violência

Trata-se de ensaio crítico que explora a relação entre o processo de urbanização extensiva, a crise do capital e as dinâmicas instauradas pela lógica do extrativismo no Brasil. O ensaio argumenta que a dinâmica extrativa opera também nesses marcos, e, assim, promove a extensão da urbanização. A urbanização extensiva-extrativa, portanto, implica na dissolução de formas historicamente determinadas de sociabilidade. Destarte, o texto aborda as dinâmicas do conteúdo violento do conflito social produzido pela urbanização extensiva-extrativa em pelo menos três sentidos: a violência própria da extração, a violência presente na relação do extrativismo com o crime organizado, e, por fim, a relação do extrativismo com a violência da nova extrema direita.

Leia o artigo de Thiago Canettieri em https://www.scielo.br/j/rbeur/a/8rcQrrdp8HbxWkspt5npQbr/?format=pdf&lang=pt

Este artigo apresenta os resultados de uma investigação sobre os enunciados e discursos em torno do “cidadão de bem” nos debates parlamentares brasileiros, com o objetivo de evidenciar e analisar as representações da violência e criminalidade nas discussões políticas contemporâneas. A análise parte de uma retrospectiva histórico-política das discussões sobre segurança pública e direitos humanos, desde a transição democrática no Brasil. Com uma abordagem metodológica mista, examina-se a recorrência do uso do termo “cidadão de bem” nos pronunciamentos de deputados federais, permitindo correlacionar momentos críticos, como as discussões do Estatuto do Desarmamento (2003-2005) e a ascensão da “Bancada da bala” (2015-2019), aos picos de menção do termo. Além disso, o estudo desenvolve uma análise crítica de discurso focada em cinco pronunciamentos que incluem o enunciado “Se desejas a paz, prepara-te para a guerra”, proferidos entre 2009 e 2023. A partir das análises, discute-se a emergência dos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) como uma nova identidade política, assim como a permanência de representações da Doutrina de Segurança Nacional (DSN). Por fim, conclui-se que esses discursos revelam uma moralização contínua da violência, de forma a ocultar suas raízes estruturais e reforçar hierarquias de poder no uso da força letal e coercitiva.

Leia o artigo de Beatriz Besen e outros em https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/NQTM3Dm3dhhdqz5XwmsJZJD/?format=pdf&lang=pt

O objetivo deste artigo é analisar os mecanismos de governança não estatal da violência em uma comunidade pobre da zona sul do Recife, com base em etnografia e entrevistas realizadas entre os anos de 2018 e 2022. Após constatarmos que não há um regime armado estabelecido com enforcement capaz de impor um sistema de governança criminal, encontramos um esquema de governança não estatal informal da violência, protagonizado por atores que não fazem parte do mundo do crime. Por fim, afirmamos que as intervenções desses atores não causam um impacto significativo na redução do número de episódios violentos, ao mesmo tempo que fazem com que o uso de força seja dissuadido em certas situações, impedindo que a criminalidade violenta seja maior.

Leia o artigo de Ricardo Caldas Cavalcanti Filho em https://www.scielo.br/j/cm/a/863KpCY54dpDCVVTRKfZSXR/?format=pdf&lang=pt

O objetivo deste artigo é analisar os mecanismos de governança não estatal da violência em uma comunidade pobre da zona sul do Recife, com base em etnografia e entrevistas realizadas entre os anos de 2018 e 2022. (mais…)

O artigo aborda os impactos da violência armada, a partir da Atenção Primária em Saúde, em um bairro do município do Rio de Janeiro, Brasil. (mais…)

O artigo discute os processos e taxonomias utilizadas para classificar os episódios de homicídios praticados por policiais no Brasil, utilizando como estudo de caso o estado de São Paulo. (mais…)

Esse estudo analisa as narrativas de policiais sobre iniciativas de prevenção da violência na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil e na cidade de Glasgow, na Escócia. (mais…)

O artigo objetiva apontar alguns limites quanto ao uso da noção de “necropolítica” no tocante à leitura da letalidade violenta.

Como referência para análise, proponho analisar o problema das mortes ocasionadas por intervenção policial em duas escalas: uma local, referente a um “caso” ocorrido no Morro da Providência; outra mais ampla, que diz respeito à lógica espacial das mortes ocasionadas pela polícia na metrópole carioca. Defendo a ideia de que tal problema possui particularidades no Rio de Janeiro, não sendo possível universalizar os significados da morte quando pensamos na chave específica das ações letais praticadas pelo Estado.

Leia o artigo de Eduardo de Oliveira Rodrigues em https://www.scielo.br/j/dilemas/a/NDBSCWrzpTmsHxjpK8MTdsy/abstract/?lang=pt#

This article focuses on the effect of urbanization on violent crime – particularly homicide in Costa Rica. Although violence is a major problem throughout Latin America, few empirical studies carried out in the area use high-quality socioeconomic and crime databases with a high level of geographical disaggregation.

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Esse artigo analisa o impacto do mercado das drogas ilícitas na incidência de homicídios em Belo Horizonte (BH) e Maceió (AL).

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