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Boletim IBAP-RJ
O Boletim IBAP-RJ é um e-clipping, idealizado pelo Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Governança do IBAP-RJ. Pretende ser um espaço para a divulgação e discussão de textos e artigos já publicados na Web, sobre temas de interesse da Administração Pública.
A Administração Pública é o governo em ação e como tal é percebida pelos editores como estrutura (instituição), corpo de funcionários (burocracia), processos políticos e operacionais (políticas públicas) e processos gerenciais (gestão).
Por outro lado, a Administração Pública é uma disciplina autônoma, um campo das ciências sociais, construído a partir do debate interdisciplinar. Assim, estudos e pesquisas em Administração, Economia, Sociologia, História, Ciências Políticas, Direito, Antropologia, Filosofia Política e Social e outras áreas com afinidades eletivas, também poderão ser divulgados.
A preocupação em resguardar os direitos autorais faz com que o Boletim IBAP-RJ seja voltado apenas para a divulgação de textos de livre circulação e acesso, através de meios eletrônicos. Os resumos são preferencialmente aqueles produzidos pelos próprios autores e seus nomes são devidamente registrados, bem como a localização eletrônica dos artigos.
O Boletim IBAP-RJ pretende assim auxiliar na divulgação desses textos, selecionados em centenas de diferentes revistas, jornais e outras mídias, nacionais e estrangeiras. O critério de seleção é a possível relevância para os administradores públicos ou estudiosos do campo e, em especial, o caráter crítico e heterodoxo de sua abordagem.
Não serão aceitas matérias de conteúdo publicitário, incluindo às destinadas a doutrinação político-partidária de qualquer natureza.
Participe desta seção. Envie seu material para nosso email: boletim@ibap-rj.org.br
Propõe-se uma reinterpretação crítica dos modelos de gestão da diversidade cultural em escolas, com base em dez anos de evidências e três projetos de pesquisa conduzidos com escolas públicas. A proposta original é revisada, argumentando-se que, na prática, esses modelos operam como combinações híbridas. Com base em trabalho de campo envolvendo observações em sala de aula, entrevistas individuais e grupos focais, três casos representativos que eram originalmente inclusivos são analisados. Propõe-se uma expansão conceitual para capturar com mais precisão a dinâmica real dos modelos de gestão em escolas. O artigo conclui destacando o valor teórico, prático e de pesquisa dessa reinterpretação proposta.
Leia o artigo de Felipe Jiménez Vargas e Carla Fardella Cisternas em https://www.scielo.br/j/es/a/scXFKh8pR6mKRwQCHFzQ3Vt/?format=pdf&lang=es
Com base nos debates atuais sobre o possível desempenho da Inteligência Artificial (IA), que foram desencadeados pela publicação do ChatGPT, entre outras coisas, bem como os temores do desenvolvimento de uma superinteligência que excederia em muito a inteligência humana, o artigo trabalha, em uma primeira etapa, em particular com Max Horkheimer e Ulrich Sonnemann. Procura mostrar até que ponto a formalização e operacionalização da razão humana já era evidente antes dos desenvolvimentos da inteligência artificial e foi submetida à crítica sob o título de uma razão instrumental. Na segunda parte, com G. W. F. Hegel, Joseph Weizenbaum e Thomas Fuchs, o artigo mostra as diferenças centrais entre a inteligência humana e a artificial. Na terceira parte identifica o perigo central à capacidade humana de se adaptar aos processos da máquina e de se render aos desenvolvimentos como se fossem processos necessários e quase automáticos. Ao mesmo tempo, porém, a capacidade de adaptação também oferece a possibilidade inversa de as pessoas tomarem esses processos de volta em suas próprias mãos e usarem a IA como uma oportunidade de se libertarem de atividades desumanizadas e mecânicas. Este último aspecto é tratado na conclusão do artigo.
Leia o artigo de Dirk Stederoth em https://www.scielo.br/j/es/a/9JVcSgLbStGY8xYyymh9T7B/?format=pdf&lang=pt
Os debates em torno da legalização da acessibilidade e inclusão no país se intensificaram na virada do século XXI, e demandaram mais de uma década até a homologação do Estatuto da Pessoa com Deficiência em 2015. O art. 205 da Constituição Federal de 1988 já estabelecia que a educação deve promover o “pleno desenvolvimento da pessoa”, o “preparo para o exercício da cidadania” e a “qualificação para o trabalho”. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação de 1996 também enunciava no seu § 2º do art. 1º que “a educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social”. Por que pessoas com deficiências não teriam esses mesmos direitos? Com efeito, o art. 1º do Estatuto positivou o imperativo de políticas públicas para “assegurar e promover, em condições de igualdade, o exercício dos direitos e das liberdades fundamentais por pessoa com deficiência, visando à sua inclusão social e cidadania”. Considerando esse cenário e os desenvolvimentos recentes da Inteligência Artificial Generativa, este artigo tem por objetivo problematizar desafios e oportunidades para a acessibilidade e a inclusão educacional de pessoas com deficiência na educação básica.
Leia o artigo de Ivan Cláudio Pereira Siqueira em https://www.scielo.br/j/ea/a/9Z9TX7TvvByqTSk5PrdxvWK/?format=pdf&lang=pt