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A Inteligência Artificial (IA) está revolucionando a assistência médica com soluções para desafios complexos, aprimorando o diagnóstico, o tratamento e o cuidado. No entanto, sua integração levanta questões sobre aplicações, benefícios e desafios. Esta revisão teve como objetivo discutir o uso de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) para melhorar a gestão, o diagnóstico e o cuidado na Atenção Primária à Saúde (APS). Os estudos examinaram as TIC sobre o uso potencial de ferramentas baseadas em IA no atendimento de pacientes na APS (11/34, 32,35%), e quanto aos desafios do uso da IA na APS (23/67,65%). A aplicação da IA na APS destaca a promessa de melhorias significativas, mas também a complexidade envolvida em sua implementação. A eficácia da IA nesse contexto está diretamente ligada a uma abordagem integrada que deve considerar a infraestrutura tecnológica existente, essencial para suportar as demandas de processamento de dados e a implementação de sistemas inteligentes.

Leia o artigo de Douglas Rodrigues Torres e outros em https://www.scielo.br/j/sdeb/a/PVB3n8hZ4WJpg9x3zVHTTxg/?format=pdf&lang=pt

Este artigo de reflexão conceitual explora a necessidade imperativa de criar ecossistemas digitais institucionais integrados e situados para a implementação eficaz e transformadora da inteligência artificial (IA) na Educação Superior. O artigo apresenta argumentos que demonstram as falhas de abordagens fragmentadas para a adoção da IA e defende um ecossistema digital integrador que harmonize as dimensões tecnológicas, pedagógicas, organizacionais e ético-legais. Enfatiza a importância de contextualizar esses ecossistemas em ambientes educacionais específicos. A análise revela que a transformação em direção a ecossistemas digitais integrados é um imperativo estratégico para a reinvenção das instituições educacionais. Esses ecossistemas são essenciais para aproveitar o potencial disruptivo das tecnologias de IA e alinhar-se aos novos paradigmas da Educação 4.0. O ensaio destaca o papel crítico da IA e dos ecossistemas digitais na superação das lacunas rumo às mudanças radicais necessárias na educação superior, oferecendo uma nova perspectiva sobre a integração estratégica dessas tecnologias nos contextos educacionais.

Leia o artigo de Milena Patricia Rojas e outros em https://www.scielo.br/j/ensaio/a/gcg6Rj8VMtpM35pjwLPRbGw/?format=pdf&lang=en&ilang=en

Este ensaio discute o surgimento das inteligências artificiais gerativas (IAG) e seu impacto sobre o ensino de Português nas escolas, em articulação com a BNCC e com a empiria da experiência em sala de aula na escola pública. Argumenta-se que a IAG nem sempre pode ser vista como “ferramenta” desejável na sala de aula de Português em razão do estágio da aprendizagem de produção de texto dos estudantes. O texto relata brevemente a história da IA, discute questões éticas e morais dos usos da IAG, notadamente na escola, e retoma questões como o erro, o desenvolvimento da autoria e o senso crítico na produção textual de crianças e jovens.

Leia o artigo de Ana Elisa Ribeiro em https://www.scielo.br/j/tl/a/Pf43xCtKTWh5PVd9QX7Mvzd/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

Analisar de forma crítica as potencialidades, os desafios e as implicações éticas da incorporação da Inteligência Artificial (IA) à saúde pública brasileira, à luz dos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS), considerando também suas interfaces com a prática epidemiológica. Identificam-se múltiplas possibilidades de uso da IA para o fortalecimento do SUS, incluindo predição de eventos em saúde, apoio ao diagnóstico, regulação de serviços e formulação de políticas públicas. No entanto, destacam-se barreiras estruturais, como a fragmentação dos sistemas de informação, desigualdades regionais e lacunas na formação profissional. Questões como equidade e justiça algorítmica, explicabilidade, soberania tecnológica e letramento digital emergem como dimensões essenciais para a adoção responsável da IA. A IA não é neutra, e sua integração ao SUS deve ser guiada por princípios democráticos e sensibilidade às vulnerabilidades sociais, sob pena de reforçar modelos tecnocráticos e excludentes. A disputa pelo sentido da inovação é, portanto, também uma disputa pelo futuro da saúde pública no Brasil.

