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Os processos transfronteiriços, internacionais e globais assumem um papel cada vez mais central na conformação das sociedades singulares contemporâneas. Mesmo o Estado e seus modos de gestão, tradicionalmente concebidos como repositórios das instituições de ordenamento nacional, não permanecem imunes à crescente integração político-cultural que caracteriza o novo milênio e a atual fase do capitalismo global, marcada por avanços e retrocessos, assimetrias e reconfigurações institucionais. Este estudo examina as interfaces entre a administração pública e os processos internacionais, partindo da premissa de que esse subcampo permanece relativamente inexplorado na academia brasileira, sobretudo nas perspectivas de administração, políticas públicas e gestão pública. O enquadramento teórico desse trabalho envolve análise de sistema-mundo, teoria crítica da governança e da administração pública, por intermédio de uma metodologia hipotético-dedutiva, com revisão narrativa de literatura e análise de documentos. Inicialmente, discute-se a integração do Estado à economia-mundo capitalista, evidenciando pontos de interseção e tensão entre essas instâncias institucionais. Em seguida, argumenta-se que os processos de governança articulam, de um lado, a atuação de organizações internacionais e, de outro, as dinâmicas da administração pública nacional. Por fim, analisa-se a difusão da Nova Administração Pública (NAP) no Brasil como fenômeno decorrente de dinâmicas internacionais. A principal contribuição deste trabalho reside na construção de um vínculo teórico-epistêmico entre o local e o global no que concerne à conformação dos processos de gestão estatal.

Leia o artigo de Rômulo Carvalho Cristaldo e outros em https://www.scielo.br/j/read/a/nNTFfLRqFjGPBnJg3pDV6TQ/?format=pdf&lang=pt

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