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O presente artigo tem como objetivo compreender os processos de inovação social engendrados pelas práticas de agricultura urbana na cidade de Florianópolis. Apresentamos os resultados de um estudo de caso qualitativo intrínseco, realizado tendo como referência uma perspectiva pragmatista e o quadro analítico-metodológico da etnografia de arenas públicas. A partir de uma cartografia do campo de práticas de agricultura urbana na cidade, identificamos três grandes dinâmicas de inovação social situadas em três diferentes arenas públicas: a dos resíduos sólidos orgânicos, a do direito humano à alimentação adequada e a dos ciclos de produção e consumo. Os resultados auxiliam a compreensão da complexidade dos processos de inovação social e suas implicações para a governança na cidade.

Leia o artigo de André Augusto Manoel e Carolina Andion em https://www.scielo.br/j/cm/a/mDXxYcXhqBGqBBX4mh5FsRf/?format=pdf&lang=pt

As cidades inteligentes estão emergindo como um tópico de pesquisa científica em rápido crescimento, grande parte do conhecimento gerado é principalmente de natureza tecnológica. O objetivo desta pesquisa foi identificar como os artigos científicos que abordam o tema cidades inteligentes sob a ótica da inovação e tecnologia. A Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) tem grande potencial para melhorar a qualidade de vida da população que vive em cidades inteligentes, a inovação sempre foi significativa para a competitividade, sendo vital para cidades inteligentes e destinos turísticos. O desenvolvimento sustentável e inteligente das cidades deve ser desenvolvido com base em princípios específicos: sinergia, criatividade e circularização.

Leia o artigo de Luan Carlos Santos Silva e outros em https://www.scielo.br/j/reaufsm/a/55tg3mjFmV5twbQvJQ7cSVR/?format=pdf&lang=en

O presente artigo propõe uma abordagem integrada para a análise de políticas públicas. Considerando que a observação histórica de diferentes tipos de políticas públicas vem mostrando a ocorrência de aspectos comuns em todas elas, a proposta de análise assume que se trata de relações estruturadas e recorrentes. Assume, também, que é possível apreender os elementos primários que compõem tais relações verificando o grau de organicidade, coerência e consistência que se estabelece entre eles. As “estruturas elementares” são examinadas em quatro dimensões: formal, substantiva, material e simbólica. O conceito de políticas públicas tem um caráter evolutivo. Do mesmo modo, a análise das suas estruturas elementares deve refletir as mudanças verificadas ao longo do tempo.

Leia o artigo de Geraldo Di Giovanni em https://econtents.bc.unicamp.br/inpec/index.php/rbest/article/view/17389/13257

As interações entre os diversos atores envolvidos na construção e implementação de uma política pública ocorrem de maneira frequente e contínua. Em vista disso, essas interações tendem a ser institucionalizadas, estabelecendo-se regras formais e informais, arenas de deliberações, jurisdições e procedimentos para as decisões e ações conjuntas, o que caracteriza a governança em rede. Este estudo buscou compreender a estrutura e os mecanismos da governança em rede na implementação de políticas públicas para crianças e adolescentes. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa, utilizando-se como fonte de dados pesquisa documental e entrevistas semiestruturadas. Os resultados apontam para uma rede com coordenação centralizada no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), e baixa formalização. No que tange à estrutura da rede e aos mecanismos de governança, constatou-se que o CMDCA é um ator central que realiza ações de coordenação, controle/monitoramento e incentivo. A coordenação se dá basicamente por meio de reuniões mensais, controle por meio da fiscalização das entidades cadastradas e do repasse de informações, e o incentivo ocorre por intermédio do suporte disponibilizado por recursos, intermediações e informações. O estudo contribui com a discussão sobre o papel da governança em rede na produção e implementação de políticas, oferecendo insights úteis e ferramentas conceituais para possibilitar uma melhor compreensão sobre esse arranjo estrutural.

Leia o artigo de Andréia Lopes Cirino Cirino e outros em https://periodicos.fgv.br/cgpc/article/view/89644/85237

Vivemos em um mundo inegavelmente digitalizado. Nele, compreender e implementar um processo de Transformação Digital tornaram-se fatores primordiais para a maioria das organizações. Devido à sua relevância e atualidade, a Transformação Digital surge como um tema de grande interesse. A academia destaca a necessidade de um melhor entendimento dos seus requisitos e orientações estratégicas. Nesse contexto, pesquisadores sinalizam a necessidade de construir uma abordagem centrada em como transformar digitalmente modelos de negócio, e de definir quais capacitadores, fases e instrumentos precisam ser considerados. Diante disso, foi desenvolvido este estudo, cujo objetivo foi definir dimensões base para a implementação da Transformação Digital considerando um conjunto de tecnologias aderentes ao conceito de Indústria 4.0. A abordagem metodológica escolhida para o desenvolvimento do estudo foi a pesquisa processual, o método foi a pesquisa descritiva, e de impacto. Ademais, o estudo foi desenvolvido por meio de uma pesquisa exploratória e descritiva, de caráter bibliográfico e documental, concretizado via revisão da literatura. Com a realização da pesquisa, identificaram-se três direcionadores e nove dimensões que podem servir como base para o processo de Transformação Digital em uma organização. Este estudo permitiu construir um modelo preliminar que poderá servir como base para um mapeamento do processo de implementação da Transformação Digital em estudos futuros e poderá auxiliar as organizações a aperfeiçoar seus processos e ações rumo a esta era de inovação.

