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Analisar de forma crítica as potencialidades, os desafios e as implicações éticas da incorporação da Inteligência Artificial (IA) à saúde pública brasileira, à luz dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando também suas interfaces com a prática epidemiológica. Identificam-se múltiplas possibilidades de uso da IA para o fortalecimento do SUS, incluindo predição de eventos em saúde, apoio ao diagnóstico, regulação de serviços e formulação de políticas públicas. No entanto, destacam-se barreiras estruturais, como a fragmentação dos sistemas de informação, desigualdades regionais e lacunas na formação profissional. Questões como equidade e justiça algorítmica, explicabilidade, soberania tecnológica e letramento digital emergem como dimensões essenciais para a adoção responsável da IA. A IA não é neutra, e sua integração ao SUS deve ser guiada por princípios democráticos e sensibilidade às vulnerabilidades sociais, sob pena de reforçar modelos tecnocráticos e excludentes. A disputa pelo sentido da inovação é, portanto, também uma disputa pelo futuro da saúde pública no Brasil.

Leia o artigo de Marcela Quaresma Soares e Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho em https://www.scielo.br/j/rbepid/a/wd44hqsJjHM89cyFgHdhQdr/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

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