Leia o artigo de Marcela Quaresma Soares e Alexandre Dias Porto Chiavegatto Filho em https://www.scielo.br/j/rbepid/a/wd44hqsJjHM89cyFgHdhQdr/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

Há um crescente debate sobre a adoção de tecnologias de inteligência artificial (IA) em organizações públicas e os diferentes tipos de tecnologias e técnicas utilizados por elas e seus efeitos nas decisões das burocracias. Poucos estudos analisam, no entanto, as características associadas à adoção pelas organizações públicas desses diferentes tipos de tecnologias e técnicas relacionadas à IA. Além disso, no que se refere ao contexto brasileiro, há uma lacuna de estudos que discutem a adoção da IA no setor público. Nesse contexto, este artigo analisa a adoção de IA por organizações governamentais brasileiras e sua associação com características relacionadas às capacidades em tecnologia da informação (TI) presentes nessas organizações. A partir de uma análise dos microdados da Pesquisa TIC Governo Eletrônico 2021, esse estudo mostra que as organizações governamentais brasileiras têm adotado tecnologias e técnicas em IA, mas esse processo ainda é restrito a um grupo pequeno delas. Além disso, esse processo tem sido heterogêneo entre as entidades federais e estaduais no país, e isso pode estar associado às diferentes capacidades em TI presentes no setor público.

Leia o artigo de  Manuella Maia Ribeiro e Catarina Ianni Segatto em https://www.scielo.br/j/rap/a/Nc7fkHcBFsJPCqpxfZrdynh/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

In un contesto in cui le pubbliche amministrazioni sono sempre più chiamate a ripensare i propri modelli organizzativi e relazionali alla luce della trasformazione digitale, l’intelligenza artificiale (IA) emerge come una leva promettente per l’innovazione nei servizi pubblici locali. In particolare, l’intersezione tra IA e comunicazione istituzionale apre nuovi scenari per l’interazione tra amministrazioni e cittadini, sollevando questioni critiche riguardo a efficienza, accessibilità e fiducia. Questo studio esplora le sfide organizzative e le pratiche comunicative associate all’introduzione dell’IA nelle amministrazioni locali italiane, con un focus specifico sull’impiego di chatbot e sull’uso di strumenti di IA da parte dei dipendenti pubblici.

Leia o artigo de Giulia Banfi e Marco Luca Pedroni em https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8680284/en

Este artigo analisa como a administração pública brasileira tem incorporado a inteligência artificial (IA) em suas práticas por meio das etapas da Capacidade Absortiva. Utilizou-se pesquisa documental (2020-2024) em 311 documentos de sites governamentais, com análise de conteúdo e apoio do software Atlas.ti. Os resultados revelam um crescimento das ações de IA, lideradas pelo Executivo (61%), Judiciário (18%) e Legislativo (21%). Quanto à Capacidade Absortiva, os órgãos concentram-se nas fases iniciais de Reconhecimento do Valor (21%) e Assimilação (42%), com menores movimentos em Aquisição (20%), Transformação (11%) e Exploração (6%). Os resultados apontam que, apesar da presença da IA em todas as esferas, persistem desafios de infraestrutura, segurança, qualificação técnica e regulamentação ética.

