Este artigo pretende demonstrar, em uma perspectiva histórica, como o rápido crescimento do transporte rodoviário de carga (TRC), a partir dos anos 1930, pode ser considerado um elemento fundamental para a compreensão da substancial alteração na matriz de transportes do Brasil, consolidada duas décadas depois. Originado ainda no seio de um contexto dominado pelo sistema ferroviário, o TRC foi impulsionado com a criação do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER), em 1937, e a respectiva implantação de uma Seção de Tráfego, em 1945, que desempenharam papel relevante para organizar e regulamentar o setor, cuja representatividade empresarial aumentou exponencialmente com o surgimento da Associação das Empresas de Transportes Rodoviários de Cargas (NTC), em 1963, na capital paulista. Durante a ditadura civil-militar (1964-85), o empresariado em questão ganhou musculatura operacional e consciência de classe, agindo diretamente em prol de seus interesses e na defesa do rodoviarismo. Mas, ao caminhoneiro autônomo, conhecido em tempos pretéritos como carreteiro, não foram constatadas conquistas de relevo, mantendo esse importante agente à margem dos ganhos reais de todo o sistema e submetido aos desígnios das empresas transportadoras.
Leia o artigo de Daniel Monteiro Huertas em https://www.scielo.br/j/ecos/a/HQNZkj3qdfj4FdJrzRSfFZC/?format=pdf&lang=pt