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Para a Administração Pública
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Boletim IBAP-RJ
O Boletim IBAP-RJ é um e-clipping, idealizado pelo Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Governança do IBAP-RJ. Pretende ser um espaço para a divulgação e discussão de textos e artigos já publicados na Web, sobre temas de interesse da Administração Pública.
A Administração Pública é o governo em ação e como tal é percebida pelos editores como estrutura (instituição), corpo de funcionários (burocracia), processos políticos e operacionais (políticas públicas) e processos gerenciais (gestão).
Por outro lado, a Administração Pública é uma disciplina autônoma, um campo das ciências sociais, construído a partir do debate interdisciplinar. Assim, estudos e pesquisas em Administração, Economia, Sociologia, História, Ciências Políticas, Direito, Antropologia, Filosofia Política e Social e outras áreas com afinidades eletivas, também poderão ser divulgados.
A preocupação em resguardar os direitos autorais faz com que o Boletim IBAP-RJ seja voltado apenas para a divulgação de textos de livre circulação e acesso, através de meios eletrônicos. Os resumos são preferencialmente aqueles produzidos pelos próprios autores e seus nomes são devidamente registrados, bem como a localização eletrônica dos artigos.
O Boletim IBAP-RJ pretende assim auxiliar na divulgação desses textos, selecionados em centenas de diferentes revistas, jornais e outras mídias, nacionais e estrangeiras. O critério de seleção é a possível relevância para os administradores públicos ou estudiosos do campo e, em especial, o caráter crítico e heterodoxo de sua abordagem.
Não serão aceitas matérias de conteúdo publicitário, incluindo às destinadas a doutrinação político-partidária de qualquer natureza.
Participe desta seção. Envie seu material para nosso email: boletim@ibap-rj.org.br
O artigo objetiva compreender as dimensões socioespaciais que compõem as disputas por mercado e poder inscritos na vida cotidiana da periferia de São Paulo. A quebrada em questão é um lugar de normatividades em disputa e hegemonia compartilhada e explicita a produção do espaço como uma mercadoria política. O território é expressão concreta de regimes diversos de gestão da ordem urbana mediada por ilegalismos. A hipótese é de que a produção social do espaço ganha contornos de uma gestão privada do território mobilizada por estratégias atualizadas de mercantilização fundiária e imobiliária das periferias urbanas.
Leia o artigo de Gustavo Prieto e Giovanna Milano em https://www.scielo.br/j/dilemas/a/WCrsnbZghBJJx3MF8dFf8VR/?format=pdf&lang=pt
A comunicação legislativa é eficiente quando provoca novos comportamentos políticos e estreitamento da relação dos representantes com a sociedade. Por conta disso, instituições públicas têm ocupado o ambiente digital não somente pelas exigências da legislação, mas, também, por iniciativas próprias visando a visibilidade, transparência, prestação de contas e proximidade com os cidadãos. Neste cenário, a prática da comunicação pública de caráter institucional perpassa por novas dinâmicas, especialmente pelas características dos diferentes poderes. Assim, este artigo busca compreender — com base na percepção de agentes do campo — que variáveis interferem na comunicação institucional dos legislativos municipais, caracterizados por menor infraestrutura, pessoal reduzido, baixa institucionalização dos fluxos informativos e que, por natureza, são marcados pela proximidade com os cidadãos.
Leia o artigo de Michele Goulart Massuchin e Paula Andressa de Oliveira em https://www.scielo.br/j/dados/a/NdXgTfvZGyShGV9XTYsmgYP/?format=pdf&lang=pt
Investigamos os efeitos do controle territorial por facções de tráfico e milícias sobre o aprendizado. Há evidências de que crimes e violência prejudicam oportunidades e resultados educacionais, mas os impactos do crime organizado são ainda pouco compreendidos. Analisamos o desempenho de alunos do Ensino Fundamental na Metrópole do Rio de Janeiro, lançando mão de um Mapa Histórico dos Grupos Armados. Nossos resultados indicam que os grupos armados têm forte efeito negativo – e perdas maiores em áreas de milícia. Os impactos são maiores em estratos socioeconômicos mais altos e há indicações de que poderia haver cumulatividade ao longo do ciclo de vida. Mostramos que o crime organizado compromete o desenvolvimento socioeconômico e perpetua ciclos de desigualdade.
Leia o artigo de Rogério Jerônimo Barbosa e outros em https://www.scielo.br/j/ea/a/SQw9DdXLFFmq6sZ4WgVrcRB/?format=pdf&lang=pt