conservadorismo

No governo Bolsonaro, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos de Damares Alves erradicou a perspectiva de gênero de sua estrutura interna e atuação, insistindo nas ideias de “mulher” e “família” como foco de trabalho. A presente pesquisa vem mapeando essa construção de uma nova gramática que disputa o próprio sentido de “direitos humanos” deslocando objetos e investindo na criação discursiva de um novo problema social (o enfraquecimento dos laços familiares), ao passo que posiciona a “família” como ferramenta na solução de problemas sociais já legitimados como tais (como a violência doméstica). Este trabalho descreve um dos fenômenos encontrados nesse estudo: a sistemática utilização de categorias do senso-comum em oposição a categorias científicas para o embasamento de políticas públicas.

Leia o artigo de Marília Moschkovich em https://www.scielo.br/j/ea/a/JQJG5mpYCxct5dT5MYnJCJP/?format=pdf&lang=pt&ilang=pt_BR

Este artigo teve como objetivo analisar como os discursos oriundos da extrema-direita sobre educação são compreendidos pelos eleitores conservadores. Por meio de minigrupos focais com professores, mães e pais de estudantes da rede pública classificados como conservadores moderados, buscou-se compreender: até que ponto esses discursos são conhecidos, e qual é o grau de aderência a esses temas de um eleitor médio. Os tópicos abordados incluíram: homeschooling, militarização das escolas, entre outros. Concluiu-se que há pouca familiaridade e baixo conhecimento sobre os temas abordados, com algumas exceções. Apesar de a linguagem e de o pensamento conservador permearem os discursos de forma geral, é possível identificar nuanças e contradições nas crenças e opiniões desse público.

Leia o artigo de Breno Barlach e Isadora Castanhedi em https://www.scielo.br/j/es/a/7Ns483LKqz9knZ7CT3zr6MB/?format=pdf&lang=pt

O artigo analisa os componentes ideológicos baseados em preferências sobre temas políticos do eleitor que apoia Jair Bolsonaro. (mais…)

Policiais e militares têm migrado para a política partidária desde a democratização no Brasil. (mais…)

O objetivo deste artigo é evidenciar como os pesquisadores brasileiros abordaram as políticas públicas participativas nos últimos anos, elaborando algumas categorizações teóricas sobre as experiências participativas a partir da literatura relevante, para em seguida avaliar seus limites diante das transições e dos dilemas do contexto político, especialmente no que se refere às mudanças no perfil do neoliberalismo.

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