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O Brasil vive um momento decisivo no campo do ensino superior. O novo marco regulatório do ensino a distância (EAD), anunciado pelo Ministério da Educação, reorganiza um setor que, nos últimos anos, cresce rapidamente e de forma desordenada — ao mesmo tempo em que democratiza o acesso à formação superior em regiões historicamente invisibilizadas pelos grandes centros acadêmicos. O ensino a distância é, sem dúvidas, o principal motor da expansão do ensino superior na última década. Entre 2010 e 2020, o número de matrículas em cursos EAD supera, pela primeira vez, os cursos presenciais, com alta de 428% no período. Esse dado revela a forte demanda reprimida por educação e a busca por alternativas mais acessíveis. No entanto, essa expansão também levanta críticas relacionadas à qualidade dos cursos, à fragilidade de modelos pedagógicos adotados e ao distanciamento das exigências reais do mercado de trabalho. Diante desse cenário, o novo marco regulatório surge como uma tentativa de reequilibrar o sistema, estabelecendo critérios mais rigorosos de avaliação, exigências mínimas de infraestrutura nos polos e maior fiscalização na oferta de cursos. Trata-se de um passo necessário para restaurar a credibilidade do ensino superior a distância e garantir que a formação ofertada seja, de fato, transformadora — capaz de gerar empregabilidade real e promover ascensão social.

Leia o artigo de Rodrigo Bouyer em https://diplomatique.org.br/um-novo-marco-para-avancar-com-qualidade-e-inclusao/

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