O presente artigo analisou cenários alternativos para o enfrentamento da desigualdade de renda no Brasil, investigando quem ganharia ou perderia com diferentes formas de redistribuição. A partir de exercícios contrafactuais, foi simulada a manutenção da Renda Domiciliar Per Capita (RDPC) média atual do País, ajustando-se sua distribuição à observada em diversos países. Com isso, foram avaliados os impactos sobre a mediana da renda, a pobreza e a extrema pobreza, considerando também efeitos interseccionais sobre grupos sociais recortados por gênero e raça. Além disso, discutiram-se as limitações de medidas sintéticas como o índice de Gini, que, embora estimem a magnitude da desigualdade, pouco revelam sobre o perfil específico da distribuição de renda. Logo, foi possível identificar os impactos da redistribuição de renda no País, mostrando que a aproximação do Brasil a padrões internacionais mais equitativos pode promover avanços importantes no combate à pobreza e à pobreza extrema.
Leia o artigo de Bruno Lazzarotti e outros em https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/93705/90587