los pilares que sustentan los Estados compuestos es el principio de la corresponsabilidad policial en el sistema de seguridade pública. Desde una perspectiva empírica, este principio supone planteamientos descentralizados de la acción policial orientados a la eficacia, a la eficiencia y al precepto de unidad territorial de la seguridad pública. Este estudio analiza desde una perspectiva comparada la responsabilidad policial compartida en el sistema español de seguridad pública con otros modelos de Estado compuesto como Alemania y Canadá. El objetivo primordial de la comparación entre los tres modelos propuestos se fundamenta en la focalización de potenciales elementos de integración y diferenciación que permitan conocer la idiosincrasia de la acción policial corresponsable entre los distintos niveles de Gobierno.

Leia o artigo de Carlos Carmona Pérez em https://revista.clad.org/ryd/pt_BR/article/view/157/313

Este artigo investiga o efeito da política de cargos comissionados nos níveis de corrupção dos estados brasileiros. A pesquisa justifica-se por explorar a conexão entre a quantidade de cargos comissionados em relação ao total de servidores públicos ativos e a ocorrência de corrupção nos estados brasileiros, respondendo a uma polêmica comum sobre o perfil de servidores. Por meio do índice CIPM (Contas Irregulares por Milhão de Habitantes), emprega-se a Análise Envoltória de Dados (DEA), concentrando-se na análise quantitativa das relações entre o número de cargos comissionados e os níveis de corrupção nas unidades federativas brasileiras, por intermédio da utilização de dados relacionados aos orçamentos públicos, além de índices de desenvolvimento. Os resultados demonstram que estados com maior número de cargos comissionados tendem a apresentar níveis mais elevados de corrupção, sugerindo que a prática generalizada de nomeações políticas pode criar oportunidades para o abuso do poder público para fins privados.

Leia o artigo de Álvaro Luís Gonçalves Santos e Gustavo Inácio de Moraes em https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/92020/90498

O cérebro humano não realiza duas tarefas simultaneamente. Embora o treinamento melhore a velocidade, um novo estudo revela que o processamento sempre ocorre em sequência, uma tarefa após a outra. Mesmo com treinamento extensivo, o cérebro humano não consegue executar duas tarefas simultaneamente. Em vez disso, ele continua a processá-las sequencialmente, de acordo com um estudo publicado na revista especializada Quarterly Journal of Experimental Psychology pela Universidade Martin Luther, de Halle-Wittenberg, a Universidade Aberta de Hagen e a Escola de Medicina de Hamburgo, todas na Alemanha.

Leia o artigo em https://www.dw.com/pt-br/pesquisa-sugere-que-o-multitasking-%C3%A9-um-mito/a-76418074

Este artigo procura analisar a relação entre a moldura institucional e as transformações nas políticas de desenvolvimento produtivo chinesas após o início das Reformas Econômicas de 1978. Parte-se da hipótese de que o êxito dessa estratégia de desenvolvimento decorre, em grande medida, da capacidade de coevolução entre as transformações nas esferas institucional e política. Isso porque este processo seria condicionado por uma “moldura institucional” estabelecida pelo planejamento econômico, que ainda preserva características de centralização. O ritmo e a configuração dessa coevolução seriam, em última instância, condicionados pelos desafios e contradições inerentes às transições entre os distintos estágios do desenvolvimento chinês.

Leia o artigo de Adriano José Pereira e Antonio Carlos Diegues em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD482.pdf

Ha uma ênfase crescente no papel das instituições na explicação do crescimento econômico das nações. Conforme a Teoria Institucional, sustenta-se que instituições de excelência estabelecem diretrizes de governança, exercendo uma influência direta sobre o crescimento econômico. Este estudo examina o impacto da governança nacional sobre o crescimento econômico dos países do Mercosul, do Acordo de Livre Comercio da América do Norte (NAFTA, na sigla em inglês) e da União Europeia. A pesquisa reúne uma amostra de 39 países e analisa o período de 2007 a 2021. De forma pontual, os resultados indicam que, entre os indicadores de governança, o Estado de direito e o fator mais significativo para explicar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita. Além disso, constatou-se que a União Europeia está associada ao nível alto de governança e ao PIB per capita alto e médio e que o Mercosul está associado a nível médio de governança e PIB per capita baixo. Em geral, os resultados confirmam que a governança nacional e importante para o crescimento econômico, porém, vale ressaltar que por si só a qualidade da governança pode não ser suficiente. Aliadas a governança, o estudo revela que a formação de capital fixo, a inflação e a abertura comercial tem efeitos significativos no crescimento econômico dos países analisados.

