pobreza multidimensional

Dada a importância das primeiras fases da vida para o desenvolvimento dos indivíduos, este estudo objetivou mensurar o nível de privação da primeira infância do meio rural e as principais dimensões que contribuem para essa situação nos estados brasileiros. Para isso, construiu-se um índice fuzzy de pobreza multidimensional (IPM) baseado nas dimensões: Condições de Moradia, Condições Sanitárias, Segurança Alimentar e Padrão de Vida. Os resultados indicaram a incidência de múltiplas privações, além da renda entre essas crianças, sobretudo nos estados Amazonas e Maranhão, responsáveis por condições entre média e alta pobreza multidimensional. No outro extremo, Santa Catarina apresentou as melhores condições do país. Condições Sanitárias foi a dimensão mais deficitária em todas as localidades, enquanto Segurança Alimentar foi a segunda pior nos estados mais precários. Esse estudo avança ao identificar o nível de pobreza multidimensional na primeira infância rural nos estados brasileiros e os principais condicionantes dessa privação.

Leia o artigo de Ohanna Larissa Fraga Pereira e outros em https://www.scielo.br/j/ecos/a/WrYgsGN9hBndFTL3gm3DPYD/?format=pdf&lang=pt

O presente estudo analisa a distribuição espacial da pobreza multidimensional nos municípios brasileiros considerando as Áreas Minimamente Comparáveis (AMC) e sua convergência nos anos de 1991, 2000 e 2010. Para isso, foi construído um Índice de Pobreza Multidimensional (IPM), realizada a análise exploratória de dados espaciais (AEDE) e, para verificar a convergência da pobreza multidimensional, utilizou-se a abordagem de econometria espacial. Os resultados indicaram que condições de habitação e demografia foram as dimensões que mais contribuíram para a pobreza multidimensional, e as dimensões de saúde e saneamento e renda são as que mais contribuíram para a redução da pobreza multidimensional. O estudo também apontou que o Brasil apresentou convergência absoluta e clubes de convergência da pobreza multidimensional, especialmente de 2000 para 2010. Além disso, as dimensões trabalho e condições de habitação foram as que mais contribuíram para a convergência da pobreza multidimensional.

Leia o artigo de Marcos Aurélio Brambilla e Marina Silva da Cunha em https://www.scielo.br/j/neco/a/HgbVyjbgykrFkhSBD93VqwL/?format=pdf&lang=pt

O presente trabalho tem como objetivo analisar a abordagem das capacidades, nos termos estabelecidos por Amartya Sen e Martha Nussbaum, e suas consequências para o estudo da pobreza. As premissas teóricas articuladas por esses autores não apenas revelam a complexidade desse fenômeno multidimensional, mas também orientam os contornos do que deve ser considerado essencial para uma vida digna. Dessa forma, a abordagem das capacidades se apresenta como base para uma compreensão global da justiça. No entanto, tal afirmação generalizante invariavelmente ignora nuances e particularidades que não são devidamente valorizadas a priori. Nesse sentido, é necessário revelar aspectos estruturais negligenciados, que são decisivos para a perpetuação da pobreza e das desigualdades nos locais onde são mais marcantes. Para isso, perspectivas periféricas serão destacadas como uma ferramenta importante na identificação dos limites da abordagem das capacidades como base para uma concepção de justiça global.

Leia o artigo de Anna Carolina Kähler de Moraes Barros e Pedro Ivo Ribeiro Diniz em https://www.scielo.br/j/cint/a/WJpsCqPZyVfxhFfvGSwzBCk/?format=pdf&lang=en

A pobreza é frequentemente estudada com base em uma única dimensão, predominantemente representada pela renda. Mas existem outras dimensões relevantes nas discussões sobre o tema, como estar bem nutrido, estar bem abrigado, ter boa saúde e participação na sociedade, entre outras. Uma abordagem que pode auxiliar a sustentar esta concepção multidimensional para a pobreza é a abordagem das necessidades humanas. Assim sendo, neste trabalho, objetiva-se apresentar o quadro evolutivo dessa abordagem a fim de estabelecer um conceito multidimensional para a pobreza. Por meio de uma análise teórica, ao longo deste estudo, demonstrou-se que a abordagem das necessidades humanas é marcada por uma variedade de interpretações. A abordagem evoluiu para incorporar aspectos que, se não forem satisfeitos, limitam e impedem as pessoas de usufruírem de uma vida digna. Portanto, em oposição à ideia fundamentada estritamente na renda, a pobreza passa a ser entendida como não satisfação das necessidades.

Leia o artigo de Ana Márcia Rodrigues da Silva e Henrique Dantas Neder em https://www.scielo.br/j/ecos/a/7kfzknBxKnVZGRKhKx65jRm/?format=pdf&lang=pt

O trabalho tem por objetivo mensurar e caracterizar o fenômeno da pobreza multidimensional no estado do Maranhão e seus respectivos municípios. (mais…)

O presente estudo analisa a distribuição espacial da pobreza multidimensional nos municípios brasileiros considerando as Áreas Minimamente Comparáveis (AMC) e sua convergência nos anos de 1991, 2000 e 2010. (mais…)

Uma das principais questões ao estudar a pobreza é sua heterogeneidade espacial, fruto (dentre outros elementos) de processos migratórios influenciados por fatores como industrialização, desenvolvimento econômico e desequilíbrios regionais.

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