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Boletim IBAP-RJ
O Boletim IBAP-RJ é um e-clipping, idealizado pelo Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Governança do IBAP-RJ. Pretende ser um espaço para a divulgação e discussão de textos e artigos já publicados na Web, sobre temas de interesse da Administração Pública.
A Administração Pública é o governo em ação e como tal é percebida pelos editores como estrutura (instituição), corpo de funcionários (burocracia), processos políticos e operacionais (políticas públicas) e processos gerenciais (gestão).
Por outro lado, a Administração Pública é uma disciplina autônoma, um campo das ciências sociais, construído a partir do debate interdisciplinar. Assim, estudos e pesquisas em Administração, Economia, Sociologia, História, Ciências Políticas, Direito, Antropologia, Filosofia Política e Social e outras áreas com afinidades eletivas, também poderão ser divulgados.
A preocupação em resguardar os direitos autorais faz com que o Boletim IBAP-RJ seja voltado apenas para a divulgação de textos de livre circulação e acesso, através de meios eletrônicos. Os resumos são preferencialmente aqueles produzidos pelos próprios autores e seus nomes são devidamente registrados, bem como a localização eletrônica dos artigos.
O Boletim IBAP-RJ pretende assim auxiliar na divulgação desses textos, selecionados em centenas de diferentes revistas, jornais e outras mídias, nacionais e estrangeiras. O critério de seleção é a possível relevância para os administradores públicos ou estudiosos do campo e, em especial, o caráter crítico e heterodoxo de sua abordagem.
Não serão aceitas matérias de conteúdo publicitário, incluindo às destinadas a doutrinação político-partidária de qualquer natureza.
Participe desta seção. Envie seu material para nosso email: boletim@ibap-rj.org.br
Este artigo analisa a relação entre mobilizações sociais contemporâneas e crises democráticas. Costurando de forma panorâmica achados e argumentos de pesquisas que realizamos nos últimos dez anos, o texto explora cinco dimensões da crise democrática (econômica, política, social, epistêmica e ambiental) e nove tendências das mobilizações contemporâneas, a saber: (1) A volta para o futuro, (2) A centralidade de performances, (3) O protagonismo individual e customizável, (4) O sequestro da ação do outro, (5) A desinformação como parte do repertório de confronto, (6) O jogo de luz e sombra na mobilização social, (7) A aceleração temporal dos protestos e o presentismo, (8) A centralidade de agências automatizadas, e (9) A importância de observar gambiarras. Argumenta-se que mobilizações têm tido consequências ambivalentes para a democracia e como suas formas e configurações dialogam com elementos das crises.
Leia o artigo de Ricardo Fabrino Mendonça em https://www.scielo.br/j/ln/a/CBLwW5vCPdCLg8bmc6cKSdh/?format=pdf&lang=pt
Este artigo discute o conceito de polarização social, dividindo o Brasil contemporâneo em polos que se identificam com Lula ou Bolsonaro. Com base na hipótese de que os desafios à consolidação democrática do Brasil têm impacto nesse contexto, analisamos cinco processos sócio-históricos, tendo como marco a fundação da Nova República. São eles: a constituição e as reformas do sistema político institucional, a mudança do contexto econômico nacional, as mudanças estruturais na sociedade brasileira, a estrutura da mídia tradicional e o surgimento de novas tecnologias de informação, e a mudança do contexto político internacional. A análise apoia a hipótese de que o fenômeno Bolsonaro é um sintoma que aprofunda, e não a origem, da polarização contemporânea.
Leia o artigo de Adriana Escosteguy-Medronho em https://www.scielo.br/j/ln/a/x4Jn86C8pCJHZdzqbzd7Kwz/?format=pdf&lang=pt
Entre 2012 e 2025, a democracia brasileira enfrentou crises que testaram os pilares do presidencialismo, do sistema de justiça e do federalismo. Este artigo analisa como essas tensões produziram mudanças institucionais e revelaram a resiliência do regime. O argumento central é que a compreensão da democracia sob estresse exige articular três dimensões: polity (as regras e instituições que estruturam o regime), politics (a competição política e os conflitos entre atores) e policy (as decisões e resultados das políticas públicas). As crises políticas entre 2012 e 2025 não apenas tensionaram, mas também fortaleceram as instituições, ao gerar adaptações duradouras e aprendizado institucional. A interação entre polity, politics e policy remodelou o sistema político formal e informalmente, revelando resiliência democrática mesmo em cenários de risco de golpe de Estado. Esse modelo interpretativo contribui para estudos comparados sobre como democracias sob estresse podem resistir e se transformar.
Leia o artigo de Cláudio Gonçalves Couto e outros em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/g8fC5HNNbzptNKqnHfMWZMn/?format=pdf&lang=pt