representações sociais

Em sua Teoria das Necessidades, Maslow argumenta que no estágio de autorrealização o indivíduo teria valores B mais desenvolvidos, o que envolveria, entre outras características, a tendência a se dedicar principalmente a causas de interesse coletivo em detrimento de interesses individuais. Seria também na fase de autorrealização que o meio ambiente teria um valor intrínseco, aspecto importante se considerarmos a necessidade de desenvolver soluções para os problemas socioambientais. Nesse sentido, a Representação Social do meio ambiente teria relação com os diferentes estágios de necessidades propostos por Maslow em sua teoria? O estágio de autorrealização poderia revelar um indivíduo com uma representação globalizante do ambiente? Para responder a essas questões, foi realizado um estudo com 134 participantes adaptando e utilizando o instrumento Teste de Perfil de Motivação Ambiental e os resultados mostraram uma correlação significativa entre o estágio de autorrealização e uma representação globalizante do Meio Ambiente.

Leia o artigo de Anna Karolina Osório Pimentel e outros em https://www.scielo.br/j/asoc/a/jpk4kr6H9sd8F4SDnzLpK5k/?format=pdf&lang=pt

Este artigo apresenta os resultados de uma investigação sobre os enunciados e discursos em torno do “cidadão de bem” nos debates parlamentares brasileiros, com o objetivo de evidenciar e analisar as representações da violência e criminalidade nas discussões políticas contemporâneas. A análise parte de uma retrospectiva histórico-política das discussões sobre segurança pública e direitos humanos, desde a transição democrática no Brasil. Com uma abordagem metodológica mista, examina-se a recorrência do uso do termo “cidadão de bem” nos pronunciamentos de deputados federais, permitindo correlacionar momentos críticos, como as discussões do Estatuto do Desarmamento (2003-2005) e a ascensão da “Bancada da bala” (2015-2019), aos picos de menção do termo. Além disso, o estudo desenvolve uma análise crítica de discurso focada em cinco pronunciamentos que incluem o enunciado “Se desejas a paz, prepara-te para a guerra”, proferidos entre 2009 e 2023. A partir das análises, discute-se a emergência dos Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) como uma nova identidade política, assim como a permanência de representações da Doutrina de Segurança Nacional (DSN). Por fim, conclui-se que esses discursos revelam uma moralização contínua da violência, de forma a ocultar suas raízes estruturais e reforçar hierarquias de poder no uso da força letal e coercitiva.

Leia o artigo de Beatriz Besen e outros em https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/NQTM3Dm3dhhdqz5XwmsJZJD/?format=pdf&lang=pt

Este artigo pretende apresentar os resultados iniciais de um estudo em andamento que toma como objeto central os encontros burocráticos. Isto é, os momentos e situações – vividos diretamente pelos sujeitos ou narrados a partir das experiências vividas por outrem – em que pessoas interagem com funcionários do governo – servidores públicos ou aqueles que os representem – em busca de algum benefício, serviço ou atendimento previsto em lei ou diretriz governamental. (mais…)