mudança institucional

Entre 2012 e 2025, a democracia brasileira enfrentou crises que testaram os pilares do presidencialismo, do sistema de justiça e do federalismo. Este artigo analisa como essas tensões produziram mudanças institucionais e revelaram a resiliência do regime. O argumento central é que a compreensão da democracia sob estresse exige articular três dimensões: polity (as regras e instituições que estruturam o regime), politics (a competição política e os conflitos entre atores) e policy (as decisões e resultados das políticas públicas). As crises políticas entre 2012 e 2025 não apenas tensionaram, mas também fortaleceram as instituições, ao gerar adaptações duradouras e aprendizado institucional. A interação entre polity, politics e policy remodelou o sistema político formal e informalmente, revelando resiliência democrática mesmo em cenários de risco de golpe de Estado. Esse modelo interpretativo contribui para estudos comparados sobre como democracias sob estresse podem resistir e se transformar.

Leia o artigo de Cláudio Gonçalves Couto e outros em https://www.scielo.br/j/rsocp/a/g8fC5HNNbzptNKqnHfMWZMn/?format=pdf&lang=pt

Este artigo procura analisar a relação entre a moldura institucional e as transformações nas políticas de desenvolvimento produtivo chinesas após o início das Reformas Econômicas de 1978. Parte-se da hipótese de que o êxito dessa estratégia de desenvolvimento decorre, em grande medida, da capacidade de coevolução entre as transformações nas esferas institucional e política. Isso porque este processo seria condicionado por uma “moldura institucional” estabelecida pelo planejamento econômico, que ainda preserva características de centralização. O ritmo e a configuração dessa coevolução seriam, em última instância, condicionados pelos desafios e contradições inerentes às transições entre os distintos estágios do desenvolvimento chinês. Como principal contribuição à literatura, o texto pretende propor um desdobramento teórico, necessário para abordar a complexidade e a dimensão do desenvolvimento econômico chinês das últimas décadas. A partir de diferentes abordagens institucionalistas, destaca-se uma perspectiva macro institucional do desenvolvimento, compatível com a noção de composição e configuração da “matriz institucional”, bem como com a ideia de que, no caso chinês, é fundamental abordar a noção de “moldura institucional”, dado o forte componente de planejamento/planificação da sua economia nacional, que se estende por todas as esferas administrativas e abrange também o setor privado, nacional e estrangeiro. Assim, conclui-se que no que se refere aos aspectos institucionais, o desenvolvimento econômico chinês é bastante singular.

Leia o artigo de Adriano José Pereira e Antonio Carlos Diegues em https://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD482.pdf