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Nas últimas décadas o capitalismo passou por diversas transformações na esfera produtiva e tecnológica, sejam essas relacionadas às novas tecnologias em áreas de comunicação e informação, ou à infraestrutura dos sistemas de informação, inovações na inteligência artificial, empresas digitais e de plataforma. Todas essas mudanças vêm moldando a forma pela qual a acumulação de capital opera e também a relação entre os países dentro da hierarquia interestatal. Partindo de elaborações teóricas clássicas e atuais sobre a dependência latino-americana – e com foco nas transformações produtivas e tecnológicas -, este trabalho visa a investigar como a dependência do continente se apresenta atualmente diante desta nova conjuntura e quais suas diferentes formas de manifestação. Os resultados do trabalho apontam para o quadro em que, enquanto países centrais, e alguns emergentes como a China, avançam na fronteira destas novas tecnologias, outros, como os latino-americanos, permanecem na mesma posição histórica de fornecedores de matérias-primas e também na posição mais recente de consumidores destas novas tecnologias.

Leia o artigo de Valéria Lopes Ribeiro em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/ES/82/09_RIBEIRO.pdf

Este Texto para Discussão tem como objetivo fazer uma abordagem sistêmica da complexidade emergente das interações econômicas e financeiras entre os diversos componentes socioeconômicos como setores institucionais – famílias, empresas não financeiras, governos, bancos e o resto do mundo – no cenário econômico capitalista contemporâneo. A metodologia empregada foi a análise das interconexões digitais entre fluxos de renda e acumulação de estoque da riqueza financeira. O principal resultado alcançado foi “rever os conceitos” diante da nova realidade, muito diferente da existente na fase da indústria nascente no Brasil. O capital privado-nacional não possui suficientes participações acionárias de investidores brasileiros e nem tecnologia autônoma para competir na geoeconomia contemporânea sem ter associações com capital estrangeiro.

Leia o artigo de Fernando Nogueira da Costa em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD472.pdf

O principal objetivo do presente trabalho, que adota uma perspectiva de economia política, é contribuir para um debate sobre trajetórias alternativas para os bancos centrais e para a política monetária no século XXI. A urgência de lidar com a instabilidade financeira, a inflação, as desigualdades crescentes e com as questões ambientais aponta para a necessidade de reconfigurar o papel dos bancos centrais e das instituições monetárias, para que possam atuar de forma mais abrangente. Se, por um lado, é fato que o conjunto de reformas que são necessárias para assegurar a sustentabilidade de nossa sociedade excede o escopo de atuação dos bancos centrais, por outro é crucial reconhecer que os bancos centrais possuem um poder muito significativo, que deve ser exercido em prol da sociedade. Consequentemente, sem a adoção de uma abordagem mais adequada em relação à moeda e sua governança, existe um risco considerável de que políticas cruciais para enfrentar questões prementes possam permanecer sem implementação.

Leia o artigo de Simone Deos e Fernanda Ultremare em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD471.pdf

O Regime de Metas de Inflação do Brasil visa a estabilidade dos preços, ajustando a taxa de inflação ao centro da meta oficial. O principal canal de transmissão da política monetária suposto nesse regime é o controle da demanda agregada. Quando a inflação está acima da meta, o Banco Central eleva a taxa Selic, reduzindo o consumo e o investimento, o que aumenta o desemprego e, com isso, diminui a pressão inflacionária. É crucial que o Banco Central, portanto, adote uma estratégia antecipada para minimizar o custo social da política monetária.

Leia o artigo de Ribeiro, R. S. M e outros em https://madeusp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/npe057-taxaselic.pdf

Hoje, nas redes sociais, quando o assunto é economia brasileira, parecem existir dois mundos completamente diferentes. De um lado, aqueles que exaltam o desempenho recente e atribuem ele totalmente à política econômica atual, desdenhando dos alertas feitos por vários analistas e pelos preços dos ativos brasileiros sobre a sustentabilidade disso ao longo do tempo. Do outro lado, estão aqueles que querem fazer parecer, muito por conta da expressiva depreciação cambial observada em 2024 (metade dela explicada por fatores fora de nosso controle), que estamos em grave crise econômica e que o bom desempenho seria “fake”, envolvendo até mesmo manipulação de estatísticas pelo governo. Qual dessas narrativas está mais próxima da verdade? A realidade é muito mais cheia de nuances do que sugere o debate raso e polarizado das redes sociais, que reflete muito mais torcida, a favor e contra.

