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This article investigates patterns of digital technologies’ adoption by industrial firms of selected developing countries, namely: Argentina, Brazil, Ghana, Thailand, and Vietnam. The objective is to identify inter and intra countries’ similarities and differences in terms of digital adoption, and understand how this distribution is leading to digital heterogeneities thus reinforcing the well-entrenched structural heterogeneity prevailing in these economies. The analysis is based on surveys carried out between 2017 and 2019 that covered a panel of 1,212 firms of varied sizes and industries. The evidence shows that most firms are currently adopting a low level of digitalization and have a positive expectation for the future even with a low level of readiness. The larger and technology intensive firms are, the higher the probability of firms being digitally progressive. These results suggest an increase of inter and intra countries’ asymmetries in digital adoption, bringing the emergence of digital heterogeneities.

Leia o artigo de Julia Torracca e outros em https://www.scielo.br/j/rbi/a/gDfLcrCZWgFRRXLjFwHVTzN/?format=pdf&lang=en

A digitalização tem potencial de provocar transformações na organização da produção internacional e no escopo e extensão das cadeias globais e regionais de valor (CGVs), com efeitos sobre as possibilidades de inserção dos países em desenvolvimento. A contribuição deste artigo é analisar potenciais impactos da digitalização sobre as CGVs, identificando algumas particularidades do caso brasileiro à luz do seu padrão de inserção nas CGVs. O artigo apresenta a importância das tecnologias digitais, em um primeiro momento, para viabilizar a conformação das CGVs. Já no período marcado pela “desglobalização”, as tecnologias digitais são adotadas pelas empresas líderes para mitigar os problemas associados às estruturas de produção verticalmente fragmentadas e aos riscos sistêmicos associados à extensão das cadeias. Ao considerar como as tecnologias digitais podem influenciar a organização da produção internacional e as estruturas de governança das CGVs, o artigo aponta tendências multifacetadas e, por vezes, de direções contrárias. Dentre elas, o aumento da concentração de valor gerado nos países desenvolvidos e a ampliação das dificuldades de inserção dos países em desenvolvimento, sobretudo daqueles especializados em atividades intensivas em mão de obra e com significativos atrasos para adoção de tecnologias digitais.

Leia o artigo de Marília Bassetti Marcato e outros em https://www.scielo.br/j/rbi/a/dBPXWkCXYhfbjKTTKChZ3ng/?format=pdf&lang=pt

A discussão sobre hiato tecnológico parte da ideia de que empresas e países com diferentes níveis de desenvolvimento tecnológico atingem resultados econômicos distintos, em termos de nível de renda, ou de competitividade. O objetivo deste trabalho é investigar a existência de hiato tecnológico entre as pequenas empresas do Brasil e de países europeus selecionados, com base nas pesquisas de inovação Community Innovation Survey e Pesquisa de Inovação Tecnológica, para 2014. Por meio de metodologia baseada no conceito de “distância euclidiana”, foi desenvolvido o Índice de Inovação e Índice de Eficiência do Esforço Inovativo, ambos a partir de dados de esforço e resultado inovativo. Os principais resultados mostram que, com referência aos pares europeus, pequenas empresas brasileiras não apenas têm elevado hiato no Índice de Inovação, como também o tem no indicador de eficiência do esforço inovativo.

Leia o artigo de Marcelo Duarte Silva e Marisa dos Reis Azevedo Botelho em https://www.scielo.br/j/rbi/a/74G4Nkjs5QsWQGzz9PFmJrn/?format=pdf&lang=pt

