era digital

No atual momento em que ocorre a passagem da Era industrial para a Era digital, o IBGE tem buscado reorganizar as suas ações frente ao avanço da desinformação estatística e ao esvaziamento da soberania nacional dos dados. Três novos eixos da revolução informacional em curso têm questionado o padrão convencional do Sistema Estatístico Oficial do país. De um lado, observa-se a novidade representada pelas operações em larga escala de dados provenientes de múltiplas fontes. Quando conduzidas por grandes empresas privadas estrangeiras, em geral de caráter oligopolista, as chamadas big techs tendem a esvaziar o papel central do Sistema Estatístico Oficial, rompendo com o tradicional monopólio público sobre a coleta, análise e interpretação de dados. Com isso, parte da soberania nacional sobre a informação estatística é gradualmente transferida ao setor privado. De outro lado, destaca-se também o quanto a inovação trazida pela Inteligência Artificial depende da aprendizagem de máquina (machine learning) que viabiliza o desenvolvimento de algoritmos capazes de aprender automaticamente a partir de grandes volumes de dados. A captura de dados diversos operada por grandes escalas de dados pelas big tech estrangeiras e treinadas de máquinas absorve informações de nacionais privilegiadas para alimentar um modelo de negócio com lucros extraordinários extraídos sem pagamento de impostos, geração de empregos no país e transferência tecnológica. Por fim – mas não menos importante –, emerge a Ciência de dados como um campo interdisciplinar que combina métodos científicos, processos computacionais, algoritmos e sistemas voltados à extração de conhecimento e à interpretação de dados estruturados e não estruturados. Tendo por referência uma trajetória histórica de acontecimentos, correlações e associações de dados, padrões de comportamento e, até mesmo, formas de agrupamento de informações possibilita ampliar o conhecimento a respeito da realidade.

Leia o artigo de Marcio Pochmann em https://aterraeredonda.com.br/politicas-publicas-na-era-digital/

A produção de informações estatísticas e geográficas oficiais constitui um dos elementos centrais da soberania dos Estados modernos. No contexto global contemporâneo, o domínio sobre a coleta, análise e disseminação de dados digitais se tornou um instrumento ainda maior de poder e influência internacional. Diante disso, a diplomacia estatística e geográfica defendida no Brasil corresponde a nova dimensão estratégica da inserção internacional assentada na defesa da independência técnica a pressões externas no campo em disputa da governança global de dados digitais. Por diplomacia estatística e geográfica compreende-se a atuação coordenada do órgão oficial nacional em arenas multilaterais, com o objetivo de harmonizar metodologias, promover a cooperação técnica e influenciar o regime global de governança dos dados digitais na ordem multipolar em construção no ecossistema de informação pública.

Leia o artigo de Marcio Pochmann em https://aterraeredonda.com.br/a-batalha-pelos-dados-e-a-soberania-estatistica-na-era-digital/

Con el pasar de los años se ha ido evidenciando que los cambios culturales y tecnológicos ocurren cada vez en menor tiempo.

(mais…)

Os movimentos sociais assumem novas formas: manifestações e ocupações de massa e repentinas. Com variações em função das situações, apresentam-se como antiautoritários e horizontais.

(mais…)