pensamento social brasileiro

O artigo aborda as ideias políticas de Celso Furtado, no período de 1945 a 1964, especialmente as reflexões sobre o problema da cooperação entre a União e os estados, voltadas para a redução das desigualdades regionais em contextos democráticos. Suas contribuições favoreceram o avanço do federalismo cooperativo e tiveram maior prestígio no Governo Juscelino Kubitscheck, quando coordenou o GTDN e assumiu a Sudene – instância intermediária entre a União e os estados nordestinos. Numa perspectiva inovadora, diferente do modelo federalista norte-americano, a intervenção do governo federal e de suas instituições regionais ganham relevância na construção da nacionalidade e de uma ordem democrática mais igualitária. Além disso, a Sudene promoveria um outro padrão de gestão pública no Nordeste, direcionando recursos públicos federais segundo critérios técnicos e fortalecendo a coesão regional.

Leia o artigo de Ricardo Ismael em https://www.scielo.br/j/ecos/a/vV4LV9Xq5ynp53p5GqRHxyw/?format=pdf&lang=pt&ilang=en

Este artigo tem como objeto a crítica efetuada por Alberto Guerreiro Ramos à sociologia da modernização, sintetizada em dois textos publicados em 1966 e 1967, respectivamente, o livro Administração e estratégia de desenvolvimento: elementos de uma sociologia especial da administração e o artigo “A modernização em nova perspectiva: em busca do modelo de possibilidade”. A análise situa Guerreiro como um ativo integrante periférico de uma controvérsia disciplinar transnacional, avançando o debate tanto no campo do pensamento brasileiro, ao tratar os escritos guerreirianos tardios como peças fundamentais de sua imaginação sociológica, como no campo da história da sociologia, ao examinar o caso no contexto mais amplo da criatividade intelectual periférica.

Leia o artigo de João Marcelo Ehlert Maia em https://www.scielo.br/j/sant/a/nvrD8sPGccyX8tRDwkFnBch/?format=pdf&lang=pt

O artigo propõe um mapa da área acadêmica de estudos do pensamento político brasileiro (PPB) no âmbito da ciência política brasileira. Na primeira seção, o trabalho explica as razões da sua indeterminação terminológica e indaga seus significados conceituais como objeto e disciplina. Como objeto, em sentido lato, o PPB alude ao conjunto de ideologias de que a cultura política do Brasil é composta, apresentadas em um estilo de escrita “periférico”. De um ponto vista estrito, o PPB se refere aos “clássicos” de nossa teoria ou ciência política, escritos antes da institucionalização universitária na década de 1970. Na última seção, considera-se o pensamento político como disciplina universitária dedicada ao estudo da história das ideias políticas no Brasil, descrevendo-se seu desenvolvimento, suas interpretações, seus pesquisadores mais notáveis e seus principais grupos de pesquisa: o mannheimiano, o lukacsiano e o gramsciano. O artigo conclui sugerindo o estreitamento das relações entre PPB e teoria política geral.

Leia o artigo de Christian Edward Cyril Lynch em https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/Dkz6m46wRKBXXw94ZhGVH8y/?format=pdf&lang=pt