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A aplicação da Inteligência Artificial (IA) para o combate à mudança do clima é a grande novidade no âmbito das negociações que ocorreram na COP28, em Dubai. Apesar disso, o tema não ganhou até agora o merecido destaque na mídia e nas análises. Os combustíveis fósseis deixaram de ser o elefante na sala e foram trazidos para o centro do debate nas últimas semanas, culminando na decisão histórica que se refere à transição energética. Agora, o posto incômodo tem outro dono: a IA. Embora a agenda de tecnologia não seja novidade neste espaço, Dubai marca a chegada do assunto a outro patamar.

Leia o artigo de Camila Moreno em https://diplomatique.org.br/inteligencia-artificial-ia-clima-cop28/

Instituídos pelo governo militar e mantidos essencialmente intactos pelos governos civis subsequentes, os critérios de distribuição do Fundo de Participação dos Municípios são claramente anacrônicos e injustificáveis. O texto propõe novos critérios a partir da experiência dos programas de equalização fiscal em países da OCDE e da experiência do estado do Ceará com a distribuição do ICMS.

Leia o artigo de Claudio Hamilton Matos dos Santos em https://www.scielo.br/j/ecos/a/D4QxSRpHVmQfjLNGw5wtr8S/?format=pdf&lang=pt

Este artigo analisa o processo de produção do espaço urbano em Florianópolis a partir da articulação entre Estado, capital imobiliário e imprensa tradicional, para atender aos interesses dos grupos dominantes locais e facilitar a expansão imobiliária. Para isso, foi necessário o desmonte dos órgãos e instrumentos públicos de planejamento e de fiscalização pela via da reforma administrativa. O ápice foi a aprovação da revisão do Plano Diretor em 2023, ignorando as demandas dos movimentos populares. Esse processo se beneficiou das esferas econômica, política e ideológica, definidas como as principais formas de controle do espaço urbano, sob a égide da cidade-empresa. Contrapondo-se a isso, a capital catarinense é campo de lutas sociais pelo acesso à terra urbanizada e pelo direito à cidade.

Leia o artigo de Lino Fernando Bragança Peres e outros em https://www.scielo.br/j/cm/a/TtcyGp47LqVBTyTSy8tLxWd/?format=pdf&lang=pt

Segurança pública é tema complexo que compreende diversas linguagens, atores e disciplinas. Ela é interpretada a partir de múltiplos paradigmas e sob distintas abordagens, que influenciam desde as etapas mais abstratas de conceituação e percepção da insegurança, até fases de dissenso acerca das propostas concretas para seu enfrentamento e controle. Cada vez mais, governança pública, academia, iniciativa privada, sociedade civil articulam-se, em rede, para tratar deste assunto que repercute nos direitos humanos mais fundamentais. Essa multiplicidade de olhares precisa ser cuidadosamente compreendida e sintetizada. Por essa razão, desenvolve-se o presente estudo que objetiva traçar o quadro geral do conhecimento científico publicado acerca da inovação em segurança pública. Trata-se de estudo descritivo, de abordagem quantitativa e do tipo revisão bibliométrica. Foram analisadas 261 publicações, sem filtro de tempo, espaço ou linguagem, encontradas na base de dados da Scopus, a partir da sintaxe: (“Public Security” or “ Public Safety”) and Innovation. Os resultados evidenciam que há dois fortes movimentos, não dicotômicos, sendo desenvolvidos, em concomitância, na área de segurança pública: o primeiro, mais disciplinar, tem enfoque no desenvolvimento de tecnologias e na gestão da informação; o segundo, com enfoque mais transdisciplinar, trata, sobretudo, de ocupação territorial inteligente. De forma mais específica, identificou-se cinco eixos temáticos nos artigos: tecnologias, ocupação territorial, aplicação da lei, administração e saúde. Outro ponto, percebido, ao se medir os fluxos de comunicação, foi a constatação que as redes internacionais de colaboração entre pesquisadores ainda são efêmeras, o que pode sugerir carência no amadurecimento das redes de aprendizagem.

Leia o artigo de Carlos Francisco Oliveira Nunes e outros em https://www.scielo.br/j/emquestao/a/czPjcwyJDWKcLzCsXPPvznB/?format=pdf&lang=pt

Este texto procura contribuir com a literatura que estuda a financeirização, com foco sobre dois importantes aspectos: a globalização financeira (como fenômeno geral) e a integração da periferia. Para tanto, o objetivo do artigo é realizar uma análise sobre o processo de constituição da globalização financeira e suas principais características, com ênfase na integração periférica e nos impactos diferenciados sobre essa periferia. As hipóteses centrais do texto são as de que países centrais e periféricos integram-se à globalização financeira de forma completamente assimétrica; e de que a Crise Financeira Global (CFG) ensejou mudanças importantes na globalização financeira, com destaque para os efeitos dos ciclos internacionais de liquidez e para o papel das variáveis macroeconômicas nesses ciclos.

