milícia

O atual cenário da criminalidade carioca evidencia uma reconfiguração das linhas de forças, produzindo um encadeamento no qual diversos grupos criminais interagem entre si e com as forças da ordem (harmônica ou desarmonicamente) em busca de controle territorial e recursos econômicos. Tráfico de drogas extorquindo moradores, milícia vendendo drogas ilícitas e acordos de cooperação mútua entre ambos revelam que as fronteiras que operavam a distinção dessas duas organizações têm se ressignificado, produzindo situações e agenciamentos complexos. Esta pesquisa busca, a partir de uma abordagem metodológica que combina análise de discurso midiático e documental com entrevistas e conversas com moradores, compreender como as práticas da milícia Liga da Justiça se modificaram ao longo do tempo e quais os contextos e as consequências dessas mudanças para os moradores da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Leia o artigo de Jonathan Willian Bazoni da Motta em https://www.scielo.br/j/dilemas/a/B3X9ZgV6LPdHSq9YRbkSGYF/?format=pdf&lang=pt

O objetivo deste artigo é fazer uma análise acerca dos movimentos realizados pelos diferentes atores do mundo do crime em um bairro da Zona Oeste na busca por identificar as múltiplas formas de organização dos grupos criminosos em função do controle territorial e da gestão dos ilegalismos que caracteriza a guerra nos territórios em disputa no Rio de Janeiro. Seguimos pistas oferecidas pelo trabalho de campo realizado na Praça Seca e tentamos estabelecer relações entre as disputas pelo controle territorial, ora pela milícia, ora pelo tráfico, nas favelas do bairro com o seu entorno e identificar estratégias acionadas pelos moradores que experimentam o “cerco pelo terror” para manter suas rotinas mesmo nas constantes situações de violência a que estão submetidos.

Leia o artigo de Monique Batista Carvalho e Jonathan Willian Bazoni da Motta em https://www.scielo.br/j/cm/a/GhqHK3vZkbtb8pDppfwzbBG/?format=pdf&lang=pt