inteligência artificial

Com base nos debates atuais sobre o possível desempenho da Inteligência Artificial (IA), que foram desencadeados pela publicação do ChatGPT, entre outras coisas, bem como os temores do desenvolvimento de uma superinteligência que excederia em muito a inteligência humana, o artigo trabalha, em uma primeira etapa, em particular com Max Horkheimer e Ulrich Sonnemann. Procura mostrar até que ponto a formalização e operacionalização da razão humana já era evidente antes dos desenvolvimentos da inteligência artificial e foi submetida à crítica sob o título de uma razão instrumental. Na segunda parte, com G. W. F. Hegel, Joseph Weizenbaum e Thomas Fuchs, o artigo mostra as diferenças centrais entre a inteligência humana e a artificial. Na terceira parte identifica o perigo central à capacidade humana de se adaptar aos processos da máquina e de se render aos desenvolvimentos como se fossem processos necessários e quase automáticos. Ao mesmo tempo, porém, a capacidade de adaptação também oferece a possibilidade inversa de as pessoas tomarem esses processos de volta em suas próprias mãos e usarem a IA como uma oportunidade de se libertarem de atividades desumanizadas e mecânicas. Este último aspecto é tratado na conclusão do artigo.

Leia o artigo de Dirk Stederoth em https://www.scielo.br/j/es/a/9JVcSgLbStGY8xYyymh9T7B/?format=pdf&lang=pt

Este artigo analisa criticamente a presença da inteligência artificial e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) na educação básica brasileira, com base em uma cartografia regional que contempla cinco estados representativos das cinco regiões do país. Adotou-se uma abordagem interdisciplinar, articulando os campos do direito, da geografia crítica e das políticas educacionais. Os resultados indicaram a ausência de regulamentações locais específicas, revelando a fragilidade institucional diante da crescente plataformização do ensino público. A falta de normativas claras permite a adoção de tecnologias opacas e automatizadas sem garantias de proteção de dados de crianças e adolescentes, configurando riscos éticos e legais. O estudo propõe que a escola pública seja reconhecida como território ativo de regulação, destacando experiências de resistência e práticas docentes críticas. Concluiu-se que a justiça digital na educação exige uma política pública intersetorial que considere a diversidade territorial e assegure o direito à informação, à transparência e à autonomia pedagógica perante a inteligência artificial.

Leia o artigo de Siderly do Carmo Dahle de Almeida e outros em https://www.scielo.br/j/es/a/BLx4FbGNbs7JG4GHHsWFHkS/?format=pdf&lang=pt

O estudo busca identificar as dualidades entre o uso da inteligência artificial (IA) na educação e os riscos de vieses algorítmicos. A pesquisa se insere como qualitativa e uma revisão sistemática de literatura com apoio bibliométrico. A hipótese levantada é de que os vieses algorítmicos na educação podem comprometer a equidade e a eficácia dos processos educativos. Os vieses foram apontados desde a codificação dos algoritmos até o processamento automatizado, o que pode impactar o desempenho dos alunos e ampliar as desigualdades. Medidas sugeridas para mitigação incluem os cuidados nas fases de treinamento e implementação dos algoritmos, desenvolvimento de práticas de reparação algorítmica, supervisão das plataformas e a necessidade de tecnologias justas e confiáveis. Como resposta à hipótese, conclui-se que a eficácia da IA na educação depende de um treinamento contínuo e inclusivo dos algoritmos e da conscientização de seus usuários sobre os riscos dos vieses algorítmicos, de forma que os sistemas possam ser aperfeiçoados para evitar a reprodução de injustiças sociais. Recomenda-se uma abordagem ética e colaborativa para garantir que a IA contribua para uma educação mais justa. A interação entre os alunos e a IA pode suscitar uma reflexão crítica sobre os feedbacks recebidos, pois eles precisam saber identificar se os resultados são confiáveis, atualizados e não tendenciosos, uma vez que a IA pode demorar a incorporar novos dados de treinamento nos algoritmos.

Leia o artigo de João Marcos Heggler e outros em https://www.scielo.br/j/es/a/qrTryFvZR9Y9WsRpG5fWGHB/?format=pdf&lang=pt

A medida que las administraciones públicas adoptan la inteligencia artificial (IA) se observa que esta transición tiene el potencial de transformar al servicio público y a las políticas públicas, al ofrecer un cambio rápido en la toma de decisiones y la prestación de servicios. Sin embargo, una reciente serie de críticas ha señalado aspectos problemáticos de la integración de los sistemas de IA en la administración pública, señalando resultados problemáticos en términos de justicia y valores. El argumento que se proporciona aquí es que cualquier administración pública que adopte sistemas de IA debe considerar y abordar las ambigüedades e incertidumbres que rodean a dos dimensiones clave: los resultados de los algoritmos y cómo los administradores públicos toman decisiones para y sobre el diseño de los sistemas de IA. Este artículo señala la necesidad de diseñar instituciones que se sumerjan en la comprensión de los matices, los detalles y los posibles resultados de la gobernanza de la IA para la administración pública. Tales instituciones reconciliarían la lógica consecuencialista con una lógica de adecuación para ayudar a navegar y mediar las ambigüedades e incertidumbres.