A capacidade para governança é fundamental para a localização da Agenda 2030, quando essa chega aos territórios. Este artigo objetiva identificar a capacidade instalada em municípios, em sua maioria pertencentes ao g100, para a governança da Agenda e descrever ações desenvolvidas, barreiras e facilitadores para incorporação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Questionário online foi enviado para esses municípios, sendo recebidas 38 respostas válidas. Foram realizadas análises descritivas das respostas. Quinze prefeituras desenvolvem ações relacionadas à Agenda 2030. Os principais ODS trabalhados são os ODS 3, 2, 4 e 11. O interesse de prefeitos/as é um dos fatores-chave para adoção da Agenda. Os munícipios que não têm atividades na Agenda 2030 citaram como razões a falta de recursos e conhecimento insuficiente dos gestores. As principais recomendações são de retomada do protagonismo do governo federal na localização dos ODS e investimento massivo em sensibilização e capacitação de dirigentes, que devem conter conceitos práticos de aplicabilidade para a realidade dos municípios e possibilitar o monitoramento da Agenda 2030.

Leia o artigo de Márcia Muchagata e outros em https://revista.enap.gov.br/index.php/RSP/article/view/9995/6941

As metrópoles são uma característica fundamental do século XXI, devido à urbanização sem precedentes que viu as cidades transcenderem suas fronteiras tradicionais. No coração da questão metropolitana está a necessidade de decisões coletivas e de ações coordenadas em um território marcado pela existência de múltiplos governos e atores sociais com diferentes interesses, preferências e recursos. Consequentemente, novos arranjos institucionais para a gestão metropolitana continuaram a evoluir com o objetivo de superar o dilema da ação coletiva. Neste artigo, apresentamos resultados de um estudo que analisou, em perspectiva comparada, os arranjos institucionais de governança metropolitana nas metrópoles de São Paulo e Belo Horizonte (Brasil), bem como de Stuttgart e Hannover (Alemanha), com base na concepção teórica da Ação Coletiva Institucional. A pesquisa é baseada na análise da literatura relevante, relatórios, estudos secundários e a condução de uma entrevista semiestruturada com pesquisadores especialistas, evidenciando variados arranjos de cooperação vertical e horizontal, os pontos fortes e fracos de seu desenho institucional e os fatores contextuais que moldaram as estruturas de governança e planejamento e condicionam as possibilidades de um desenvolvimento metropolitano resiliente. O artigo conclui com algumas recomendações para a implementação de arranjos institucionais em escala metropolitana para as metrópoles emergentes, particularmente no Sul Global.

Leia o artigo de Bessy Thuranira e Klaus Frey em https://www.scielo.br/j/urbe/a/kDFwVPf83MxKSTkxCy94YZc/?format=pdf&lang=en

Favelas na mira do tiro analisa os impactos econômicos da guerra às drogas para moradores, comerciantes e prestadores de serviços das favelas mais expostas a tiroteios com presença de agentes de segurança. Além disso, a pesquisa mostra como as definições de favela produzidas pelo Estado são carregadas de estigmas e orientam ações ineficientes, seja pela via da urbanização, ou por abordagens militarizadas que, em grande medida, são influenciadas por essa visão.

Leia o artigo de Julita Lemgruber e outros em https://cesecseguranca.com.br/wp-content/uploads/2023/09/RELATORIO_drogas_qtocusta_territorio_final.pdf

Os contrastes e as desigualdades de renda e oportunidades da população brasileira que compõe a base da pirâmide socioeconômica tornam relevante o aprofundamento de estudos sobre os limites da pobreza para uma melhor gestão urbana. Neste artigo, utilizam-se dados do Cadastro Único e informações coletadas em pesquisa de campo para verificar se as definições dos principais programas sociais acolhem a população pobre em sua totalidade. Por meio de análise de correlação, proposições são testadas utilizando algumas variáveis de interesse para a definição de pobreza e a renda. Os resultados mostram que, mesmo usando uma linha de extrema pobreza unidimensional (renda), os parâmetros adotados pelas políticas públicas vigentes não alcançam toda a base da pirâmide. A literatura e as análises dos resultados sugerem a importância de revisar a metodologia de classificação socioeconômica, sobretudo das famílias de baixa renda que estão na linha da pobreza. As proposições indicaram que os programas sociais se correlacionam negativamente à renda, enquanto o trabalho formal, a escolaridade e a infraestrutura apresentam correlação positiva com a renda. Os resultados podem orientar o planejamento urbano através de políticas públicas que promovam a equidade entre aqueles que mais dependem dos programas sociais. Leia o artigo de Jardel Vilarino Santos da Silva e outros em https://www.scielo.br/j/urbe/a/T4txhS9X7H7gfZb49pQzCjj/?format=pdf&lang=pt

