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Liderar no setor público nunca foi tarefa simples. Mas o cenário que se apresenta para os próximos anos adiciona camadas de complexidade que exigem uma revisão profunda do que significa — e do que requer — ser líder em uma organização pública. Este ensaio parte de um diagnóstico honesto: o serviço público ainda carrega modelos hierárquicos rígidos, dificuldade de engajar servidores com trajetórias longas e, ao mesmo tempo, precisa acolher novas gerações que chegam com expectativas muito distintas — propósito, flexibilidade, co-criação e equilíbrio entre vida pessoal e profissional. O texto percorre os principais desafios de engajamento — dos servidores desconectados pelo acúmulo de frustrações institucionais aos jovens que não tolerarão por muito tempo rotinas mecânicas e hierarquias verticalizadas — e aponta caminhos concretos: o desenvolvimento de soft skills como empatia e escuta ativa, a cultura de feedback, e o modelo de liderança compartilhada, tendência emergente em que diferentes pessoas assumem a liderança conforme o contexto e a demanda. A pergunta que o estudo deixa no ar é provocadora: as lideranças do setor público estão preparadas para abrir mão da autoridade verticalizada? E os programas de desenvolvimento que existem hoje estão à altura desse desafio?

Leia o artigo em https://republica.org/wp-content/uploads/2026/05/desafios-caminhos-liderar-engajar-equipes-servico-publico-futuro.pdf

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