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Neste estudo, investiga-se o papel que o programa brasileiro Estratégia Saúde da Família desempenha no número de internações hospitalares por condições sensíveis à atenção primária. Estimaram-se modelos de efeitos fixos com dados em painel que contém todos os municípios brasileiros entre 2014 e 2019. Além do percentual de cobertura municipal do programa e de uma tendência temporal, os controles incluíram recursos humanos na saúde, fatores específicos da atenção primária, fatores socioeconômicos, características demográficas, infraestrutura e fatores de gestão de recursos. Contrariando expectativas, os resultados indicam preliminarmente que o programa não reduz a quantidade de internações por condições sensíveis à atenção primária por cem mil habitantes. Encontrou-se significância estatística em variáveis de controle associadas a indicadores educacionais, acesso complementar à saúde, gestão de recursos e condições socioeconômicas, reforçando o papel dos determinantes sociais e da governança local no desempenho da saúde pública. Recomenda-se que novos estudos lidem com potenciais fontes de endogeneidade em alguns regressores, o que pode ter viesado as estimativas. Ainda, sugere-se investigar o papel de outras variáveis que indiquem não só a cobertura formal do programa, mas também a qualidade da atenção primária, como a porcentagem de mulheres que tiveram acompanhamento pré-natal adequado.

Leia o artigo de Arthur Cezar Meneguim e Marcelo Justus em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD492.pdf

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