Os recursos públicos são essenciais para garantir à sociedade condições dignas de vida e de sobrevivência, sobretudo em conjunturas de crise e mais ainda ao haver uma pandemia.
Esses recursos vêm principalmente dos tributos que as pessoas físicas e jurídicas devem pagar aos estados, constituindo o fundo público. O processo de construção dos estados e mesmo o desenvolvimento do capitalismo é estreitamente ligado ao recolhimento desses recursos. Desde a antiguidade clássica até a Revolução Francesa, o não recolhimento do tributo implicava em severas sanções pelo soberano ou pela igreja, incluindo a prisão, a tomada do patrimônio e a não bênção de Deus. Entretanto, é possível perceber que a capacidade do soberano ou, em termos contemporâneos, do setor público de cobrar e isentar tributos, depende da correlação de força que governa a economia e a política de cada unidade territorial, seja ela um país, estado ou município.
Leia o artigo de Juliano Giassi Goularti e Talita Alves de Messias em https://diplomatique.org.br/divida-ativa-dos-estados-brasileiros-uma-analise-critica/