Leia o artigo de Thamara Marcos dos Santos e outros em https://periodicos.fgv.br/rap/article/view/97615/90718

O presente artigo analisa o descompasso recorrente entre o planejamento estratégico formal e a prática da gestão pública no Brasil, diagnosticando um estado de “anestesia do trabalho”. Argumenta-se que esse fenômeno é agravado por uma visão estreita da gestão de riscos – frequentemente reduzida à agenda de integridade – e por um desequilíbrio estrutural caracterizado pela prevalência do controle em detrimento da capacidade executiva (anemia executiva). Diante desse cenário, que sufoca a inovação e substitui a aprendizagem pela cultura do erro, o artigo propõe um modelo de gestão estratégica centrado na tríade Identidade, Coerência e Vocação.

Leia o artigo de Leonardo Braga Martins em https://insightinteligencia.com.br/comece-pelo-quem-somos-identidade-coerencia-e-vocacao-na-construcao-do-valor-publico/

A literatura refere-se a populismo para qualificar tanto partidos políticos como movimentos políticos não institucionalizados, mas também o estende a certo tipo de política econômica, ainda que comparando governos de diferentes matizes e com práticas bastante diversas. A polissemia do conceito se atribui, em parte, porque os autores o utilizam com diferentes objetivos e designando fenômenos distintos, com implicações sobre a formulação e/ou execução de políticas econômicas. Diante disso, o objetivo deste artigo é investigar quatro aspectos centrais para o estudo do populismo. Primeiro, as origens do conceito. Segundo, suas dimensões analíticas distintas. Terceiro, os instrumentos de produção intelectual que embasam suas análises. Finalmente, o modo como tais instrumentos corroboram para a formulação de interpretações pejorativas das assim chamadas “experiências populistas”, que têm dificuldade para captar a relação entre populismo e crises econômicas. Para tanto, revisamos as diferentes interpretações do populismo atentando para contextos históricos e fundamentos teóricos e intelectuais. Com isso, pretendemos contribuir para uma nova agenda de investigação sobre o populismo como fenômeno político-econômico das sociedades modernas.

Leia o artigo de Leonardo Segura Moraes e Pedro Cezar Dutra Fonseca em https://www.scielo.br/j/rec/a/K9CjPP4nSTgP8xWFXCFkMtq/?format=pdf&lang=pt

A carência de um referencial teórico-conceitual homogêneo sobre os observatórios tem dificultado a compreensão e o entendimento deste fenômeno. Diante deste cenário, esta pesquisa tem o objetivo de investigar e compreender o estado da arte dos observatórios buscando identificar suas áreas de aplicações, definições, características, objetivos, benefícios, desafios enfrentados, componentes e, finalmente, produtos e serviços ofertados por esses observatórios. O corpo de conhecimento sobre observatórios apresentado como resultado deste estudo pode ser utilizado como guia para ajudar na compreensão desta temática, além disso, novas pesquisas poderão ser desenvolvidas a partir das lacunas na literatura identificadas nesta pesquisa. Leia o artigo de Jeferson Kenedy Morais Vieira e outros em https://www.scielo.br/j/jistm/a/QK536jHDZNkqRhBWRkxD85q/?format=pdf&lang=pt

Este artigo estima diferentes medidas de Effective Tax Rate (ETR) sobre a renda das empresas brasileiras não-financeiras de capital aberto, utilizando informações das demonstrações de resultado contábil. Os resultados, calculados para 10 setores entre 2012 e 2022, mostram uma diferença significativa entre a alíquota nominal e a efetiva do imposto sobre a renda corporativa, potencialmente associada à legislação tributária e às práticas de planejamento tributário ou evasão fiscal. Ainda, sugerem que a indústria e setores de alta tecnologia são relativamente menos favorecidos pelo sistema tributário. Comparações preliminares indicam que as ETR para o Brasil se aproximam das praticadas nos EUA, mas são inferiores às de outras economias emergentes.

Leia o artigo de Manoel Pires e outros em https://madeusp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/WP019_site.pdf

A medida que las administraciones públicas adoptan la inteligencia artificial (IA) se observa que esta transición tiene el potencial de transformar al servicio público y a las políticas públicas, al ofrecer un cambio rápido en la toma de decisiones y la prestación de servicios. Sin embargo, una reciente serie de críticas ha señalado aspectos problemáticos de la integración de los sistemas de IA en la administración pública, señalando resultados problemáticos en términos de justicia y valores. El argumento que se proporciona aquí es que cualquier administración pública que adopte sistemas de IA debe considerar y abordar las ambigüedades e incertidumbres que rodean a dos dimensiones clave: los resultados de los algoritmos y cómo los administradores públicos toman decisiones para y sobre el diseño de los sistemas de IA. Este artículo señala la necesidad de diseñar instituciones que se sumerjan en la comprensión de los matices, los detalles y los posibles resultados de la gobernanza de la IA para la administración pública. Tales instituciones reconciliarían la lógica consecuencialista con una lógica de adecuación para ayudar a navegar y mediar las ambigüedades e incertidumbres.

Leia o artigo de Fernando Filgueiras em https://revista.clad.org/ryd/pt_BR/article/view/221/441