Teoria da dependência

O objetivo deste artigo é examinar as relações entre Brasil e China usando as ferramentas analíticas da teoria da dependência, elaborada por autores latino-americanos (sobretudo) ao longo dos anos 1960-1970 do século passado. A proposição básica é a de que, apesar de não serem simétricas (em função de discrepâncias tecnológicas e econômicas vigentes entre os países), as relações entre as duas nações estão longe de serem de dominação e subordinação, na medida em que a China não estabelece condicionalidades políticas e financeiras incontornáveis para as relações comerciais com o Brasil, nem imposições em âmbito das políticas de Governo. Como método, utiliza-se a sistematização de evidências sobre as relações comerciais entre os dois países no século XXI, e o exame de bibliografia secundária. Os resultados a que se chega indicam que a detecção de assimetrias econômicas ou de “associação econômica subordinada” não é suficiente para caracterizar relações de dependência política entre ambos os países. Finaliza-se o texto com algumas considerações sobre as possibilidades de estabelecimento de relações entre as duas nações no atual contexto geopolítico.

Leia o artigo de Sérgio Braga e Angelita Matos em https://www.scielo.br/j/ccrh/a/xGhM8dJjNDrmxn7stcpmFwp/?format=pdf&lang=pt

O presente artigo defende a ideia de que o debate sobre a dependência na América Latina foi principalmente um debate sobre as possibilidades abertas pelo desenvolvimento de um capitalismo específico. Isso determinou que o avanço do debate girasse ao redor da disputa entre socialismo e reformismo, porém (mais…)

Neste artigo, explora-se a genealogia da contribuição crucial que os cientistas sociais latino-americanos fizeram para os estudos de desenvolvimento durante a segunda metade do século XX.

Leia o artigo de Cristóbal Kay em http://www.scielo.br/pdf/ccrh/v31n84/0103-4979-ccrh-31-84-0451.pdf