Leia o artigo de Ákeson Helder Rosa de Alcântara e outros em https://www.scielo.br/j/cgpc/a/xCR8SgqQjr9MVtHGLnxwY5L/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

O fenômeno GovTech envolve a colaboração entre governos, empresas e outros atores por meio de tecnologias digitais para solucionar problemas públicos complexos, com o objetivo de melhorar a eficácia, a eficiência, a transparência e a acessibilidade dos serviços públicos, além de promover participação cidadã e gerar valor público. Apesar disso, GovTech carece de definições acadêmicas consolidadas e é considerado uma lacuna de pesquisa. Este artigo explorou a literatura cinzenta, como relatórios e publicações digitais, por meio de análise documental com apoio de ferramentas de Inteligência Artificial (IA) — SciSpace, ChatGPT e Gemini — para responder: quais são as barreiras, os facilitadores e as tendências relacionados a GovTech, identificados com apoio da IA? A validação dos dados ocorreu por triangulação entre quatro pesquisadores, aumentando a confiabilidade dos resultados. Foram identificadas quatro dimensões principais: definições de GovTech, tendências, facilitadores, barreiras e desafios. A pesquisa elaborou um framework que consolida as informações e evidencia as dimensões-chave do fenômeno, demonstrando possíveis inter-relações. Os resultados oferecem uma visão ampliada e podem ser aplicados em diversos contextos, além de apresentar nova agenda de pesquisa. As tendências apontam para a crescente digitalização dos serviços públicos, para o uso de dados na tomada de decisões e para a integração de tecnologias emergentes e sustentáveis.

Leia o artigo de Dayse Karenine de Oliveira Carneiro e outros em https://revista.clad.org/ryd/pt_BR/article/view/413/582

O crescente interesse pelos ecossistemas de GovTech revela lacunas teóricas e metodológicas. Este estudo tem como objetivo avançar a compreensão teórica dos ecossistemas de GovTech por meio da proposição de um framework teórico e conceitual. Metodologicamente, a pesquisa baseia-se em uma revisão sistemática da literatura, abrangendo o período de 2014 a 2024, conduzida de acordo com o protocolo Prisma e apoiada por ferramentas de triagem assistidas por inteligência artificial. Os ecossistemas de GovTech são conceituados como sistemas sociotécnicos colaborativos que mobilizam atores, recursos e mecanismos de coordenação para a geração de valor público. Como resultado, o estudo desenvolve um framework que articula três dimensões de design do ecossistema de GovTech: o engajamento dos atores, incluindo competências, preferências e modos de interação, os meios para o desenvolvimento de soluções GovTech, abrangendo transformação material, processamento da informação, processamento intelectual e serviços relacionais, e a natureza das inovações GovTech e sua contribuição para a criação de valor público. O framework sobre ecossistema de GovTech fornece uma base analítica para pesquisas empíricas futuras e análises orientadas a políticas públicas. Leia o artigo de Nathália de Melo Santos e outros em https://www.scielo.br/j/cgpc/a/tZwWmhgsk9FbCYwCrFg8gZw/?format=pdf&lang=en&ilang=en

Em meio às transformações provocadas pela inteligência artificial, pela automação e pela expansão do poder tecnológico, o Papa Leão XIV publicou a Carta Encíclica Magnifica Humanitas, divulgada em 25 de maio de 2026 e assinada em 15 de maio do mesmo ano, um dos documentos mais importantes do início de seu pontificado. Desde as primeiras páginas, o Papa deixa claro que sua preocupação central está ligada à forma como o homem passa a compreender a si mesmo em meio a uma cultura marcada pela eficiência, pelo desempenho e pelo controle. O documento acompanha os desafios trazidos pela inteligência artificial, pela automação e pelas novas formas de concentração de poder tecnológico, sempre à luz da dignidade da pessoa humana.

Leia o artigo em https://bibliotecacatolica.com.br/blog/igreja/magnifica-humanitas-papa-leao-xiv/. A Encíclica na íntegra em https://www.vatican.va/content/dam/leo-xiv/pdf/encyclicals/Carta%20Enc%C3%ADclica%20do%20Santo%20Padre%20Le%C3%A3o%20XIV%20Magnifica%20Humanitas%20(15%20de%20maio%20de%202026).pdf