saúde das populações indígenas

O artigo analisa a implementação da política de saúde indígena por meio de um estudo exploratório de base qualitativa, focado nas portarias emitidas pelo Ministério da Saúde entre 2011 e 2022. A análise seguiu a abordagem não linear e inter-relacionada de ciclo de políticas explorando a interação entre portarias ministeriais, gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e processos políticos na saúde indígena. Os resultados indicaram uma priorização da organização interna que favoreceu práticas da política distributiva de coalizão em detrimento de normas orientadoras da assistência aos povos indígenas. Conclui-se que a doutrina original da política de saúde indígena foi obscurecida pela adoção irrestrita da lógica gerencial e pela disputa por recursos, não permitindo que o Subsistema de Atenção à Saúde Indígena atue como um tipo singular de Atenção Primária à Saúde no país.

Leia o artigo de Roberta Aguiar Cerri e Luiza Garnelo em https://www.scielo.br/j/icse/a/MHWzSHTxtNL5cZcXCZTxsPR/?format=pdf&lang=pt