Novo Ensino Médio

Objetivamos, no presente artigo, realizar uma análise acerca das contradições postuladas pelo “Novo Ensino Médio” e a integralidade ofertada pela Educação Tecnológica e sua relação com a categoria trabalho, desvelando a influência no processo formativo dos estudantes inseridos nos Institutos Federais brasileiros. Para isso, partimos da análise diagnóstica e descritiva de produções acadêmico-científicas – artigos e resultados de pesquisas, baseadas no método crítico-dialético, e documentos oficiais -. O estudo infere que as dificuldades em torno do Ensino Médio e da Educação Tecnológica Integrada, podem contribuir para a evasão escolar, o contínuo desmantelamento do ensino e para a ampliação das expressões da “questão social”.

Leia o artigo de Luciana Sousa Alves e Marinalva de Sousa Conserva em https://www.scielo.br/j/edreal/a/LMv9kHjBkz7rnsfkvH8Ys6P/?format=pdf&lang=pt

Os resultados das avaliações do Ensino Médio de 1997 a 2017 apresentavam um cenário preocupante em termos de aprendizagem, além de uma elevada taxa de evasão dos estudantes dessa etapa da Educação Básica no Brasil. Muitos desses resultados podiam ser creditados na conta de um currículo engessado, fragmentado e superficial, totalmente focado na preparação para o ingresso no Ensino Superior, e 80% dos jovens de 18 a 24 anos não seguiam o caminho da universidade. Para corrigir essas distorções, a Lei n.13.415/2017 trouxe uma nova proposta de organização do Ensino Médio brasileiro, inserindo nos currículos o desenvolvimento de competências, a interdisciplinaridade, a flexibilização curricular, maior articulação com a educação profissional e a formação em tempo integral, alinhando o Ensino Médio brasileiro às tendências internacionais. Entretanto, antes que fosse completado o ciclo de implementação da reforma proposta em 2017, o MEC encaminhou em 2023 uma proposta de alteração dos principais pontos da Lei n.13.415/2017, que resultou na Lei n.14.495/2024. Este artigo irá discutir os princípios da reforma do Ensino Médio proposta em 2017 e os principais impactos da Lei aprovada em 2024 na forma de oferta dessa etapa da educação básica no Brasil.

Leia o artigo de  Eduardo Deschamps em https://www.scielo.br/j/ea/a/WfF835RPjSqYb49cbf9CNdK/?format=pdf&lang=pt

Garantir que os adolescentes brasileiros permaneçam na escola nos anos finais do ensino médio é o principal desafio para que o Brasil consiga universalizar o acesso à educação básica. Isso porque, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a evasão escolar continua a afetar, sobretudo, jovens na faixa etária dos 15 a 17.

Leia o artigo de Júlia Dias Carneiro em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-48696313