Leia o artigo de Bráulio Borges em https://www1.folha.uol.com.br/colunas/braulio-borges/2025/01/afinal-esta-tudo-otimo-ou-estamos-em-crise-economica.shtml

Setor de serviços segue como um dos principais motores de crescimento da economia, com altas previstas de 3,7% e 2,4% em 2024 e 2025, respectivamente.

Leia o artigo de Claudio Roberto Amitrano e outros em https://www.ipea.gov.br/cartadeconjuntura/wp-content/uploads/2024/12/241218_cc_65_nota_24_visao_geral_da_conjuntura.pdf

O aumento do dólar gera dois impactos principais: piora no poder de compra das famílias, devido à alta dos preços, e aumento nos custos para as empresas. Mas este movimento afeta de forma diferente os consumidores e os setores produtivos. Para os consumidores, o impacto vai além dos produtos importados, pois os preços de bens industrializados também sofrem com o aumento dos custos de insumos. Já as empresas enfrentam pressões adicionais, tanto nos custos de produção quanto no pagamento de dívidas em moeda estrangeira.

Leia o artigo de Daniel Gallas e Rute Pina em https://www.bbc.com/portuguese/articles/crk0j7p35x2o

Este artigo se dedica a compreender como as fronteiras que delimitam o que é a Economia têm sido definidas. Para tanto, são identificadas e analisadas as relações estabelecidas entre ortodoxos e heterodoxos e entre ortodoxos, heterodoxos e os demais agentes do campo. A exemplo de outros estudos, os programas de pós-graduação da PUC-Rio e da FGV-Rio, de um lado, e da UFRJ e da Unicamp, de outro, foram tomados, respectivamente, como os representantes paradigmáticos da ortodoxia e da heterodoxia. O mapeamento das redes de interações mostra que, em que pese a importância da oposição entre o liberalismo neoclássico e seus críticos, o processo contínuo de disputas em torno dos limites definidores da Economia é complexo e multifacetado. Em vez de se encerrar exclusivamente no enfrentamento entre dominantes e não dominantes, o campo abriga ortodoxos e heterodoxos de variadas matizes, em diferentes situações.

Leia o artigo de Francisco Marques em https://www.scielo.br/j/dados/a/wydvF939TQ9Tnvk8BT4PGQs/?format=pdf&lang=pt

Este artigo discute a aplicabilidade de políticas econômicas e outras ações governamentais desenvolvimentistas às economias financeirizadas. Mobiliza os princípios regulacionistas teórico-metodológicos para uma macroanálise histórica e institucional. Após uma breve revisão dos conceitos da Escola da Regulação, incluindo o “regime de política econômica” (Théret, 1992, Lordon, 2002, Boyer, 2015), o caso brasileiro é analisado como um exemplo notável de compatibilidade institucional com a acumulação rentista-financeira em detrimento da acumulação de capital fixo produtivo. Vários indicadores deste caso são apresentados.

Leia o artigo de Miguel Bruno e Leda Maria Paulani em https://www.scielo.br/j/rep/a/XNnjKHckFD6frvrZMZSsXPD/?format=pdf&lang=en

O objetivo deste trabalho é analisar a ascensão da política de apoio às exportações e ao investimento externo brasileiro durante os governos Lula e Dilma (2003-2016), bem como seu esvaziamento como política estatal nos governos Temer (2016-2018) e Bolsonaro (2019-2022). Na primeira parte, apresentamos as abordagens teóricas e metodológicas utilizadas para entender a internacionalização de empresas no âmbito da política externa brasileira entre 2003 e 2016. Na segunda, demonstramos os principais instrumentos de apoio estatal à internacionalização de empresas nacionais nesse período. Na terceira, selecionamos elementos da política externa brasileira para África e América Latina como interface para a inserção de empresas nacionais nesses mercados. Por fim, analisamos como elementos de conjuntura econômica e política que ajudam a entender o esvaziamento do apoio estatal à internacionalização de empresas nacionais nos governos Temer e Bolsonaro, como a substituição da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP) pela Taxa de Longo Prazo (TLP) nos novos contratos do BNDES.

Leia o artigo de Robson Coelho Cardoch Valdez em https://www.scielo.br/j/rep/a/TTDMkVPKPQGmXbFH8wqfMYc/?format=pdf&lang=pt