Existe na atualidade certo consenso sobre a crise atravessada pela democracia liberal e suas instituições. O artigo, em um primeiro momento, passa em revista obras que se vertem sobre o tema no intento de demonstrar suas insuficiências, tanto em termos de diagnósticos quanto de soluções. Em um segundo momento há a proposta de um modo distinto de se encarar a crise da democracia, modo este ensejado por Marx: a forma crítico-categorial. De acordo com essa outra vertente, tratar-se-ia de fenômeno estrutural, imanente ao próprio capitalismo, não de evento conjuntural e atinente tão somente à esfera política. Finalizamos o artigo com o escrutínio dos trabalhos de Robert Kurz sobre o assunto, autor que dá prosseguimento às contribuições sublinhadas de Marx na tentativa de interpretação dos eventos dos séculos XX e XXI.

Leia o artigo de Dmitri Cerboncini Fernandes e Mariana Cardozo Batista de Oliveira em https://www.scielo.br/j/ts/a/WT88jmHTpCS7X8t33ytQh9c/?format=pdf&lang=pt

A crise climática é uma crise humanitária. Eventos climáticos extremos abalam o mundo e as políticas de adaptação e mitigação climáticas devem fazer parte do planejamento de Estados Nacionais. O não cumprimento da meta definida pelo acordo de Paris (aumento de temperatura em até 2ºC, tentando limitar a 1,5ºC em relação ao nível pré-industrial, até 2050) ameaça a manutenção do padrão e das condições de vida que conhecemos hoje. Nesse contexto, o Estado precisa retomar seu protagonismo enquanto promotor de políticas públicas dado que é o agente econômico capaz de trazer estabilidade, reduzir a desigualdade e traçar regras para planejamentos visando o crescimento de longo prazo com sustentabilidade ambiental – ou seja, o crescimento com desenvolvimento econômico no contexto de transição climática. O processo de transição verde sustentável necessita de coordenação entre os agentes econômicos em uma nova configuração das relações de produção – ou seja, uma nova Convenção para o Desenvolvimento Sustentável. Esse processo deverá contar com a participação ativa do Estado, do mercado e da sociedade civil. Nesse sentindo, a retomada das práticas de planejamento estatal será essencial para coordenar a alocação dos fatores, direcionando as economias para a transição verde sustentável. A promoção de uma mudança na convenção econômica, focada na transição verde sustentável, é essencial para enfrentar o desafio que se impõe. É nesse sentido que o planejamento econômico é parte da estratégia para conduzir à transição verde sustentável. Este artigo defende a necessidade de uma Convenção para o Desenvolvimento Sustentável que resgate o Estado desenvolvimentista em contraponto ao Estado neoliberal, em grande medida subordinado aos interesses rentistas do sistema financeiro.

Leia o artigo de Carmem Feijó e outros em https://www.scielo.br/j/rep/a/9Y57YD3MBFYYVf97VHjTm8d/?format=pdf&lang=en

O artigo busca propor princípios e dimensões para a análise das relações entre movimentos sociais e partidos políticos. O exame desse fenômeno evidencia como trajetórias de interação e intersecção entre esses atores se sedimentam em encaixes partidários e eleitorais e são mobilizados por ativistas para influenciar políticas públicas. A proposta é aplicada ao estudo das interações entre o movimento LGBT+ e o PT.

Leia o artigo de Matheus Mazzilli Pereira em https://www.scielo.br/j/nec/a/gjM4nczHx3mMjykdPkncHSm/?format=pdf&lang=pt