neoliberalismo

O trabalho analisa o mais recente produto financeiro do mercado de capitais voltado para o financiamento do agronegócio, o Fundo de Investimento das Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). O estudo exploratório observa interações sociais que envolvem seu principal financiador, a pessoa física. É objetivo mapear interpretações do investidor individual de varejo para compreender os dispositivos que contribuem para efetivação da compra de cotas do Fiagro. As fontes do estudo são entrevistas realizadas entre janeiro e agosto de 2023, período em que o fundo completou dois anos de operação, além de documentos descritivos e estatísticos. Metodologicamente, uma abordagem especulativa pela amostragem “bola de neve” reuniu relatos de investidores, posteriormente tratados a partir da Teoria Ator-Rede. Os primeiros resultados apontam para a mobilização da pessoa física ao Fiagro pela simultaneidade da diminuição de direitos de seguridade social, da consolidação da imagem próspera do setor agroindustrial e da popularização das redes digital e financeira.

Leia o artigo de Bruna Bronoski e Rodolfo Bezerra de Menezes Lobato da Costa em https://www.scielo.br/j/asoc/a/Z5fS4xxjtrgL6Hvw8w3V5cc/?format=pdf&lang=pt

O artigo se insere na literatura quanto ao capitalismo de plataforma, neoliberalismo, precarização do trabalho e interação socioestatal para preencher a lacuna sobre os embates na produção de nova regulamentação para o trabalho mediado por plataformas digitais no Brasil, especificamente para o caso das entregas por aplicativo no Grupo de Trabalho (GT) de regulamentação. Colocando em xeque o aparente consenso contra a adoção da CLT no GT, busco responder: quais são os enquadramentos utilizados pelos entregadores nas disputas quanto à regulamentação do trabalho de entregas por aplicativos no Brasil? A análise se baseia em entrevistas com entregadores de todo o país, nos registros de ata das reuniões e nos documentos da categoria em torno do tema. O artigo contribui na discussão teórica e analítica ao identificar três enquadramentos em disputa: (i) neoliberal, (ii) trabalhista, (iii) neotrabalhista. Eles são analisados dentro dos três temas em embate na categoria: (a) a natureza do trabalho mediado por plataformas digitais, (b) a contribuição previdenciária, e (c) o mecanismo de cálculo de remuneração.

Leia o artigo de Letícia Birchal Domingues em https://www.scielo.br/j/rbcsoc/a/8m5t7gVPRqnPDfjGsWHVgCG/?format=pdf&lang=pt

Este artigo é um convite para refletir sobre a ultradireita além da autocomplacência. Os autores desafiam a percepção convencional da ultradireita como algo completamente separado da política e da sociedade dominante, argumentando que há uma sobreposição substancial, especialmente em termos de patriarcado, racismo e neoliberalismo. No entanto, a direita inova e evolui, sendo essencial compreender essas mudanças. A segunda seção do artigo argumenta que algumas das formas mais avançadas de ativismo de direita estão atualmente emergindo no Sul Global. A liderança do presidente argentino Javier Milei é um caso notável, pois combina a interseccionalidade de direita, uma versão conservadora da crítica à captura das elites. A conclusão retorna à ideia de que, em múltiplos níveis significativos, não existe uma exterioridade pura entre a ultradireita e o restante de nós. Mesmo a “nova” retórica de Milei radicaliza tendências já presentes nos principais corredores da política e da academia.

Leia o artigo de Paulo Ravecca e outros em https://www.scielo.br/j/ln/a/N8r3MSysMmZ4FFtxMwP5tFf/?format=pdf&lang=en

O artigo, inserido no campo do direito e economia política, examina a corrosão dos direitos sociais previstos na Constituição Federal brasileira de 1988. Nossa análise indica que o neoliberalismo no Brasil, ao contrário da percepção de um Estado em retirada, envolve uma reestruturação ativa do papel do Estado e do direito, resultando na desuniversalização de direitos sociais. Essa mudança ocorre por meio de mecanismos como a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que realoca recursos originalmente destinados a programas sociais para outras prioridades, e pela introdução de políticas que favorecem a financeirização dos serviços sociais. Argumentamos que, ao invés de um desmonte do Estado, há uma transformação qualitativa das políticas sociais, que passam a se articular com o capital financeiro. A financeirização das políticas sociais e a privatização de serviços públicos ilustram um reposicionamento do Estado, que agora facilita o acesso ao crédito e à dívida, em vez de prover diretamente os serviços sociais.

Leia o artigo de Adriana Silva Gregorut em https://www.scielo.br/j/rdp/a/JWWhcZzxYv5MN69tw8y4NGJ/?format=pdf&lang=pt

O presente artigo possui dois planos analíticos distintos e complementares. O primeiro objetiva reconstituir quais foram os processos teóricos, históricos e políticos que, articulados, conferiram ao conceito de empreendedorismo uma valência positiva particularmente concentrada no seu potencial de promover o desenvolvimento econômico e gerar de empregos. A partir de uma amostra composta por 60 países, o segundo plano examina as relações entre empreendedorismo e desigualdade de renda com o objetivo de questionar as alardeadas vantagens sociais da presença de um elevado percentual de empreendedores no total da população ocupada. Os resultados obtidos apontam que o relativo consenso em torno das benesses do empreendedorismo possui íntima relação com a emergência e posterior hegemonia do neoliberalismo o qual, através da lógica da responsabilização individual, ensejou o paulatino abandono de políticas coletivas por excelência – entre elas, a tarefa civilizatória de organizar o trabalho em um sistema generalizado de proteção social.

Leia o artigo de Thiago Brandão Peres em https://www.cadernosdodesenvolvimento.org.br/cdes/article/view/786/pdf

Dada a posição periférica do país no quadro do desenvolvimento capitalista mundial, a atuação do Estado no capitalismo brasileiro não se submete apenas aos determinantes de natureza interna. (mais…)

Pretendemos identificar os principais aspectos e interesses da política Neoliberal e seu esforço em utilizar o Estado como um instrumento para beneficiar o capital financeiro, o aparelhando e o equiparando à Empresa privada. (mais…)

O artigo discute o início do neoliberalismo no Brasil a partir dos ajustes promovidos sobre as empresas estatais do país pela Secretaria de Controle das Empresas Estatais (SEST) no começo dos anos 1980. (mais…)

A liderança autoritária é um desafio à análise organizacional. (mais…)

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