Pobreza

A pobreza também alcança a população ocupada no Brasil e é mais frequente entre trabalhadores sem carteira assinada e os que atuam por conta própria. Em 2024, 20,4% dos ocupados sem registro formal e 16% dos autônomos viviam abaixo da linha de pobreza, com percentuais muito acima dos observados entre empregados com carteira assinada — entre esses últimos, apenas 6,7% estavam nessa condição. Os números são da Síntese de Indicadores Sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2025, divulgada pelo IBGE. Segundo o estudo, os dados mostram que a pobreza ainda atinge uma parte das pessoas que estão trabalhando, devido aos salários mais baixos em certos tipos de emprego. Ao mesmo tempo, o levantamento indica que ter alguma renda vinda do trabalho ajuda a diminuir os níveis de pobreza e extrema pobreza entre quem está empregado, especialmente quando comparado a quem está desempregado ou fora da força de trabalho.

Leia o artigo de Mayra Castro em https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2025/12/03/na-populacao-ocupada-pobreza-e-maior-entre-trabalhadores-sem-carteira-e-por-conta-propria.ghtml

Este artigo tem como objetivo investigar o impacto do processo de desindustrialização da economia brasileira sobre os determinantes da probabilidade de pobreza dos chefes de família, entre 2012 e 2023, estimados pelo modelo de regressão logística (logit). A principal contribuição deste trabalho encontra-se na análise conjunta das abordagens estruturalista, neoschumpeteriana e dos determinantes da pobreza, realizada por meio da investigação do impacto das mudanças na estrutura produtiva – mensurados por meio de seus reflexos na estrutura ocupacional, desagregada em 12 setores – na probabilidade de pobreza dos chefes de família brasileiros. Os principais resultados mostram o impacto heterogêneo dos diferentes setores sobre as chances de pobreza dos indivíduos e evidenciam que o processo de desindustrialização da economia brasileira implicou diminuição da contribuição dos segmentos industriais, especialmente da indústria de transformação (setor-chave para o crescimento), na redução das chances de pobreza. Ademais, destacou-se que a superação da pobreza envolve uma política multidimensional de Estado, que combata a discriminação de cor e gênero, amplie o nível de formalização do mercado de trabalho e reindustrialize a economia, aumentando a participação dos segmentos mais dinâmicos (mudança estrutural positiva), que contribuem para a redução das chances de pobreza ao proporcionar melhores oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Leia o artigo de Elohá Cabreira Brito e Ricardo Dathein em https://www.scielo.br/j/rec/a/WtxKbcGCFgqHfBpt6FCWqDp/?format=pdf&lang=pt

O artigo aborda Programas de Transferência Monetária no Brasil; o contexto socioeconômico e político; modalidades e orientação político-ideológica dos programas; o Auxílio Emergencial e a substituição do “Bolsa Família” pelo “Auxílio Brasil”. (mais…)

A pobreza e a extrema pobreza atingiram níveis recordes no Brasil em 2021. (mais…)

A interface entre as Mudanças Climáticas e a Segurança Alimentar e Nutricional (SAN) tem se destacado na agenda de desenvolvimento sustentável desde o início da década de 1990. (mais…)

A justiça social é um assunto muito importante. (mais…)

O presente artigo tem o objetivo de analisar quantitativamente a trajetória da pobreza no Brasil e na metrópole do Rio de Janeiro, considerando o período de 1976 a 2015, tendo em vista as mudanças estruturais ocorridas na economia e na sociedade brasileira e as particularidades do contexto metropolitano. (mais…)

Com o corte do auxílio emergencial, a disparada da inflação e a retomada insuficiente do mercado de trabalho, o número de pessoas em situação de pobreza saltou para 19,8 milhões nas metrópoles brasileiras em 2021. (mais…)

Quase 20 milhões de brasileiros, um Chile, declaram passar 24 horas ou mais sem ter o que comer em alguns dias. Mais 24,5 milhões não têm certeza de como se alimentarão no dia a dia e já reduziram quantidade e qualidade do que comem.

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Nas quase três décadas desde 1995, os membros do 1% global capturaram 38% de toda a nova riqueza, enquanto a metade mais pobre da humanidade se beneficiou de apenas 2%, uma descoberta que destaca o abismo cada vez maior entre os muito ricos e todos outro.

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