Educação superior

Existem padrões partidários e ideológicos nas escolhas de políticas públicas para a educação superior? A partir de um modelo adaptado da teoria dos governos partidários, utilizado para explicar o caso dos países desenvolvidos, o artigo verifica se a clivagem esquerda-direita se aplica também ao caso brasileiro. O artigo conclui que a clivagem direita-esquerda explica as escolhas dos governos federais no Brasil para a educação superior, mas que os cálculos dos partidos são diferentes para esse nível de ensino: ampliar o acesso pode ocorrer tanto em governos de direita quanto de esquerda. Quando o nível de acesso ainda era elitizado, governos de centro-direita no Brasil expandiram as vagas, com o cálculo de que os beneficiados de tal política seriam seus potenciais eleitores no futuro. Os governos de esquerda também adotaram a expansão de vagas e incluíram o crescimento privado e a adoção de ações afirmativas com o cálculo de que essa forma de expansão produziria uma inclusão mais rápida de seus potenciais eleitores no futuro, mesmo em um cenário em que o acesso ao ensino superior não estava massificado. Leia o artigo de Sandra Gomes em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/tjkKBM4kwWtx5MMrrhx4NkF/?format=pdf&lang=pt

Desde seu aparecimento, a política de reserva de vagas na educação superior tem suscitado críticas. Uma delas, conhecida como a hipótese da incompatibilidade, argumenta que os estudantes cotistas, possivelmente menos qualificados, enfrentam desafios adicionais para acompanhar os cursos, o que resultaria em maiores taxas de evasão e menores índices de conclusão. Para examinar essa hipótese em um contexto abrangente, conduziu-se uma análise para toda a rede federal de ensino superior. Compararam-se as probabilidades de desligamento e conclusão de alunos cotistas e não cotistas, mediante um modelo logístico multinomial. Além disso, estimaram-se os tempos levados para a conclusão do curso por meio do modelo de sobrevivência de Cox. Não foi encontrado apoio para a hipótese da incompatibilidade.

Leia o artigo de Danilo Braun Santos e outros em https://www.scielo.br/j/aval/a/dgBsq5fgJcZBcGqsqc3kMTM/?format=pdf&lang=pt

O objetivo do artigo é avaliar a evolução recente do acesso da população brasileira à educação superior assim como o perfil dos estudantes tendo em vista o conjunto de políticas públicas direcionadas para a educação superior. (mais…)

O artigo analisa as mudanças políticas que redefiniram e estão redefinindo a educação superior brasileira e faz apontamentos para análise da correlação das forças econômicas com o momento histórico do Brasil, tendo origem na década final do século XX e se estendendo até o ano 2020. (mais…)

Discute-se neste texto a paralisação das atividades de ensino nas universidades federais brasileiras quando da eclosão da pandemia da Covid-19 e em que medida a falta de acesso à internet interditaria a retomada dessas atividades de forma remota. (mais…)

O artigo é dedicado à discussão sobre a cooperação internacional no contexto da educação superior nos países do BRICS.

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Esta pesquisa documenta a incidência de brasileiros jovens diplomados – indivíduos de 22 a 29 anos com educação superior –, mas desinteressados em participar do mercado de trabalho ou desocupados, definidos neste estudo como geração 3D.

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Nos últimos anos, a expansão da educação superior brasileira tem se baseado na modalidade a distância, especialmente em instituições privadas com fins de lucro.

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O artigo objetiva apresentar um panorama do acesso de pessoas com deficiência ao ensino superior no Brasil.

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O estado de Santa Catarina situa-se na terceira posição no ranking dos estados brasileiros, considerando o IDH-M, em documento apontado pelo Pnud. (mais…)