Saúde Pública

Analisar de forma crítica as potencialidades, os desafios e as implicações éticas da incorporação da Inteligência Artificial (IA) à saúde pública brasileira, à luz dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando também suas interfaces com a prática epidemiológica. Identificam-se múltiplas possibilidades de uso da IA para o fortalecimento do SUS, incluindo predição de eventos em saúde, apoio ao diagnóstico, regulação de serviços e formulação de políticas públicas. No entanto, destacam-se barreiras estruturais, como a fragmentação dos sistemas de informação, desigualdades regionais e lacunas na formação profissional. Questões como equidade e justiça algorítmica, explicabilidade, soberania tecnológica e letramento digital emergem como dimensões essenciais para a adoção responsável da IA. A IA não é neutra, e sua integração ao SUS deve ser guiada por princípios democráticos e sensibilidade às vulnerabilidades sociais, sob pena de reforçar modelos tecnocráticos e excludentes. A disputa pelo sentido da inovação é, portanto, também uma disputa pelo futuro da saúde pública no Brasil.

Leia o artigo de Marcela Quaresma Soares e Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho em https://www.scielo.br/j/rbepid/a/wd44hqsJjHM89cyFgHdhQdr/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

O artigo propõe retomar o debate sobre os medos, que não podem ser negados e continuam limitando a liberdade de ação dos indivíduos paralisados. Discute a doutrina liberal do que deve ser feito para impedir que a ação individual seja tolhida, especialmente no liberalismo do medo, doutrina política sobre a crueldade, imposição deliberada de dor física ou moral pelo mais forte sobre o fraco. Relativiza a visão do Estado como uma ameaça perene à liberdade dos cidadãos que devem se curvar à repressão, pois que há grupos organizados ou indivíduos fora do Estado, como na rede do Transnational Organized Crime (TOC), que intimidam ou matam pessoas em nome dos seus interesses individuais ou fins ideológicos coletivos. A saída mais usada é a de garantir que nenhum desses servidores do Estado possa intimidar alguém, a não ser pelo uso de procedimentos legais bem compreendidos e aceitos. A partir daí discute como a guerra às drogas afeta os combatentes servidores do Estado e cria reações e problemas psíquicos, os moradores das áreas urbanas mais violentas que, por causa dos traumas acumulados, fecham-se para a convivência e o associativismo, por fim, os moradores das cidades, mais afeitos à mídia e a ideologia fundamentalista religiosa.

Leia o artigo de Alba Zaluar em https://www.scielo.br/j/ea/a/4TQnKL5yp4Bbw6J7YHztfXL/?format=pdf&lang=pt

Este artigo é fruto de uma pesquisa de mestrado que se propôs a mapear e analisar as percepções de mulheres que atuam no campo da saúde coletiva brasileira sobre violências de gênero vividas e expressas em seus cotidianos, a partir do recorte de um estudo amplo, intitulado ‘Mulheres da Saúde Coletiva: um retrato de quem constrói o campo’, desenvolvido pelo movimento de pesquisa-intervenção-luta de mulheres atuantes nesse campo, que formam a ‘Coletiva Adelaides: Feminismos e Saúde’. (mais…)

Esse estudo analisa as narrativas de policiais sobre iniciativas de prevenção da violência na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil e na cidade de Glasgow, na Escócia. (mais…)

Este estudo objetivou analisar a inserção dos hospitais gerais nas Redes de Atenção à Saúde e os fatores condicionantes de seu modo de participação nas mesmas.

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Esta pesquisa debruça-se sobre dados municipais relativos à disseminação e às consequências da pandemia no Brasil (com foco em casos confirmados e mortes por 100 mil habitantes) – de 25 de fevereiro a 31 de julho de 2020 -, com o objetivo de: compreender sua complexa e dinâmica interação com indicadores e variáveis de desigualdade e de vulnerabilidade; construir evidências que possam subsidiar a tomada de decisão pública, o desenho de políticas e de estratégias de ação situadas e o desenvolvimento de novas investigações.

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No fim do século passado, um acúmulo de preocupações locais com o então chamado “meio ambiente humano” induziu entendimentos globais sobre “meio ambiente e desenvolvimento”, que acabaram por engendrar um novo valor: a sustentabilidade. Embora tais fatos sejam bem conhecidos e tenham sido bem analisados, há uma dimensão que parece não ter merecido a devida atenção: o protagonismo das ciências biomédicas nessa evolução. (mais…)

A análise cuidadosa das características físicas dos assentamentos humanos e das condições da população, crucial na formação de uma ideia de higiene pública, foi a matriz do Urbanismo Moderno. (mais…)

Milhares de crianças no mundo ainda morrem por doenças causadas pela falta de saneamento. Entretanto, o saneamento segue quase invisível na agenda da saúde brasileira. O objetivo deste estudo é investigar a relevância dada ao tema pelos pesquisadores do campo da saúde coletiva. (mais…)

Este texto apresenta uma consolidação do gasto com ações e serviços públicos de saúde (ASPS) das três esferas de governo no período de 2003 a 2017. O objetivo principal, além de analisar a evolução do gasto desde a aprovação da Emenda Constitucional (EC) no 29/2000, é demonstrar a sua distribuição segundo as Grandes Regiões geográficas. (mais…)