Políticas Educacionais

O presente artigo apresenta uma reflexão teórica sobre os desafios éticos, políticos e pedagógicos do processo de algoritmização curricular iniciado no contexto brasileiro. Por meio desse processo, instaurado no âmbito do advento das tecnologias preditivas vinculadas ao uso das tecnologias digitais e à disseminação de plataformas baseadas em big data, novos processos de seleção de conhecimentos escolares, de planejamento das aulas e da avaliação dos estudantes são colocados em circulação. Em termos analíticos, são descritas e analisadas, enquanto racionalidades pedagógicas, as seguintes elaborações contemporâneas: a noção de aprendizagem ubíqua (bem como a nova matriz de desigualdades que engendra), a nova economia da atenção (coadunada à necessária proteção de nossas capacidades atencionais), e a regulação subjetiva mediante dados (incluindo os desafios éticos e pedagógicos para a inserção de sistemas antecipatórios na educação de crianças e adolescentes).

Leia o artigo de Roberto Rafael Dias da Silva em https://www.scielo.br/j/es/a/NskFqvjLXj5KTk7HtWyzqVL/?format=pdf&lang=pt

A capacidade docente desempenha um papel central no desempenho educacional. Sua distribuição equitativa é essencial para reduzir desigualdades e promover a equidade e a qualidade do ensino. Este estudo investigou como a capacidade docente foi distribuída entre as escolas brasileiras e como essa distribuição variou entre 2013 e 2023. Os resultados indicam uma distribuição desigual da capacidade docente, com índices mais baixos em escolas municipais, nas regiões Norte e Nordeste, e em instituições de menor nível socioeconômico. No entanto, ao longo da década, houve melhorias significativas, especialmente nas redes mais vulneráveis, o que contribuiu para a redução dessas disparidades. Apesar dos avanços observados, as desigualdades na capacidade docente persistem, destacando a necessidade de políticas educacionais contínuas voltadas para a equidade e a qualidade, especialmente em regiões menos favorecidas. As melhorias registradas sugerem que investimentos direcionados são eficazes na redução das disparidades, embora desafios relacionados à distribuição equitativa de recursos docentes ainda permaneçam.

Leia o artigo de Bruno Lazzarotti Diniz Costa e Lucas Augusto de Lima Brandão em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/3KffZ3LPsbRcQcsKScGPvqw/?format=pdf&lang=pt

O presente artigo busca identificar como o Ministério Público atua no tema da qualidade da educação básica, considerando que se trata de uma instituição que vem se consolidando enquanto ator relevante para a exigibilidade do direito à educação. Para tanto, analisa o conteúdo de 574 procedimentos administrativos coletados nos portais da transparência do Ministério Público de nove estados que possuem em seus planejamentos estratégicos objetivos relacionados à promoção da qualidade da educação básica: Alagoas, Amapá, Bahia, Espírito Santo, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Rondônia. Os procedimentos foram analisados em 13 temas, nos quais se percebeu centralidade das discussões em torno de condições objetivas de qualidade, como infraestrutura, número de alunos por turma, observância de horas atividade e corte etário, existência de Atendimento Educacional Especializado (AEE) e de Plano de Prevenção e Proteção Contra Incêndios (PCCI), entre outros. Conclui-se que a instituição prioriza em sua atuação questões objetivas e intraescolares, com pouca ênfase em elementos como a participação social e conhecimentos técnicos especializados da área da educação, assumindo uma análise dogmático-normativa da qualidade da educação básica.

Leia o artigo de Barbara Cristina Hanauer Taporosky e Adriana Aparecida Dragone Silveira em https://www.scielo.br/j/er/a/qvXYhbMxcgPcyQHJZSK8bvH/?format=pdf&lang=pt

O tema do presente artigo é o direito à educação. O objeto de estudo é a legalização e a viabilização, por intermédio das políticas públicas, do direito à educação formal no Brasil. Percorreram-se os períodos históricos de 1932 a 2016, para investigar como o direito à educação foi consagrado na legislação e nas políticas educacionais. Como resultados, o trabalho demonstra os subtemas que compreendem o direito à educação e como esses foram ampliados ao longo das décadas. A pesquisa concluiu que a educação básica, como direito público subjetivo, constitui o solo sagrado para a consolidação da democracia.

Leia o artigo de Maria Zélia Borba Rocha em https://www.scielo.br/j/cp/a/3NdyTDXYYVxJGJgW4xNxSQK/?format=pdf&lang=pt

O objetivo do estudo é analisar os usos dos resultados das avaliações de larga escala na formulação de políticas públicas educacionais no Brasil, com base no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb). (mais…)

Este artigo apresenta uma análise sobre as possibilidades de uma política pública nacional desdobrar–se em políticas municipais efetivas. (mais…)

Este artigo apresenta uma análise sobre as possibilidades de uma política pública nacional desdobrar–se em políticas municipais efetivas.

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Este artigo apresenta o Simulador de Custo-Aluno Qualidade (SimCAQ) como instrumento de planejamento orçamentário, articulando tal discussão ao custo do financiamento da educação em condições de qualidade no Brasil.

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Este artigo apresenta uma análise sobre as possibilidades de uma política pública nacional desdobrar–se em políticas municipais efetivas.

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Este estudo expõe a propagação de Colégios Militares na sociedade goiana e a influência desses na formação cidadã. Tem o objetivo de refletir sobre a militarização das escolas públicas ser ou não a melhor solução educacional para formar integralmente os alunos. (mais…)