Este artigo investiga como a Indústria 4.0 transforma e impacta o mundo do trabalho, compreendendo-a não apenas como avanço tecnológico (inteligência artificial, sistemas ciberfísicos), mas como base de novas formas de gerenciamento algorítmico que extrapolam o ambiente fabril. Objetiva-se analisar como essas tecnologias reconfiguram o controle, a vigilância e a intensificação do trabalho, aprofundando o processo de subsunção real do trabalho ao capital. Metodologicamente, retomam-se estudos sobre fordismo e toyotismo para identificar continuidades, rupturas e limites da Indústria 4.0 enquanto expressão de uma reestruturação produtiva em escala global, e análises empíricas tanto internacionais quanto dos casos brasileiros da Mercedes-Benz (SP) e Jeep (PE). Conclui-se que a difusão dessas tecnologias consolida mecanismos mais complexos de exploração laboral, mediados por algoritmos e dados.
Leia o artigo de Iuri Tonelo em https://www.scielo.br/j/ccrh/a/PC8p8VMkFGr64mJLFLWxCQD/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR