Soluções Integradas

Para a Administração Pública

Boletim IBAP-RJ

O Boletim IBAP-RJ é um e-clipping, idealizado pelo Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Governança do IBAP-RJ. Pretende ser um espaço para a divulgação e discussão de textos e artigos já publicados na Web, sobre temas de interesse da Administração Pública.

A Administração Pública é o governo em ação e como tal é percebida pelos editores como estrutura (instituição), corpo de funcionários (burocracia), processos políticos e operacionais (políticas públicas) e processos gerenciais (gestão).

Por outro lado, a Administração Pública é uma disciplina autônoma, um campo das ciências sociais, construído a partir do debate interdisciplinar. Assim, estudos e pesquisas em Administração, Economia, Sociologia, História, Ciências Políticas, Direito, Antropologia, Filosofia Política e Social e outras áreas com afinidades eletivas, também poderão ser divulgados.

A preocupação em resguardar os direitos autorais faz com que o Boletim IBAP-RJ seja voltado apenas para a divulgação de textos de livre circulação e acesso, através de meios eletrônicos. Os resumos são preferencialmente aqueles produzidos pelos próprios autores e seus nomes são devidamente registrados, bem como a localização eletrônica dos artigos.

O Boletim IBAP-RJ pretende assim auxiliar na divulgação desses textos, selecionados em centenas de diferentes revistas, jornais e outras mídias, nacionais e estrangeiras. O critério de seleção é a possível relevância para os administradores públicos ou estudiosos do campo e, em especial, o caráter crítico e heterodoxo de sua abordagem.

Não serão aceitas matérias de conteúdo publicitário, incluindo às destinadas a doutrinação político-partidária de qualquer natureza.

Participe desta seção. Envie seu material para nosso email: boletim@ibap-rj.org.br

O artigo reconstrói a história da expansão do protagonismo judicial na esfera pública brasileira da ditadura à democracia, com foco na atuação dos próprios magistrados nas reformas judiciais (1965-1988). Partindo de metodologia histórica, associada a modelos de comportamento que consideram o mercado de trabalho da magistratura, classifica três tipos de protagonismo em disputa no interior do Judiciário − burocrático, de cúpula e de base − e apresenta o percurso de cada uma das correntes, que levou à composição com o regime militar (1965-1977), ao rompimento com a ditadura (1977-1979) e a um projeto constituinte próprio (1979-1988). Conclui demonstrando a atuação dos magistrados a favor da expansão do protagonismo do Judiciário e a permanência, latente, dos conflitos internos que constituem este Poder.

Leia o artigo de Maria Pia Guerra e Roberto Dalledone Machado Filho em https://www.scielo.br/j/dados/a/ZvsVxRNNpnfzB446c5mdjDB/?format=pdf&lang=pt

Historicamente, os estudos sobre militares no Brasil privilegiaram o tema da intervenção política das Forças Armadas. A partir de uma revisão da bibliografia da ciência política sobre o tema, este artigo examina as interpretações que enxergaram a instituição militar enquanto uma organização similar aos partidos políticos, através do uso dos conceitos de partido militar e partido fardado. A justificativa para se concentrar nesse enquadramento conceitual é que, no interior de muitas chaves possíveis para se ler o fenômeno do militarismo, foram as noções de partido as que mais ganharam consistência nessa subárea, a ponto de persistirem como chave analítica para períodos distintos, como a ditadura militar (1964-1985) e o governo Bolsonaro (2019-2022). Finalmente, apontamos, ainda que de maneira apenas sugestiva, para algumas questões da associação de categorias da política civil aos militares, propondo agregar às análises do partido militar e/ou fardado possíveis chaves interpretativas a partir de noções nativas às Forças Armadas e ao mundo militar. Leia o artigo de Guilherme Lemos de Souza e  Piero C. Leirner em https://www.scielo.br/j/dados/a/3Wx7wXrpb7kjLMk6rCXGfBx/?format=pdf&lang=pt

O artigo parte de uma crítica às contribuições da abordagem sociológica, que concebem o bolsonarismo como produto de novas subjetividades conservadoras ou mesmo como um movimento social. A partir da análise dos resultados de uma pesquisa qualitativa nacional com bolsonaristas renitentes e arrependidos, exploramos vários aspectos de sua adesão a temas como corrupção, segurança pública, família, gênero e valores tradicionais, além da formação de suas preferências políticas e hábitos de consumo de informação. Argumentamos que é necessário ir além da constatação das adesões substantivas dos bolsonaristas a valores, e olhar para a maneira como obtêm informação. A hipótese principal é que o nexo maior do bolsonarismo é sua esfera comunicacional, que permite aos aderentes fácil acesso a versões alternativas de fatos e narrativas. Concluímos o texto refletindo sobre as limitações das teses sociológicas para o entendimento do bolsonarismo e apontando para deficiências metodológicas dos trabalhos qualitativos desse campo.

Leia o artigo de João Feres Júnior e Carolina Almeida de Paula em https://www.scielo.br/j/dados/a/VmftJvcrNdhzwTDYGDS9THP/?format=pdf&lang=pt