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Este artigo analisa a relação entre o ceticismo profissional dos auditores internos e a percepção de riscos nos controles internos. Os auditores internos têm conhecimento do funcionamento e ambiente da empresa, de modo que têm como premissa a prevenção e identificação de sinais de erros, fraude, riscos e fraquezas no sistema de controle interno. Ainda que a literatura não enfatize o tema na auditoria interna, o auditor interno deve manter um ceticismo profissional nos trabalhos da auditoria, sobretudo em um ambiente que apresenta uma independência reduzida. Dada a relevância do ceticismo profissional nos trabalhos de auditoria, os auditores internos também devem adotar uma atitude cética, auxiliando na prevenção e identificação de sinais de fraude, riscos e fraquezas no sistema de controle interno. Pesquisas relacionando o traço cético do auditor com a capacidade de percepção de riscos nos controles internos trazem uma contribuição importante para as organizações, já que as empresas podem sofrer perdas significativas em decorrência de fraudes ou ineficiência dos processos internos. Esta é uma pesquisa de perspectiva dedutiva, abordagem metodológica positiva e com método de coleta de dados survey. O ceticismo profissional dos auditores internos foi mensurado por meio do questionário de Hurtt (2010). Para a variável de percepção de riscos foram elaborados 10 cenários com base em pesquisas de Deloitte (2015), Ge e McVay (2005) e KPMG (2000). O nível de ceticismo profissional tem uma relação positiva com a percepção de riscos nos controles internos. Esses achados contribuem para as organizações fortalecerem essas características nos auditores internos, visto que a percepção dos riscos nos controles internos pode evitar que o risco se materialize e caracterize uma deficiência de controle interno ou fraude. Ressalta-se a contribuição teórica com a apresentação dos cenários como medida de percepção de riscos em controles internos.

Leia o artigo de Emilly Stein e Paulo Roberto da Cunha em https://www.scielo.br/j/rcf/a/wqRjynYgnYMbP4XLHm79GTK/?format=pdf&lang=pt

A ascensão da Revolução 4.0 suscita diversas questões de pesquisa, no campo da liderança não poderia ser diferente. Uma das questões mais proeminentes nesse campo gira em torno dos atributos requeridos ao líder no contexto da Revolução 4.0. Portanto, este estudo buscou captar e mensurar a percepção de pesquisadores e executivos brasileiros sobre os principais atributos requeridos ao líder na era digital. Originalidade/valor: O estudo é relevante ao fornecer luzes em relação às competências requeridas ao líder na era digital, identificando atributos importantes para uma liderança efetiva. Design/metodologia/abordagem: Primeiramente foi realizado extenso mapeamento da literatura, resultando em um modelo teórico do Líder Digital em torno de quatro dimensões: i) relacional, ii) foco em pessoas, iii) digital, iv) inovação e adaptabilidade. Posteriormente, pesquisa quantitativa foi aplicada junto a 77 executivos e 14 dos pesquisadores que mais publicaram na área de liderança no Brasil. Leia o artigo de Daniela Martins Diniz e outros em https://www.scielo.br/j/ram/a/CjjgXNrrSDrS7JZV6rpMQdN/?format=pdf&lang=en

O desenvolvimento das tecnologias móveis tem contribuído para a transformação da maneira como os governos entregam seus serviços e, como consequência, o governo móvel ou mobile government impacta a forma como os cidadãos se relacionam com os serviços públicos. Dentro desta perspectiva, este artigo propõe, por meio de uma abordagem qualitativa multi-método, identificar e analisar aspectos de mobile government no desenvolvimento e implantação do aplicativo InvestSUS, no contexto do Ministério da Saúde brasileiro. Com isso, vislumbra-se contribuir com o campo de pesquisa sobre mobile government em países em desenvolvimento. Para tanto, foi realizada uma triangulação de técnicas qualitativas na coleta e análise de dados, que resultou na construção de um framework para análise da implementação de ferramentas de mobile government no setor público. Foram identificadas 19 variáveis relacionadas ao framework proposto, bem como 5 novas variáveis, tais como: transparência da informação pública, controle social, usabilidade, equipe multidisciplinar e facilidade de acesso. Os resultados deste estudo, portanto, refletem uma oportunidade para compreensão do fenômeno de mobile government no contexto do setor de saúde pública. Leia o artigo de Mauro Célio Araújo dos Reis e outros em https://www.scielo.br/j/jistm/a/fcsrVBR7YqWCwMk4yVhJPpR/?format=pdf&lang=pt

O estudo objetivou explorar fatores que influenciam a adoção das métricas de valor de tecnologia da informação em organizações brasileiras, utilizando amostra não probabilística de 28 empresas de médio e grande porte, tendo como base os pressupostos da Teoria Neo-Institucional (isomorfismo) e os impactos decorrentes da transformação digital. Foi utilizado questionário com 16 questões fechadas e uma aberta, construído a partir de pesquisas realizadas por empresas de consultoria de grande porte e institutos internacionais de pesquisas, além dos próprios fundamentos da Teoria Neo-Institucional. Os dados e os resultados alcançados permitiram-nos chegar aos seguintes achados: (i) prevalência do isomorfismo mimético, (ii) a legitimação da Tecnologia da Informação como motivador para comunicação do valor gerado, (iii) importância atribuídas às métricas de operação e suporte, (iv) a troca de experiência entre pares se sobrepõe a busca de fontes acadêmicas ou de pesquisas científicas, caracterizando isomorfismo normativo, e (v) negação dos impactos da transformação digital na forma de mensurar valor de tecnologia da informação.

