As indústrias criativas referem-se a um campo de convergência entre arte, cultura, tecnologia, entretenimento e gestão. Embora seja um campo promissor para a análise organizacional, principalmente por ser caracterizado pelo dinamismo, complexidade e por possíveis contradições entre arte/cultura e negócios, pouco se sabe sobre o trabalho criativo ou a organização de produtos ou serviços criativos. Alguns produtos das indústrias criativas possuem certas particularidades, como as performances “ao vivo”, apresentadas com a presença de público no espaço e no momento em que a ação acontece, sendo organizada e vivenciada ao mesmo tempo. Diante da escassez de estudos empíricos voltados para a compreensão de como eventos ou apresentações artístico-culturais ou de entretenimento são organizados, o presente artigo, no formato de ensaio teórico, tem como objetivo apresentar duas abordagens teórico-metodológicas que, potencialmente, podem ser exploradas para compreender os processos de organizar “ao vivo”: a Teoria Ator-Rede e a Dinâmica das Rotinas Organizacionais. Tais teorias se apresentam e se justificam porque as referidas abordagens podem ser utilizadas na compreensão das “organizações ao vivo”, principalmente as artes performáticas, como peças de teatro, óperas, balés ou concertos musicais populares e eruditos.
Leia o artigo de Márcia de Freitas Duarte e Rafael Alcadipani em https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/92882/87029