Crescimento econômico

Visando resgatar a importância demográfica e social associada ao crescimento econômico, esta pesquisa decompôs as oscilações do PIB per capita brasileiro entre 2006-2019 (com diferentes desagregações territoriais), em termos da produtividade (PROD), mobilização dos recursos humanos (MRHD) e força de trabalho potencial (FTP). Assim, avaliaram-se os impactos reais (baseados na própria decomposição) e potenciais (via cenários ótimos) de cada indicador sobre o crescimento econômico, bem como seus graus de correlação regional, taxas de convergência e determinantes locais (mediante estimativas econométrico-espaciais e variáveis adicionais de controle). Os resultados indicam que, apesar da queda na produtividade, o crescimento foi sustentado por avanços na MRHD e, em menor escala, na FTP. Embora melhorias na MRHD possam gerar altas taxas de crescimento, em relação aos demais componentes, esse indicador obteve os maiores índices de correlação regional e as menores taxas de convergência. Apesar do habitual foco dado à produtividade, os modelos voltados à MRHD e à FTP obtiveram maior poder explicativo, sugerindo que seria possível propor políticas, com razoável confiança estatística, que fomentassem o uso mais adequado desses indicadores, com promissores impactos sobre o crescimento e a redução das desigualdades regionais.

Leia o artigo de Hairiny Arruda Caires e Vinícius de Azevedo Couto Firme em https://www.scielo.br/j/rec/a/kTmCTVMDVLDvX3cxrymLvYt/?format=pdf&lang=pt

Este estudo teve como objetivo analisar em que medida o crescimento socioeconômico e o acesso ao saneamento básico influenciam no desenvolvimento socioeconômico municipal da região Norte do Brasil, mensurado pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM). Para isso, foi utilizado um painel de dados entre os anos de 2005-2016, analisados através das técnicas de estatísticas descritivas e regressão quantílica. Os resultados demonstraram que o atendimento com os serviços de esgotamento sanitário e abastecimento de água ainda estão distantes da universalização, ensejando políticas públicas de expansão do acesso. Nos modelos de regressão analisados, verificou-se que os PIBs setoriais influenciam positivamente no desenvolvimento na maioria dos quartis analisados. Já os serviços de saneamento básico tiveram resultado diferente do esperado: o abastecimento de água se mostrou associado negativamente ao IFDM, o que pode ser atribuído à queda no percentual da população atendida entre 2005 e 2013. Já o esgotamento sanitário influencia positivamente o IFDM somente nos municípios menos desenvolvidos, o que pode estar associado ao baixo provimento desses serviços na região. Este estudo joga luz para a necessidade de políticas públicas que tenham como intuito a ampliação do acesso ao saneamento na região, com ênfase nos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, possibilitando melhorias nos índices de desenvolvimento e contribuindo para a majoração na qualidade de vida dos cidadãos.

Leia o artigo de Bárbara Tavares de Paula e outros em https://www.scielo.br/j/inter/a/7mg8xwsDh7KcnzJCL75SGnk/?format=pdf&lang=pt

Este artigo oferece uma breve reflexão sobre a natureza do investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no Brasil. Seu objetivo é proporcionar alguns insumos para avançar no debate sobre esse tema na sociedade brasileira. Desde 1999, o Brasil tem aumentado de maneira consistente o seu investimento em P&D, considerado um dos insumos para inovação e produtividade. Porém, tal esforço tem gerado resultados limitados. Esses resultados limitados não parecem refletir mera insuficiência de investimentos em inovação no Brasil, mas a maneira e a eficácia de sua implementação.

Leia o artigo de Carlos Ivan Simonsen Leal e Paulo N. Figueiredo em https://www.scielo.br/j/rap/a/th4kPMNYksKFkZDwSdWs7Zj/?format=pdf&lang=pt