Leia o artigo de José Francisco de Carvalho Rezende e outros em https://www.scielo.br/j/jistm/a/RrVvNWF6HqXqJCpsVjpDK4n/?format=pdf&lang=pt

A dificuldade de incorporar a variável ambiental nos processos de contratação é recorrente no mundo. Nesse contexto, as contratações públicas sustentáveis são um instrumento importante para reduzir o impacto ambiental das organizações. No Brasil, há incapacidade para incorporar instrumentos que permitam uma atividade pública mais eficaz e eficiente. Em contrapartida, as tecnologias digitais, como a blockchain, podem ser a solução para problemas complexos no setor público. Nos últimos anos, governos têm adotado a blockchain em diversas áreas, sendo que, no âmbito internacional, a tecnologia é utilizada em bancos de dados de alguns países. No sentido de facilitar a implantação dos critérios ambientais nos procedimentos de licitação, este estudo propõe um modelo conceitual de aplicação da blockchain para contratações públicas sustentáveis de obras rodoviárias. Com base na análise de conteúdo de 25 processos de licitação, foi realizado o mapeamento das principais atividades, o que permitiu propor uma solução integrada ao Portal Nacional de Contratações Públicas. A principal contribuição do estudo é apresentar as potenciais aplicações referentes aos aspectos ambientais para blockchain nas contratações públicas e demonstrar a viabilidade da implementação dessa tecnologia. Diante das novas perspectivas para otimizar a gestão dos processos licitatórios e prover a sustentabilidade ambiental na administração pública, entende-se que a blockchain pode auxiliar na promoção de uma estrutura de licitação confiável, descentralizada, transparente e ambientalmente sustentável.

Leia o artigo de Guilherme Gonçalves Giamberardino e outros em https://www.scielo.br/j/rap/a/yvbxmSpQcxS3pMyjykWcPVM/?format=pdf&lang=pt

Com o aumento na frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos, as rodovias estão cada vez mais vulneráveis a danos que podem resultar em interrupções significativas do tráfego, danos econômicos e, em alguns casos, perdas de vidas. O desastre recente no Rio Grande do Sul exemplifica os prejuízos sociais, econômicos e ambientais resultantes da vulnerabilidade das rodovias às mudanças climáticas. Diversos estudos apontam o papel positivo da infraestrutura de transportes para o desenvolvimento econômico e social, enfatizando a importância de uma infraestrutura resiliente e sustentável para evitar danos causados por eventos climáticos, como chuvas intensas e prolongadas, e reduzir impactos ambientais relacionados às emissões de gases de efeito estufa e ao desmatamento. Contudo, esse tema segue pouco explorado para o caso brasileiro. Esta nota busca mapear o risco climático das rodovias brasileiras diante de eventos climáticos extremos, como alagamentos, inundações e deslizamentos, destacando a necessidade de medidas para fortalecer a resiliência da infraestrutura. O trabalho identifica o risco climático das rodovias ao nível dos estados brasileiros, focando em eventos como alagamentos, inundações e deslizamentos de terra. O desenvolvimento de infraestruturas resilientes ao meio ambiente é fator chave para evitar danos causados por eventos climáticos extremos, os quais podem reduzir a vida útil dos ativos de infraestrutura e aumentar os custos de manutenção e reconstrução. Os resultados indicam que, diante de projeções relacionadas às mudanças climáticas, a vulnerabilidade das rodovias brasileiras tende a se intensificar significativamente.

Leia o artigo de Victor Medeiros e Rafael Saulo Marques Ribeiro em https://madeusp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/NPE053-Risco-climatico-e-infraestrutura-de-transportes-rodoviarios-07062024.pdf

Este artigo explora algumas das razões apresentadas pelas novas direitas para o ataque à sociologia no espaço público argentino ladeado pela mídia e pelas redes sociais. O foco inicial da investigação recupera o contexto dos meses do primeiro trimestre de 2023 mas avança numa genealogia dos desafios que a disciplina tem vivido desde a sua constituição. Afirmamos que a sociologia tem características como disciplina e projeta intervenções sociais que confrontam os programas implantados pela direita. Dadas as condições da comunicação pública contemporânea em que se inscrevem os ataques contra ela, examinamos a relativa persistência dos ataques contra a sociologia com atenção ao seu suposto carácter “marxista”. Por fim, sustentamos que as razões que a direita procura neutralizar residem nas qualidades epistêmicas da disciplina sociológica e na sua “eficácia social” para apontar desigualdades.

