A criação do Department Of Government Efficiency (DOGE) foi acompanhada de muitas expectativas. Donald Trump começaria seu segundo mandato com foco no aumento da eficiência do governo. A nomeação de Elon Musk para liderar a empreitada parecia promissora: um empreendedor inovador capaz de comunicar-se em tempo real em escala global. A despeito da similaridade com outras iniciativas adotadas no passado por outros presidentes estadunidenses (Clinton, Nixon e outros) o componente tecnológico sinalizava uma importante inovação. Transcorridos cem dias da posse de Trump, o DOGE tem se dedicado a instrumentalizar um impressionante conjunto de “ordens executivas” do novo presidente. Todas apontando na mesma direção: downsizing do governo federal, em alguns casos por meio de extinção de órgãos e noutros por meio de cortes de recursos. Nenhuma medida foi precedida por análises ou justificativas baseadas em evidências, análises de impacto, cálculos do custo-benefício ou parâmetros do gênero. Os 100 primeiros dias do DOGE remetem à fala de Bolsonaro cumprimentando Trump em Washington, quando o então presidente brasileiro dizia em vídeo disponibilizado para o público como pretendia conduzir seu governo. Na ocasião anunciava que era preciso primeiro destruir tudo para então se construir aquilo que se desejava.
Leia o artigo de Francisco Gaetani em https://www.jota.info/opiniao-e-analise/artigos/100-dias-de-doge-observacoes-para-o-brasil