política local

Este artigo aborda as dinâmicas morais em torno da ajuda na saúde em um município fluminense. A partir dos dados etnográficos, coletados entre 2013-2017, mostra como os favores e o trabalho na saúde concorrem para fazer políticos, potencializar carreiras e influenciar positivamente no êxito eleitoral, desde que os sujeitos implicados não transgridam certas fronteiras éticas e códigos morais tacitamente estabelecidos, a partir dos quais os munícipes estabelecem suas expectativas e qualificavam o comportamento dos políticos locais. Considerando que os dramas relacionados às enfermidades e/ou à morte são tidos como inegociáveis – fora do circuito das dádivas interessadas, a ajuda na saúde se torna um terreno movediço para os políticos que ignoram ou contrariam os valores sociais concebidos como importantes para a comunidade. Sendo assim, o artigo evidencia que a prática não gera recompensas eleitorais automáticas, ao contrário, em certas circunstâncias pode inclusive desprestigiar o político, fazendo-o perder apoio e voto, pois os eleitores agenciam esses atos de ajuda (de dar ou de negá-la) observando, interpretando e agindo, às vezes estrategicamente, em função das distintas abordagens: se prestativa ou se interesseira.

Leia o artigo de Gilmara Gomes da Silva Sarmento em https://www.scielo.br/j/mana/a/TWH7mjZr5FV7DmhrcG4D3PC/?format=pdf&lang=pt

Discute-se a percepção difundida sobre o poder local e as Câmaras Municipais no Brasil. Destacamos a visão ambígua sobre os municípios: ora vistos como espaços de inovação democrática e participação popular, ora como arenas de reprodução de práticas políticas tradicionais. Também abordamos a visão negativa sobre os vereadores, frequentemente considerados fracos, improdutivos e subordinados ao Executivo. Argumentamos que a percepção das Câmaras e dos vereadores se baseia em uma concepção normativa da representação, pouco alinhada à dinâmica política local. Identificamos os principais obstáculos nos estudos sobre poder local e sugerimos maior articulação entre universidades, governo, ONGs e setor privado e maior fomento à pesquisa sobre poder local através de editais específicos.

Leia o artigo de Marta Mendes da Rocha e Paulo Mesquita D’Avila Filho em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/QKWtHfmgSqsTJ5wpth7Hx5h/?format=pdf&lang=pt

Participatory Budgeting (PB) is a democratic policy innovation created in Brazil in the early 1990s, recognized worldwide as an effective policy tool for directly involving the population in budget decisions. (mais…)

Participatory Budgeting (PB) is a democratic policy innovation created in Brazil in the early 1990s, recognized worldwide as an effective policy tool for directly involving the population in budget decisions. (mais…)

Procedimentos de seleção, carreiras profissionais e escolaridade de burocracias públicas possuem relação com capacidades estatais para a implementação de políticas governamentais? Burocracias profissionais racionalmente orientadas continuariam sendo o modelo mais eficiente para a gestão de políticas públicas? Qual a escala adquirida por processos de profissionalização de burocracias em governos municipais no Brasil?

(mais…)