Leia o artigo de María Soledad Segura e outros em https://www.scielo.br/j/se/a/nCr63sW8PX8W75CzCbSRhLd/?format=pdf&lang=es

Este estudo tem como objetivo analisar de forma abrangente o conceito weberiano de legitimidade, focando em suas implicações para a força empírica e estabilidade de uma ordem social. Inicia-se examinando os incentivos que garantem a legitimidade de uma ordem, com ênfase especial na relação entre lei e moralidade. Além disso, exploram-se as diversas perspectivas teóricas e abordagens metodológicas sobre legitimidade encontradas na literatura, destacando sua relevância para o desenvolvimento de uma estrutura mais robusta para a compreensão deste fenômeno complexo. A partir de diversas fontes e debates acadêmicos, o estudo investiga o papel da ação orientada a valores (wertrationales Handeln) na formação da natureza e eficácia das ordens sociais legítimas. Também se aprofunda nos fatores que contribuem para as razões internas dos sujeitos acreditarem em uma ordem legítima. Ao sintetizar percepções de várias disciplinas e tradições intelectuais, este estudo visa contribuir para uma compreensão mais matizada e holística da legitimidade. Busca-se também fornecer uma base sólida para futuras pesquisas e formulação de políticas, enfatizando a importância de se considerar os aspectos empíricos e normativos da legitimidade ao examinar os fatores que contribuem para a estabilidade e resiliência das ordens sociais.

Leia o artigo de Nikolaos Nikolakakis em https://www.scielo.br/j/se/a/3wGCk5GFWrkdqGr5rZ6LY8n/?format=pdf&lang=en

Em 1921, o Decreto n. 4.294 definiu o proibicionismo como modelo referencial de resposta estatal às drogas no Brasil. Um século depois, a abordagem segue consagrada na legislação nacional, mas agora materializada também em uma complexa rede institucional e burocrática de governança e políticas públicas. Este artigo analisa cem anos de trajetória das políticas de drogas no país, buscando compreender como, ao longo desse período, uma complexa trama de dispositivos normativos, políticos e institucionais se articulou para estabelecer a hegemonia da abordagem proibicionista sobre o campo das respostas públicas às drogas no Brasil. A partir de análise sistemática de legislação nacional e internacional, conclui-se que a empreitada proibicionista obteve sucesso no país em decorrência de duas ordens de fatores: i) enquanto conjunto ideacional, integrou-se a campos discursivos estruturantes da própria cultura política brasileira, dialogando com processos de estigmatização de populações marginalizadas e de criminalização de suas práticas, e ii) enquanto princípio ordenador de uma área de políticas públicas, demonstrou grande resiliência e capacidade de adaptação, absorvendo e incorporando elementos de modelos alternativos de resposta estatal à questão das drogas, sem corromper ou alterar suas estruturas fundamentais. Nem mesmo inovações políticas implementadas no país a partir dos anos 1990 (sobretudo modelos de despenalização e redução de danos) se mostraram capazes de abalar a definição das drogas como problema moral e criminal, ou impedir sua instrumentalização como política de controle socioespacial de classes populares.

Leia o artigo de José Guilherme Magalhães e Silva  e outros em https://www.scielo.br/j/rdgv/a/bVs97kVZSvCNKs7LbkKbtQR/?format=pdf&lang=en

A violência contra a mulher tem sido relatada como um grave problema de saúde pública. Particularmente, a Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (VDFcM) acomete cerca de 29% da população feminina brasileira. Políticas Públicas (PPs) de enfrentamento à VDFcM têm sido implantadas desde a década de 1980 no Brasil, culminando com a publicação do marco legal de enfrentamento desse problema no ano de 2006, a Lei Maria da Penha. Nesse sentido, o objetivo deste estudo consistiu em desenvolver um modelo de avaliação de desempenho de PPs para enfrentamento à VDFcM nos municípios do estado de Santa Catarina. A metodologia aplicada foi a Teoria da Resposta ao Item (TRI), que viabilizou a criação de uma escala de avaliação de desempenho. Adicionalmente, a análise de regressão simples foi utilizada no modelo, tendo o escore municipal como variável independente e a taxa de registros de VDFcM como variável dependente. Os resultados demonstraram correlação linear positiva entre as variáveis, sugerindo que as PPs implantadas não resultam em redução no número de ocorrências de VDFcM.

Leia o artigo de Carlos Felipe de Melo Costa e Claudelino Martins Dias Junior em https://www.scielo.br/j/rk/a/qh4srjL9HNSjddwrXDxV59g/?format=pdf&lang=pt