Leia o artigo de Fernando Filgueiras em https://revista.clad.org/ryd/pt_BR/article/view/221/441

Este artigo trata das mudanças na dinâmica dos regimes democráticos em razão da emergência da Inteligência Artificial (IA). A teoria democrática avançou na epistemologia da política considerando os avanços de inteligências individuais e coletivas, compreendendo como atores e movimentos sociais tensionam e produzem formas de convivência no seio de democracias. A emergência da Inteligência Artificial significa uma complexificação das dinâmicas democráticas uma vez que ela fundamenta uma epistemologia da política baseada na relação com outras formas de inteligência (individuais e coletivas). A coexistência dessas três formas de inteligência proporciona novos desafios para a teoria democrática no contexto da interação entre humanos e máquinas. Concluímos observando como soluções democráticas têm sido criadas para enfrentar os dilemas sociais que emergem com a Inteligência Artificial.

Leia o artigo de Fernando Filgueiras e outros em https://www.scielo.br/j/ea/a/pkxLbrnLHpt3ztkwQMc8Pqg/?format=pdf&lang=pt

La elaboración del presupuesto público es un proceso complejo que depende de una gran cantidad de factores, incluyendo la consideración de recursos escasos y la calidad de la información disponible. La inteligencia artificial (IA) tiene el potencial de descubrir modelos que ayuden a explicar fenómenos sociales complejos, como el proceso de planeación presupuestaria. Sin embargo, actualmente existen pocos trabajos que exploran la aplicación de la IA en este contexto. Este artículo tiene como objetivo proponer una perspectiva algorítmica del análisis del presupuesto público de México, al explorar el potencial del perceptrón multicapa y los algoritmos genéticos multiobjetivo para la asignación de recursos a cada uno de los gastos del presupuesto. La pregunta que guía la investigación es: ¿cuál es el potencial del perceptrón multicapa y los algoritmos genéticos multiobjetivo en la toma de decisiones en cuanto a la asignación del presupuesto público mexicano?

Leia o artigo de David Valle-Cruz e outros em

https://revista.clad.org/ryd/article/view/IA-planeacion-presupuestaria-Mexico/457

This theoretical essay explores the adoption of artificial intelligence (AI) in organizations through the integrated lens of institutional theory (IT) and diffusion of innovation (DOI) theory. IT elucidates how coercive, normative, and mimetic pressures drive organizational conformity, while DOI categorizes adopters into innovators, followers, and traditionalists, emphasizing perceived innovation attributes. Key findings reveal that AI adoption is influenced by regulatory compliance, industry benchmarks, and competitive imitation, with varying adoption rates depending on organizational readiness and sectoral demands. The study identifies gaps in current research, particularly the lack of integration between macro-level institutional pressures and micro-level adoption behaviors.

Leia o artigo de Joel Ferreira Reis e Luiz Pereira Pinheiro Junior em https://www.scielo.br/j/bar/a/VGYpF6M76YdskHMMCf9pdBM/?format=pdf&lang=en

To examine whether Brazil’s proposed AI regulation promotes innovation and competitiveness in comparison with global regulatory models. Findings show that regulatory effectiveness depends on institutional capacity, implementation mechanisms, and policy alignment. Adaptive and sectoral models (e.g., UK, USA, Chile) better support innovation than prescriptive or fragmented frameworks. Brazil’s EU-inspired Bill 2338/2023 faces enforcement gaps, legislative overlaps, and uneven sandbox deployment, raising barriers for startups. Brazil’s attempt to replicate EU rules without corresponding capacity may hinder AI development. A hybrid, phased strategy combining legal convergence with institutional adaptation could enhance innovation and regulatory credibility in emerging markets.

Leia o artigo de Fernando Antonio Ribeiro Serra e outros em https://www.scielo.br/j/bar/a/k6HMx7SgxYKw6zpVHKzZL7s/?format=pdf&lang=en

Para afrontar los retos asociados a la denominada revolución 4.0 y la transformación digital, resulta crítico repensar las capacidades con las que cuentan las organizaciones públicas. Entre dichas capacidades destacan especialmente las asociadas a la gestión y al análisis de datos. El artículo propone aportar evidencias y reflexiones a este debate, tanto a nivel teórico como aplicado. Para ello se desarrolla un marco conceptual a través de dos enfoques clave: el de las capacidades analíticas, centrando la atención a nivel organizativo y sistémico, y el de la gobernanza de datos. Con el marco analítico integrado se desarrolla el estudio de caso del Ayuntamiento de Barcelona. Este caso incluye diferentes iniciativas que permiten aportar evidencias y argumentos tanto sobre los logros como sobre los retos pendientes.

Leia o artigo de Miquel Salvador e Carles Ramió em https://revista.clad.org/ryd/article/view/205/409

A evolução tecnológica tem desencadeado mudanças sociais significativas, com a ascensão de tecnologias emergentes, como o blockchain, e com o avanço da inteligência artificial, que remodelam processos produtivos e interações sociais. Diante dessas transformações, o Estado enfrenta a necessidade de respostas rápidas e inovadoras para atender às demandas da sociedade, promovendo a inclusão e a qualidade dos serviços públicos. Assim, a inovação aberta surge como uma abordagem estratégica que incentiva a colaboração entre organizações públicas e privadas, universidades, startups e outros atores, a fim de impulsionar o desenvolvimento econômico e social sustentável. No setor público, essa abordagem pode contribuir para a formulação de políticas mais eficazes e para a oferta de serviços de maior qualidade ao envolver os cidadãos e outros stakeholders no processo de tomada de decisões. Isso fortalece a legitimidade das instituições públicas, ao mesmo tempo em que maximiza o impacto dos investimentos em inovação. Nesse contexto, este artigo apresenta um estudo de caso sobre as oportunidades e desafios de assimilação de tecnologias emergentes pela  Escola Nacional de  Administração Pública em conjunto com outras entidades públicas por meio da inovação aberta. Leia o artigo de Luís Guilherme Izycki em https://revista.clad.org/ryd/article/view/379/547