Soluções Integradas

Para a Administração Pública

Boletim IBAP-RJ

O Boletim IBAP-RJ é um e-clipping, idealizado pelo Núcleo de Estudos em Desenvolvimento e Governança do IBAP-RJ. Pretende ser um espaço para a divulgação e discussão de textos e artigos já publicados na Web, sobre temas de interesse da Administração Pública.

A Administração Pública é o governo em ação e como tal é percebida pelos editores como estrutura (instituição), corpo de funcionários (burocracia), processos políticos e operacionais (políticas públicas) e processos gerenciais (gestão).

Por outro lado, a Administração Pública é uma disciplina autônoma, um campo das ciências sociais, construído a partir do debate interdisciplinar. Assim, estudos e pesquisas em Administração, Economia, Sociologia, História, Ciências Políticas, Direito, Antropologia, Filosofia Política e Social e outras áreas com afinidades eletivas, também poderão ser divulgados.

A preocupação em resguardar os direitos autorais faz com que o Boletim IBAP-RJ seja voltado apenas para a divulgação de textos de livre circulação e acesso, através de meios eletrônicos. Os resumos são preferencialmente aqueles produzidos pelos próprios autores e seus nomes são devidamente registrados, bem como a localização eletrônica dos artigos.

O Boletim IBAP-RJ pretende assim auxiliar na divulgação desses textos, selecionados em centenas de diferentes revistas, jornais e outras mídias, nacionais e estrangeiras. O critério de seleção é a possível relevância para os administradores públicos ou estudiosos do campo e, em especial, o caráter crítico e heterodoxo de sua abordagem.

Não serão aceitas matérias de conteúdo publicitário, incluindo às destinadas a doutrinação político-partidária de qualquer natureza.

Participe desta seção. Envie seu material para nosso email: boletim@ibap-rj.org.br

Este artigo aborda as repercussões dos Australian Professional Standards for Teachers na qualidade dos cursos de formação inicial de uma relevante universidade australiana. Metodologicamente, utiliza o estudo de caso para analisar, com base no dialogismo, os dados coletados em entrevistas com os gestores acadêmicos dos cursos estudados. Os resultados encontrados apontam que a adoção dos Standards traz alguns benefícios para a concepção, a estruturação e o desenvolvimento desses cursos, mas revelam também tensões pela inflexibilidade no seu uso pelo processo australiano de acreditação da qualidade, sem garantir o espaço necessário à criatividade e à inovação da formação docente nos diversos contextos educacionais.

Leia o artigo de Valdinei Costa Souza e Debra Talbot em https://www.scielo.br/j/edreal/a/cXSBMsQTfyfd93Lb6pfNGGQ/?format=pdf&lang=pt

O estudo visa discutir a reconfiguração do trabalho docente no Brasil, com a rápida e crescente adoção de tecnologias educacionais digitais, especialmente a partir da pandemia do SARS-CoV-2. Realizamos um estudo de caráter documental e um mapeamento das empresas desta indústria, no qual identificamos 1.303 empresas, e categorizamos os impactos no trabalho dos professores. Observamos que 91% dessas tecnologias não cumprem funções de suporte ou apoio, mas tendem a substituir atividades intelectuais do trabalho docente. Com base nesses dados, discutimos algumas tendências e alguns riscos ao processo educativo, com recurso a literatura acadêmica e estudos de casos.

Leia o artigo de Allan Kenji Seki em https://www.scielo.br/j/es/a/7Vdn3TMZFLWvyPZBdWBPn6z/?format=pdf&lang=pt

Este artigo analisa criticamente a presença da inteligência artificial e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) na educação básica brasileira, com base em uma cartografia regional que contempla cinco estados representativos das cinco regiões do país. Adotou-se uma abordagem interdisciplinar, articulando os campos do direito, da geografia crítica e das políticas educacionais. Os resultados indicaram a ausência de regulamentações locais específicas, revelando a fragilidade institucional diante da crescente plataformização do ensino público. A falta de normativas claras permite a adoção de tecnologias opacas e automatizadas sem garantias de proteção de dados de crianças e adolescentes, configurando riscos éticos e legais. O estudo propõe que a escola pública seja reconhecida como território ativo de regulação, destacando experiências de resistência e práticas docentes críticas. Concluiu-se que a justiça digital na educação exige uma política pública intersetorial que considere a diversidade territorial e assegure o direito à informação, à transparência e à autonomia pedagógica perante a inteligência artificial.

Leia o artigo de Siderly do Carmo Dahle de Almeida e outros em https://www.scielo.br/j/es/a/BLx4FbGNbs7JG4GHHsWFHkS/?format=pdf&lang=pt