controle

O presente artigo aborda as dinâmicas de orçamento e controle que vêm se desenvolvendo nos governos locais, com especial atenção à complexa relação entre controle financeiro e não financeiro à luz de diferentes paradigmas no campo da administração pública, a saber: a Administração Pública Tradicional, a Nova Gestão Pública e a Nova Governança Pública. Por meio de um exame crítico de como cada paradigma molda os processos orçamentários e as expectativas em relação ao controle e à prestação de contas, o estudo revela as tensões que emergem, particularmente em contextos onde os paradigmas coexistem. Enquanto isso, controles não-financeiros pedem o envolvimento inclusivo das partes interessadas, mecanismos de orçamento participativo e avaliações abrangentes de resultados sociais e ambientais. Finalmente, o processo de digitalização acrescenta ainda mais complexidade a esse cenário, uma vez que oferece ferramentas de controle inovadoras, ao mesmo tempo em que potencialmente agrava desigualdades já existentes. Defendemos aqui uma abordagem holística e integrada, que concilie práticas financeiras orientadas à eficiência com demandas de governança centradas nas partes interessadas, visando aprimorar o controle, a transparência e o impacto sustentável dos governos locais.

Leia o artigo de Emanuele Padovani e André Lino em https://www.scielo.br/j/cgpc/a/mvtKSzSHkSFKDbmxcBs8tXs/?format=pdf&lang=en&ilang=pt_BR

Este estudo tem como objetivo analisar o controle e seus desdobramentos a partir da percepção de servidores públicos. O referencial teórico baseia-se na definição de controle proposta por Dahl e Lindblom (1971), bem como nos desdobramentos discutidos por Anechiarico e Jacobs (1998), Kwon (2014) e Kessler e Leider (2016), entre outros autores que abordam as dimensões social, administrativa e econômica do fenômeno. Para alcançar o objetivo proposto, foi realizada uma análise qualitativa com base em entrevistas com servidores públicos federais, selecionados por meio da técnica de amostragem em bola de neve. As entrevistas foram examinadas por meio da análise de conteúdo dedutiva e da análise de sentimentos. Os resultados confirmam a multiplicidade dos desdobramentos do controle e a ocorrência simultânea de efeitos percebidos nas diferentes dimensões. O estudo contribui para a literatura ao evidenciar desdobramentos identificados pelos gestores, os quais podem reduzir os esforços dos burocratas, levando à paralisia decisória, distorções na alocação de recursos e políticas, bem como ao enfraquecimento do controle social.

Leia o artigo de Bruno Santos de Oliveira e Caio César de Medeiros Costa em https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/92251/90591

O estudo procurou identificar as principais barreiras à implementação do Programa Mais Médicos (PMM) no contexto dos municípios que aderiram à política pública. (mais…)

Este estudo visa evidenciar os esforços empreendidos pelos Tribunais de Contas (TCs) brasileiros no período de pandemia do coronavírus a fim de colaborar com seus jurisdicionados, seus servidores e a sociedade para o enfrentamento de seus efeitos. Entre as ações processuais, destacam-se as suspensões de Sessões Plenárias ou das Câmaras, dos prazos processuais e da remessa das prestações de contas. (mais…)

Enquanto o Ocidente se desespera para lidar com a Covid-19 —Espanha, Itália, França e EUA registram centenas de mortos diariamente pela doença causada pelo novo coronavírus, a Ásia exibe números de fazer inveja. (mais…)

As principais armas com as quais o mundo luta hoje contra a pandemia de coronavírus remontam ao século XIX. Ao contrário do que se possa pensar, não há razão para deixar de usá-las. (mais…)