violência sexual

A violência sexual contra crianças e adolescentes configura-se como um grave problema de saúde pública no Brasil, com repercussões físicas, psicológicas e sociais ao longo da vida. Este estudo teve como objetivo analisar a tendência temporal e o perfil epidemiológico das notificações de violência sexual na população de 0 a 19 anos, no período de 2010 a 2024. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e características relacionadas à ocorrência da violência. Os resultados evidenciaram tendência de aumento das notificações ao longo dos anos, com redução em 2020 e posterior retomada. Observou-se predominância expressiva de casos no sexo feminino, além de maior concentração na faixa etária de 10 a 14 anos entre meninas e de 5 a 9 anos entre meninos. A violência ocorre predominantemente no ambiente domiciliar e envolve, em sua maioria, agressores conhecidos, o que dificulta a identificação e notificação dos casos. Conclui-se que a violência sexual infantojuvenil permanece como um agravo persistente e de elevada magnitude, exigindo o fortalecimento das políticas públicas, da vigilância epidemiológica e das redes de proteção, com ênfase em estratégias intersetoriais de prevenção e cuidado integral.

Leia o artigo de Amanda Niedziela e outros em https://revistatopicos.com.br/generate/pdf_zenodo/pub_780018554.pdf