Este estudo abordou os efeitos da infraestrutura de Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs) no crescimento econômico global, analisando uma amostra de 122 países de 2005 a 2017. A metodologia, seguindo Hansen (1999), segmentou a amostra com base no PIB per capita, revelando impactos distintos das TICs, dependendo do valor threshold específico de cada país. A banda larga, no primeiro regime, não mostrou significância estatística, enquanto as assinaturas móveis de celular e banda larga, no segundo regime, apresentaram coeficientes mais expressivos. No terceiro regime, essas assinaturas mantiveram um impacto positivo, embora com efeito menor. A análise dos fatores macroeconômicos revelou que o comércio impacta negativamente os países dos dois primeiros regimes, o desemprego tem maior impacto no segundo regime, e as despesas de consumo final das administrações públicas afetam todos os regimes, decrescendo com o aumento do PIB per capita. As implicações teóricas enfatizam a necessidade de abordagens flexíveis na formulação de teorias sobre a relação entre TICs e crescimento econômico. Nas implicações práticas, destacam-se recomendações para políticas de investimento em TICs, adaptação de políticas comerciais conforme os regimes de threshold. Os resultados indicam que políticas de investimento em infraestrutura de TICs podem efetivamente impulsionar o crescimento econômico. As contribuições científicas incluem o refinamento de modelos exploratórios, a validação empírica da relevância global das TICs e o apoio ao desenvolvimento de políticas embasadas em evidências. Apesar das contribuições, são reconhecidas limitações relacionadas ao acesso a dados completos, sugerindo futuras pesquisas para aprofundamento.

Leia o artigo de Marco Aurélio Vieira e Paulo Sergio Ceretta em https://www.scielo.br/j/ecos/a/7CcgDHsJYgjKCkgTHMKbLXK/?format=pdf&lang=pt

A ascensão econômica da China, que dura há décadas, continua inabalável, apesar da má vontade e das previsões pessimistas de uma desaceleração acentuada e até mesmo de uma crise, vindas de instituições e economistas ocidentais. E, mais importante ainda, apesar das sanções econômicas e da pressão política aplicadas pelos Estados Unidos nos últimos anos. A economia chinesa continua notavelmente resiliente. Desacelerou, mas continua a expandir-se a um ritmo apreciável de cerca de 5% ao ano. Apostar contra a China revelou-se um empreendimento malfadado.

Leia o artigo de Paulo Nogueira Batista Jr em https://www.nogueirabatista.com.br/2024/03/08/a-ascensao-economica-da-china-continua-a-desafiar-previsoes-pessimistas/

Este artigo busca discutir a problemática do baixo crescimento brasileiro à luz das contribuições do professor Luiz Carlos Bresser-Pereira. Essa preocupação sobre trajetórias sustentadas de crescimento e a armadilha da renda média tem sido fonte de importantes e originais reflexões do autor para o debate econômico, ampliando o alcance das ideias heterodoxas e desenvolvimentistas nos cenários doméstico e internacional. As reflexões, que combinam aspectos teóricos e normativos, estão assentadas, em grande medida, na coordenação entre fomento à indústria e políticas macroeconômicas para promoção do crescimento.

Leia o artigo de Roberto Alexandre Zanchetta Borghi em https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/90177/85347

A economia brasileira cresceu 2,9% em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), depois de uma alta de 3% em 2022, informou o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). Embora o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) esteja em linha com as projeções mais recentes, a taxa ficou, mais uma vez, acima do que os analistas esperavam no início do ano. No começo de 2023, a expectativa era de que o crescimento do ano não chegaria a 1%, segundo o Boletim Focus do Banco Central. Em 2022, as projeções também tinham se mostrado mais pessimistas do que o crescimento depois verificado naquele ano. O “bônus da agropecuária” – ou seja, o desempenho do setor acima do esperado, principalmente da soja – foi fundamental para o resultado de 2023, aponta a economista Juliana Trece, coordenadora do Monitor do PIB da FGV (Fundação Getulio Vargas). Também reforçaram o resultado o desempenho de serviços e da indústria extrativa. Leia o artigo de Laís Alegretti em https://www.bbc.com/portuguese/articles/czk50133n8yo

El presente artículo expone la evolución del concepto de desarrollo, cuyo germen antecede al surgimiento de la Economía como ciencia, presentando de forma resumida las teorías que tuvieron mayor reconocimiento por sus contribuciones, revelándose, a través de la investigación bibliográfica, los hitos que marcaron avances significativos en el conocimiento sobre este fenómeno social,

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A literatura de desenvolvimento regional salienta a influência das externalidades jacobianas nas trajetórias de crescimento econômico. (mais…)

Em democracias incompletas, instáveis, o PIB per capita cresce 20% menos no longo prazo, constatou pesquisa que analisou dados de mais de 160 países de 1960 a 2018, dos economistas Fabrizio Coricelli, professor da Paris School of Economics, Marco Frigerio, da Universidade de Siena, e Nauro Campos, professor da Economics University College London. (mais…)