Leia o artigo de Cristiane Mascarenhas Leite e outros em https://periodicos.fgv.br/cadernosebape/article/view/92099/86403

Este artigo analisa as candidaturas coletivas a partir da literatura sobre a interação entre partidos políticos e movimentos sociais. Pergunta: quais características das candidaturas coletivas, dos porta-vozes e dos eleitos? O que elas nos dizem sobre a interação entre movimentos sociais e partidos políticos? Apresenta um banco de dados de 319 candidaturas participantes das eleições municipais de 2020 e análise qualitativa e quantitativa do perfil dos porta-vozes: gênero, raça, idade, escolaridade, estado civil, distribuição nas unidades federativas, vínculos e infraestrutura organizacional dos movimentos e dos partidos, e recursos de campanhas. Por meio da mútua fertilização entre literaturas, o artigo argumenta que as candidaturas coletivas apresentam uma nova forma de interação entre movimentos sociais e partidos políticos, ao mesmo tempo, oferece uma caracterização detalhada das candidaturas coletivas a partir de uma leitura do seu conjunto. O artigo também tensiona alguns pressupostos que relacionam as candidaturas coletivas exclusivamente com a inclusão de grupos minorizados, novos ativismos e pautas interseccionais.

Leia o artigo de Débora Cristina Rezende de Almeida em https://www.scielo.br/j/dados/a/9VsssQPNdJWBz7jKgxcTtLm/abstract/?lang=pt

O avanço da fronteira agrícola sobre reservas ambientais e territórios tradicionais tem estado no debate público desde o início do governo Bolsonaro. Quem tem o direito legítimo de pleitear terra é um dos elementos centrais na disputa de narrativas em torno da política agrária. Este artigo tem como objetivo explicar a controvérsia recente sobre a mudança na legislação de regularização fundiária promovida pela bancada ruralista e pelos setores do agronegócio que ela representa. Para tanto, parto de contribuições teórico-metodológicas advindas do campo dos estudos sociais da ciência e tecnologia e do campo da sociologia da capacidade crítica para analisar uma disputa pública no Legislativo. Essa abordagem traz ganhos analíticos na medida em que toma como objeto a controvérsia, descentrando a variável explicativa dos atores e estruturas. Em torno da disputa se constituíram duas heterogêneas articulações que buscaram sustentar suas posições utilizando grandezas como a preservação ambiental e a justiça ao pequeno proprietário. O trabalho identifica quais têm sido as estratégias de legitimação do direito à terra e discute como elas se relacionam com o tratamento da questão ambiental e com uma racialização do acesso à terra, na forma do discurso de desenvolvimento e produtividade.

Leia o artigo de Camila Penna de Castro em https://www.scielo.br/j/dados/a/4ShRdfkdcCBxLL75spR7Mnc/?format=pdf&lang=pt

O presente artigo procura fazer um percurso por diferentes latitudes do globo para averiguar como foi pensada a expansão urbana ao longo do século XX. A proposta retoma uma série de autores e conceitos que abriram caminhos para pensar como caracterizar as áreas de expansão das cidades, com um interesse que enfatiza tanto as formas espaciais quanto as relações sociais. Começa com o crescimento das periferias no processo de industrialização europeu na virada do século XX, para chegar logo ao modelo urbano difuso que se estende nos países do norte global desde meados do século XX. O conceito de espaço periurbano é trabalhado em seus origens e controvérsias, em tanto coloca no centro o conflito da expansão do urbano sobre o rural. Finalmente, se abordam as leituras surgidas na América Latina em torno a expansão urbana, com foco nos debates sobre como caracterizar as transformações do último terço do século XX.

Leia o artigo de Florencia Musante em https://www.scielo.br/j/geo/a/MwHBg48g58DcNsjfFtLzQCq/?format=pdf&lang=pt

Este artigo faz uma análise sobre a política externa do governo Bolsonaro e os interesses da burguesia interna brasileira. A hipótese é que a burguesia interna teria apoiado o Golpe de 2016 e a eleição de Jair Bolsonaro em 2018, mas, ao longo dos anos, passaram a apresentar resistências em relação às práticas políticas do governo e às pressões externas sobre a política ambiental e as ameaças contra a democracia. Realizamos uma pesquisa empírica nos documentos de posição das principais entidades patronais da burguesia interna com foco nas seguintes pautas: i) acordo Mercosul-UE, ii) ingresso na OCDE, iii) reforma da Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul, e iv) política ambiental. Conclui-se que ao longo do mandato existiram conflitos no interior da burguesia interna, e ao final, passou a existir uma mudança dos interesses dessa fração que, ao lado de outros elementos, podem explicar a derrota eleitoral de Jair Bolsonaro em 2022.

Leia o artigo de Tatiana Berringer e Gustavo Rocha Botão em https://www.scielo.br/j/cint/a/V8vfbqY8QNB5vLFHdsVYf8x/?format=pdf&lang=en

Após ter se tornado o principal parceiro comercial do Brasil em 2009, a China passou a exercer papel fundamental sobre a entrada de investimentos em setores estratégicos da economia brasileira. Durante os anos de 2005 a 2022, o IED acumulado chinês no país atingiu a marca de US$ 79 bilhões, com predominância em petróleo e gás (37%) e energia elétrica (33%). Diante desse quadro, o objetivo do artigo consistiu em analisar a intensificação dos investimentos da China no Brasil, tomando por base as estratégias mais amplas de internacionalização do capital chinês. O estudo identificou uma concentração maior em setores de energia, o que, por um lado, deriva não apenas da busca chinesa por tais recursos mundo afora, mas também de características do Brasil no período estudado, e que, por outro, implica em formas distintas de participação do capital chinês no país, seja via fusões e aquisições, como no setor elétrico, ou concessões de exploração, no caso de petróleo e gás.

Leia o artigo de Higor de Freitas e Roberto Alexandre Zanchetta Borghi em https://www.economia.unicamp.br/images/arquivos/artigos/ES/82/08_FREITAS_ET_AL.pdf