Institutos Federais de Ciência e Tecnologia

Diz a metáfora que, se colocarmos um sapo em uma panela de água fervente, ele saltará imediatamente para fora. Mas, se o colocarmos em água fria e aumentarmos gradualmente a temperatura, ele se adaptará até morrer fervido, sem perceber o perigo. Essa fábula, embora biologicamente imprecisa, serve como poderosa alegoria para fenômenos sociais e políticos em que a degradação institucional se instala aos poucos, mascarada por rotinas, discursos e adaptações sucessivas. É essa lógica que parece reger, hoje, o cotidiano dos Institutos Federais de Ciência e Tecnologia (IFs). Não se trata de um colapso súbito ou um ataque frontal à sua existência. O que se vive é um processo progressivo de sucateamento institucional, camuflado sob discursos de eficiência, adaptabilidade e inovação. Fazer mais com menos.

Leia o artigo de Bruno Resck em https://aterraeredonda.com.br/os-institutos-federais-sob-o-regime-da-austeridade/