Leia o artigo de Ricardo Carneiro e Bruno De Conti em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD447.pdf

Este artigo investiga a recente política industrial chinesa, denominada Made in China 2025 (MIC2025), e como essa aborda alguns dos desafios da organização de redes de produção internacionais em meio à hiperglobalização. Primeiro, exploramos O contexto histórico do MIC2025, além de seus objetivos estratégicos e seus principais desafios, para então explorar algumas facetas de sua dimensão externa. Segundo, elaboramos uma análise descritiva baseada em indicadores de comércio em valor-adicionado para ilustrar alguns aspectos do padrão de especialização chinês, utilizando a indústria de TIC como estudo de caso para discutir a importância crescente dos ativos intangíveis e como as empresas chinesas aprimoram a capacitação inovativa a partir de estratégias de internacionalização. Ao cabo, o governo chinês buscou melhorar a habilidade das empresas chinesas de gerenciar as relações de poder na governança global da inovação por meio do desenvolvimento de capacitação inovativa e upgrade em setores-chave, como é o caso do setor de TIC. O MIC2025 reforça uma visão institucional que não se limita à participação nas redes de produção internacionais, mas visa especialmente a criação de capacitações dinâmicas. Nesse sentido, a construção de capacitações tecnológicas locais e o fortalecimento de etapas da cadeia de valor, bem como a internacionalização das empresas chinesas, são bases cruciais da recente trajetória de transformação estrutural chinesa.

Leia o artigo de Marilia Bassetti Marcato em https://www.scielo.br/j/ecos/a/VZgwD97xbLsw3T5cDhyRTWM/?format=pdf&lang=en

Enquanto a tendência de privatização de sistemas de saneamento caminha a passos largos no Brasil, crescem no mundo exemplos que vão na direção oposta, devolvendo a gestão das águas ao controle público após períodos de concessão privada. Entre 2000 e 2023, houve 344 casos de “remunicipalização” de sistemas de água e esgoto mundo afora, a maioria na Europa, de acordo com levantamento do banco de dados Public Futures (futuros públicos; publicfutures.org), coordenado pelo Instituto Transnacional (TNI), na Holanda, e pela Universidade de Glasgow, na Escócia. De acordo com Lavinia Steinfort, coordenadora do projeto de Alternativas Públicas do TNI, essas reversões têm sido motivadas por problemas reincidentes em experiências de privatização e parcerias público-privadas (PPPs), como serviços inflacionados, falta de transparência e investimentos insuficientes.

Leia o artigo de Júlia Dias Carneiro em https://www.bbc.com/portuguese/articles/cw02r9ddlndo

Este trabalho analisa a influência do apoio governamental na implementação da videovigilância, uma das ferramentas utilizáveis em cidades inteligentes, e o efeito desta no desempenho da segurança pública de Recife. De abordagem qualitativa, o locus foi o Centro Integrado (Ciods), que abarca as forças de segurança pública e oferta o serviço de videomonitoramento em Recife. A partir de entrevista com os operadores empregados na videovigilância, os resultados encontrados demonstram que o amparo governamental é essencial, porém, em Recife, ele é entendido como insuficiente ao emprego de inovações na segurança pública, em especial na tecnologia analisada. Ainda assim, conclui-se que a integração entre os órgãos no sistema de videovigilância favorece a expansão e a aplicabilidade do conceito de cidades inteligentes a Recife.

Leia o artigo de Dannielly Leandro de Sousa Ferreira e outros em https://www.scielo.br/j/cm/a/BgjpbJwnDqq3wNzVFPsJ8Zz/?format=pdf&lang=pt

Com a consolidação do modelo multicêntrico de gestão pública, novas formas de organização têm se estruturado para atuar no processo de políticas públicas buscando não apenas contribuir para o desenvolvimento de seus contextos, mas também direcionar esse desenvolvimento para uma trajetória mais sustentável. Este estudo busca analisar a relação entre sociedade civil e poder público, investigando como redes da sociedade civil voltadas ao desenvolvimento sustentável em cidades atuam no processo de análise de políticas públicas. Foram pesquisadas quatro redes a partir de uma análise interpretativa, investigando-se de que forma atuam nas etapas de identificação de problemas, formação da agenda e formulação de alternativas. Conclui-se que as redes atuam nas três etapas e suas contribuições são: produção de diagnósticos sobre a cidade, realização de eventos para debater temáticas e incidência direta junto à gestão pública. Avalia-se que a sistematização e o viés técnico adotado pelas redes contribuem para que sejam consideradas uma instância de apoio das gestões locais, aportando informação útil, com o objetivo de direcionar as cidades para uma trajetória mais sustentável de desenvolvimento.

Leia o artigo de Mônica Beppler Kist e Hans Michael Van Bellen em https://www.scielo.br/j/rap/a/8RY7fBWbwJcd5fZwm6JsbYN/?format=pdf&lang=pt

A busca de cidades em todo o mundo por sua inserção em um mercado competitivo global tem gerado consequências nas formas de planejamento e gestão urbanas, cada vez mais próximas de modelos empresariais e pouco representativas das realidades locais. Localizada no sul do Brasil e fora dos grandes circuitos de capital global, Florianópolis vem acompanhando essa tendência, com agentes públicos e privados apostando em suas características ambientais e em novos arranjos produtivos locais como propulsores de uma nova fase de desenvolvimento urbano atrelado aos modelos internacionais. Este artigo demonstra como os setores do turismo, tecnologia e inovação vêm sendo utilizados para a promoção e consolidação da imagem competitiva da capital catarinense, deixando como resultado lacunas, contradições e desequilíbrios territoriais. Leia o artigo de Marina Toneli Siqueira e Aleph Tonera Lucas em https://www.scielo.br/j/cm/a/dVCyKtP6FntRHwW4Dz4KDxz/?format=pdf&lang=pt