Motivado pelo contexto da crescente digitalização das campanhas políticas eleitorais na última década, este artigo tem como objetivo analisar o uso estratégico das mídias sociais nas campanhas eleitorais presidenciais brasileiras de 2018 e 2022, com foco nos candidatos que foram para a disputa em segundo turno em ambos os contextos: Jair Bolsonaro (2018 e 2022), Fernando Haddad (2018) e Lula (2022). Para isso, foram analisadas publicações, em diversos formatos, postadas no Facebook e Twitter durante o período eleitoral, destacando padrões de atuação, formatos de publicações e níveis de engajamento. A pesquisa usou de técnicas quantitativas e qualitativas para coleta de dados, o que possibilitou gerar um diagnóstico comparativo, explorando os efeitos dessas práticas de campanha no engajamento digital e na comunicação política. O estudo encontrou diferentes padrões na utilização das redes sociais, sobretudo em termos de frequências e estilos de publicação, com Bolsonaro optando por frequências baixas e uma estética amadora e Lula e Haddad optando por frequências altas e um estilo profissionalizado, trazendo reflexões sobre as diferentes estratégias eleitorais, suas limitações e impactos democráticos. Leia o artigo de Humberto Guimarães Pinto e Ariane Cristine Roder Figueira em https://www.scielo.br/j/rbcpol/a/TsmbKCcpgQW8dRWLNd8vfZR/?format=pdf&lang=pt