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O artigo parte de uma crítica às contribuições da abordagem sociológica, que concebem o bolsonarismo como produto de novas subjetividades conservadoras ou mesmo como um movimento social. A partir da análise dos resultados de uma pesquisa qualitativa nacional com bolsonaristas renitentes e arrependidos, exploramos vários aspectos de sua adesão a temas como corrupção, segurança pública, família, gênero e valores tradicionais, além da formação de suas preferências políticas e hábitos de consumo de informação. Argumentamos que é necessário ir além da constatação das adesões substantivas dos bolsonaristas a valores, e olhar para a maneira como obtêm informação. A hipótese principal é que o nexo maior do bolsonarismo é sua esfera comunicacional, que permite aos aderentes fácil acesso a versões alternativas de fatos e narrativas. Concluímos o texto refletindo sobre as limitações das teses sociológicas para o entendimento do bolsonarismo e apontando para deficiências metodológicas dos trabalhos qualitativos desse campo.

Leia o artigo de João Feres Júnior e Carolina Almeida de Paula em https://www.scielo.br/j/dados/a/VmftJvcrNdhzwTDYGDS9THP/?format=pdf&lang=pt

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