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Este estudo analisou a governabilidade do Sistema Único de Saúde (SUS) em fronteira interestadual do Brasil. Trata-se de uma análise política em saúde em território constituído por 53 municípios, dois estados, uma comissão intergestora e central de regulação interestadual. A produção dos dados incluiu 499 documentos e entrevistas com 35 atores vinculados à gestão municipal e às organizações influentes na fronteira. Governar o SUS nas fronteiras interestaduais tem como obstáculos: a ausente institucionalidade para articulação interfederativa tripartite, a falta de arcabouço normativo com mecanismos de planejamento, financiamento e gestão interestadual do sistema, a baixa institucionalidade das pactuações no colegiado interestadual, as desigualdades fiscais e dependência financeira dos municípios com menor poder econômico, a alternância político-administrativa das esferas de gestão e a baixa governabilidade do serviço de regulação interestadual nos hospitais de média e alta complexidade do território estudado. Esta pesquisa contribuiu para revelar as forças políticas opositoras do sistema político-social aos projetos de regionalização e gestão interestadual do SUS.

Leia o artigo de Ítalo Ricardo Santos Aleluia e outros em https://www.scielo.br/j/csc/a/SB9ShMg9j5Lw4Pwr4cbNf6t/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

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