Subdesenvolvimento

Questionando algumas narrativas sobre o pioneirismo e as inovações conceituais do grupo Modernidade/Colonialidade, o objetivo deste artigo é discutir algumas formulações teóricas de Celso Furtado que se aproximam do que se entende atualmente nas ciências sociais latino-americanas como uma análise da “colonialidade” e que são anteriores ao trabalho do grupo. Discutindo a teoria da dependência desenvolvida pelo autor nos anos de 1970, examinamos os seus elementos de crítica ao eurocentrismo, à racionalidade instrumental, à ideologia moderna do progresso e às formas de vida associadas à civilização industrial. Leia o artigo de Henrique Viana e Isadora Pelegrini em https://www.scielo.br/j/rk/a/tvpgXSdd9GMfFwS8kvXpLFB/?format=pdf&lang=pt

A análise de Celso Furtado do subdesenvolvimento brasileiro é amplamente reconhecida por seu enfoque histórico-estrutural, enquanto seu viés analítico macroeconômico frequentemente recebe atenção diminuta. (mais…)

Este trabalho propõe uma abordagem sobre as causas da deterioração ambiental que integra a análise nos diferentes níveis de organização econômica, com especial atenção ao nível das políticas macroeconômicas e setoriais. Aplicando esta abordagem em uma primeira aproximação, examina-se o processo de reprimarização das economias latino-americanas. (mais…)

Celso Furtado ocupa lugar de destaque ao lado de outros grandes expoentes do pensamento social autêntico – como Florestan Fernandes e Caio Prado Júnior – cujas investigações foram capazes de identificar o que é “geral” e o que é “particular” do capitalismo brasileiro. Ainda que o Brasil seja evidentemente um país capitalista, as “leis” gerais de acumulação capitalista não são suficientes para compreender a especificidade brasileira. (mais…)