racismo

Este artigo oferece uma visão ampla do Brasil hoje, uma realidade historicamente situada que só pode ser entendida a partir de uma análise histórico-estrutural. O Brasil é um país mestiço no qual a minoria branca ou branqueada é racista. É uma sociedade que completou sua revolução capitalista, mas deixou incompleta a sua revolução nacional iniciada em 1930. Suas elites, que durante 50 anos foram relativamente nacionais, passaram a ser dependentes a partir de 1990 em consequência da grande crise dos anos 1980 e da Virada Neoliberal ocorrida no Norte. Desde então a economia brasileira está quase-estagnada. A democracia, porém, está consolidada porque todas as classes sociais estão determinadas a não se subordinar a um ditador.

Leia o artigo de Luiz Carlos Bresser-Pereira em https://www.scielo.br/j/ln/a/CZF3FFy4vxnm985Yj7QxRmH/?format=pdf&lang=pt

O presente artigo oferece uma análise sobre os avanços e os desafios que perpassam a implementação da Educação Antirracista no Brasil. Na primeira seção, buscamos posicionar o racismo como um fenômeno complexo, de caráter estrutural e multidimensional, cuja abordagem no contexto escolar exige professoras/es municiadas/os com aportes teóricos e metodológicos específicos e letramento racial. Na segunda seção, examinamos publicações recentes que mapearam as principais dificuldades para a implementação da educação antirracista nas escolas e que sinalizam uma importante lacuna relativa à questão racial no campo da formação docente. Na terceira seção, focalizando a perspectiva de futuras/os professoras/es, analisamos a percepção de estudantes da graduação da Universidade de Brasília acerca da disciplina Educação das Relações Étnico-Raciais como componente curricular na formação inicial de professoras/es. O exame triangulado dessas três dimensões analíticas aponta para uma relação de mútuo reforço entre as lacunas na formação inicial de professoras/es e as dificuldades para o ensino das histórias e culturas africanas, afro-brasileiras e indígenas na educação básica. A ausência e/ou oferta irregular e não obrigatória de componentes curriculares voltados para a capacitação de futuras/os professoras/es aparece como um entrave para abordagens qualificadas sobre a diversidade cultural brasileira, visando à refundação, sob bases antirracistas, de nossas relações étnico-raciais.

Leia o artigo de Ana Tereza Reis da Silva e outros em https://www.scielo.br/j/edur/a/jV6xWNMRSSw6NGDkv3SQF8H/?format=pdf&lang=pt

Novo livro reúne textos inéditos de sociólogo negro. Pensador que teve trajetória marcada pelo Golpe de 1964 defendia a necessidade de descolonizar o conhecimento e, assim, também as relações étnico-raciais no Brasil.

Leia o artigo de Edison Veiga em https://www.dw.com/pt-br/quem-foi-guerreiro-ramos-pioneiro-nos-estudos-sobre-racismo-no-brasil/a-65595940